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sábado, 27 de agosto de 2011 Sem categoria | 08:08

MUDANÇA DE ENDEREÇO

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sábado, 12 de fevereiro de 2011 vídeos | 13:56

Arrivederci

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A dificuldade de atualização vinha sendo tão grande que até o arriverderci demorou. Na verdade, porque demorou, também, tomar a dura decisão de largar o blog e achar um bom substituto para dar continuidade a estes cinco anos de Bola na Bota.

Apesar da demora, o substituto já está no ar: é o blog Tripletta, tocado por seu capitano Braitner Moreira, cujo trabalho eu só conheci justamente por causa do Bola na Bota. Quando, aliás, o blog ainda navegava em outros oceanos.

Então é isso. Sem grandes despedidas, até porque a gente nunca sabe o que vem pela frente, este derradeiro post serve apenas para encaminhar os fieis seguidores do Bola na Bota ao Tripletta, que certamente vai atender com mais agilidade e conteúdo os desejos de quem curte o futebol italiano e seus bastidores.

“Il meglio deve ancora venire (O melhor ainda está por vir)”, como diz a ótima música no vídeo abaixo, do célebre interista Luciano Ligabue, figurinha sempre presente por aqui.

Ok, eu sei, talvez um vídeo só com lances da Inter não fosse ideal para uma despedida genérica. Mas, convenhamos, nestes cinco anos de blog, foram cinco títulos nacionais, um europeu e um Mundial do time de Milão. Nada mais justo, portanto…

Ah, e qualquer coisa tô no twitter, no bom e já velho @gianoddi!

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010 jogadores, milan, vídeos | 10:33

A escolha de Gaúcho

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Primeiro, o vídeo:

Ao ser flagrado saindo de um restaurante de Milão às 2h30 da manhã de sexta-feira, a primeira reação de Ronaldinho Gaúcho foi se esconder. Ele tinha consciência, portanto, que a postura não era a mais adequada para um jogador cujo time entraria em campo no dia seguinte, sábado, pelo Campeonato Italiano.

Segundos depois de tentar ocultar o rosto, ao se dar conta que já tinha sido filmado, sua atitude foi louvável: o jogador impediu que um de seus amigos, um troglodita de apelido Gibão, intimidasse fisicamente o homem que os filmava. “Deixa ele, Gibão! Essa hora é cedo”, argumentou, para depois se dirigir ao autor do vídeo: “Você já fez o seu trabalho? Então, boa noite. Eu estou bem para ir pra casa e você está bem com o seu trabalho”.

A primeira reação de Ronaldinho, porém, deixou claro: ele sabia que já não era “cedo”. Sabia também que provavelmente seria repreendido por seu técnico, Massimiliano Allegri, como acabou sendo. Contudo, mesmo sabendo, preferiu deixar o restaurante (?) onde estava às 2h30 da manhã da véspera de um jogo importante.

Não se trata de julgar Ronaldinho. Mas o caso desta sexta é emblemático sobre suas escolhas — que são seu direito, diga-se. Com a idade (30) e o futebol que tem, o brasileiro provavelmente poderia ser, ainda, um dos melhores jogadores do mundo. Mas hoje está muito longe disso: é só um reserva do Milan.

Por que? Porque Ronaldinho Gaúcho ainda quer jogar futebol, mas não está disposto aos sacrifícios que seriam necessários para levá-lo, de novo, ao topo.

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domingo, 21 de novembro de 2010 inter, jogadores, vídeos | 14:06

Eto’o como Zidane

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A fase da Internazionale de Rafa Benitez já não é das melhores, mas tem tudo para ficar pior. É que Samuel Eto’o, de longe o principal jogador do time na temporada, resolveu se inspirar em Zinedine Zidane e fazer o seguinte na partida recém-encerrada contra o Chievo, que venceu os milaneses por 2 a 1 pelo Campeonato Italiano:

O episódio ocorreu com o zagueiro César, pouco depois de os dois jogadores se desentenderem em um outro lance da partida (que você também viu no vídeo acima). No jogo, os lances saíram barato para Eto’o, que não levou sequer o cartão amarelo e ainda acabou marcando o gol da Inter na partida.

Fora de campo, porém, a “zidanada” de Eto’o deve custar caro, já que a imprensa italiana dá como certa uma severa punição ao atacante da Inter. Que, só pra lembrar, marcou nada menos que 16 dos 25 da Inter entre Campeonato Italiano e Liga dos Campeões…. Vai fazer falta?

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010 campeonato italiano, roma | 11:34

E agora, Lazio?

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“Se vencermos o derby, poderemos realmente começar a pensar grande”, disse o técnico da Lazio, Edoardo Reja, pouco antes de sua equipe terminar derrotada por 2 a 0 pela Roma, no estádio Olímpico da capital italiana. Usar a frase do técnico para afirma que seu time não tem motivos para “pensar grande” seria exagero, até porque a Lazio segue na liderança do Campeonato Italiano, com dois pontos de vantagem sobre o vice-líder Milan.

Reja, porém, disse o que disse por saber do peso que o clássico costuma ter no desempenho dos dois times na Série A. Se a Lazio de Hernanes vier a cair de rendimento a partir de agora, não será a primeira vez que o derby terá servido como um divisor de águas na campanha dos times da capital. Em torneios recentes, por exemplo, a recuperação da Roma ocorreu justamente a partir de vitórias sobre seu maior rival.

Para um time que vinha sobrando no campeonato, a derrota contra a Roma não poderia ter vindo em momento pior. Resta aos laziales o consolo de que não há muito tempo para turbulências, já que a próxima rodada da Série A ocorre nesta quarta-feira, quando a Lazio enfrenta o frágil Cesena, vice-lanterna do Italiano.

Nunca, aliás, um confronto contra o Cesena foi tão importante: será este o jogo a determinar se a derrota para a Roma foi apenas um deslize. Ou se será um divisor de águas.

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010 azzurra, campeonato italiano, jogadores | 16:04

Três em um

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Peço, de novo, desculpas pelo sumiço. O tempo tem sido curto e por isso mesmo o blog deve ter novidades em breve. Eis as últimas colunas publicadas no Jornal Placar, respectivamente sobre a violência das organizadas no futebol italiano, os destaques (até aqui) do Campeonato 2010-11 e o prestígio de Cesar Prandelli, novo técnico da seleção italiana.  Comentários no mesmo link, per favore. 

O Brasil é ali
 
Faz algum tempo, o futebol italiano era exemplo de organização e sucesso para outros países. Já nas últimas semanas, além de não conseguir coibir a ação de vândalos sérvios que impossibilitaram a disputa de um jogo entre Itália e Sérvia pelas Eliminatórias da Eurocopa, o país assistiu à agressão de torcedores organizados do Napoli, armados com tacos de beisebol e facas, contra simpatizantes do Liverpool que foram à Itália para ver um jogo da Liga Europa.

Há tempos as autoridades italianas vêm tentando inibir as ações dos tais “organizados”. Leis como a que permite a prisão de torcedores em flagrante ou mesmo a carteira do torcedor, que facilita a identificação dos criminosos, foram aprovadas com muita dificuldade, tamanha a força dos grupos organizados conhecidos como Ultràs. “O problema da Itália são as torcidas organizadas. São elas que mandam no nosso futebol”, chegou a dizer o técnico Fabio Capello pouco antes de deixar o país para comandar a seleção inglesa.

Não à toa, portanto, o futebol italiano, antes invejado por todo o planeta, passou o contar com média de público inferior às de Alemanha, Inglaterra e Espanha, as outras três grandes praças do futebol europeu. Se no Brasil tínhamos a Itália como modelo, hoje os italianos têm a mesma sensação em relação a seus vizinhos europeus. Se eles conseguirem resolver seu problema, voltarão a ser o melhor exemplo para o Brasil. Porque, hoje, Itália e Brasil não são muito diferentes.

Os destaques

Foram apenas sete rodadas. Mas, posto que em cada um dos candidatos ao título italiano há um jogador que se sobressai, já é possível arriscar quais os nomes que devem brigar pelo título de destaque da competição daqui a alguns meses.

Na Inter, após uma temporada se sacrificando e atuando mais como meio-campista do que como atacante sob o comando de José Mourinho, Samuel Eto’o voltou a ser o artilheiro de outras temporadas, marcando belos e decisivos gols.

No Milan, Ibrahimovic tem justificado com gols e, pasmem, até assistências, o otimismo que tomou conta da torcida milanista depois de sua contratação; Pato, não fossem suas constantes lesões, até poderia até rivalizar com o sueco, mas hoje não o faz.

Na Juventus, o meio-campista sérvio Krasic, inicialmente comparado com Pavel Nedved por sua semelhança física com o tcheco, tem dado espetáculo; a continuar nesse ritmo, as comparações com o Bola de Ouro de 2003 farão sentido também pelos feitos em campo.

Na Capital, talvez seja exagero apontar um destaque da Roma, que decepciona com mais um início vacilante; se for o caso de fazê-lo, porém, as indicações devem apontar para o recém-contratado Borriello.

É obrigatório, por outro lado, apontar o principal nome da Lazio, a atual e surpreendente líder do torneio. E, neste caso, não há que não concorde: é o brasileiro Hernanes o melhor. Para boa parte da imprensa italiana, aliás, o melhor do campeonato.


Prandelli

A Itália teve seu primeiro tropeço nas Eliminatórias da Euro 2012 no sábado, quando empatou por 0 a 0 com a Irlanda do Norte. Nada grave, tanto que o time de Cesare Prandelli segue na liderança de sua chave, com 7 pontos em 9 disputados. Não só por isso, porém, a imprensa italiana já demonstrou que será generosa com o treinador, eleito duas vezes o melhor técnico do país com a Fiorentina.

Prandelli seduz não só a imprensa, mas os italianos em geral, também por outros motivos, menos profissionais. Porque é do tipo que em 2004, na então grande chance de sua carreira, abriu mão de um contrato milionário com a Roma para passar com sua mulher, então doente, os últimos meses de sua vida (isso deveria ser normal…). Porque é do tipo que tem a gratidão como virtude: quando pode, cita o nome do desconhecido Franco Ferrari, seu professor no curso de técnicos obrigatório do calcio, como responsável por seu sucesso. Porque é do tipo que, por sua honestidade, quase nunca se ouviu críticas nem de seus comandados (algo quase impossível nesse meio). O caráter também ajudou a colocá-lo, entre os técnicos, como um dos maiores ídolos da exigente torcida da Fiorentina (basta sua imagem aparecer no telão de estádio Artemio Franchi que todos se levantam para aplaudir).

Agora, Prandelli diz que sua missão será voltar a unir a Itália em torno da seleção. Ele mostrou ter condições de fazê-lo tecnicamente. Mas também porque os italianos (e a imprensa) o respeitam e adoram.

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010 campeonato italiano, roma | 11:15

5 minutos sem fama

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Pela Roma, até aqui, ele só sorriu na apresentação

Após a vitória da Roma por 1 a 0 sobre a Inter, no sábado, Adriano deixou o campo sem graça, enquanto seus colegas comemoravam entre sorrisos e abraços.

A explicação é um fato que passou meio batido diante da euforia após o gol marcado por Vucinic nos acréscimos do 2o tempo: Adriano, a exemplo do que já fizera na Inter com o técnico Roberto Mancini, irritou-se com Claudio Ranieri, que pretendia colocá-lo em campo a pouco mais de 5 minutos do fim do jogo. Resultado: Ranieri mudou a substituição, colocou Júlio Baptista (que teve duas chances de marcar) e viu seu time arrancar a vitória justamente quando Adriano deveria estar em campo.

O brasileiro, mesmo gordo após mais de um mês do início do campeonato, talvez considere que os 2,85 milhões de euros que a Roma lhe paga por ano não sejam suficientes para obrigá-lo a jogar 5 minutos. Talvez se considere melhor que Vucinic, que entrou faltando 10 minutos e decidiu o jogo. Talvez simplesmente não pense antes de ter chiliques: porque Adriano, que jogou apenas alguns minutos de uma das cinco partidas da Roma no Italiano, não está com crédito para estrelismos do gênero. Pelo contrário.

Ao contratar o atacante, direção e a comissão técnica da Roma admitiram estar fazendo uma aposta arriscada. A julgar pelo início da temporada, a aposta começou a ser perdida bem antes do que a torcida imaginava.

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010 campeonato italiano | 11:07

Pobre líder

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Estreia do Cesena no Campeonato Italiano, contra a Roma: 0 x 0 no Olímpico

 

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Passadas três rodadas, o Campeonato Italiano tem o Cesena como um de seus líderes, com 7 pontos em três jogos –nos quais já enfrentou Roma e Milan. Recém-chegado da Série B, é o clube que menos gasta com salários em toda a Série A: sua diretoria desembolsa anualmente 8,3 milhões de euros com a folha salarial da equipe. A soma é inferior aos 9 milhões de euros que o sueco Ibrahimovic, sozinho, recebe por ano para defender o Milan. O time milanês, aliás, é quem mais gasta com salários na Itália: 130 milhões anuais, mais de 15 vezes o valor desembolsado pelo Cesena.

Entre os maiores salários do Cesena está o do goleiro brasileiro Diego Cavalieri, que chegou do Liverpool, mas hoje é apenas reserva do time: convertido, seu pagamento é próximo de 60 mil reais mensais, cifra viável até mesmo para clubes brasileiros e bem mais que os cerca de 11 mil reais que recebe o meia grego Panagiotis Tachtsidis, hoje o salário mais baixo da equipe. 

Ok, apesar do ótimo começo no Italiano, nem o mais otimista dos torcedores do Cesena sonha ver seu time terminar a Série A à frente dos gigantes e entre os quatro primeiros colocados para garantir assim uma vaga na Liga dos Campeões da Europa. Ainda assim, hoje, a tabela da Série A é a prova de que, por sua imprevisibilidade, o futebol é o esporte coletivo mais democrático do mundo. 

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010 inter, milan, notas dos jogadores | 12:03

Ibra, um orfão de fãs

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Zlatan Ibrahimovic era muito respeitado na Juventus, pela qual conquistou dois títulos nacionais – depois cassados pelo escândalo de manipulação de arbitragem. Com o rebaixamento imposto à Juve, resolveu deixar o clube (ao contrário de ídolos como Buffon e Del Piero) e terminou de maneira amarga sua relação com a torcida de Turim.

Foi então para a Internazionale, pela qual seria artilheiro do Italiano e conquistaria, na condição de principal jogador do time, nada menos que três scudettos. Foi insuficiente para que não deixasse o clube vaiado pela própria torcida em seus últimos jogos, graças à insistência com que falava sobre a vontade de deixar a Inter.

Teve seu desejo realizado e foi para o Barcelona, onde, acreditava, poderia se sagrar o melhor jogador do mundo segundo a Fifa. Passou longe do objetivo: após atuações discretas e um desentendimento com o técnico Guardiola, trocou o time catalão pelo Milan sem deixar saudade.

Sua estreia no Milan, depois de ter afirmado que vestiria, enfim, “a mais bela camisa de sua carreira”, foi pífia: perdeu um pênalti na derrota por 2 a 0 para o modesto Cesena. O começo ruim, claro, não quer dizer muita coisa.

Até porque é bem mais por causa dos desfechos (e não dos começos) que Ibrahimovic poderá encerrar sua bela carreira sem ser querido por torcida alguma no planeta.

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010 inter | 11:09

O dirigente traído (mais uma vez)

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Ibra: de volta a Milão, agora no Milan

O falecido Candido Cannavò, mais importante jornalista esportivo italiano da história, certa vez definiu Massimo Moratti, dono da Inter de Milão, como “mestre na arte de justificar seu próximo mesmo quando não existem justificativas”.

Referia-se, naquela ocasião, ao fato de o generoso Moratti ter compreendido a “traição” do amigo Ronaldo: o atacante brasileiro, após longo tempo no estaleiro da Inter, deixara o clube de Milão para jogar no Real Madrid justamente depois de ter comprovado sua recuperação física na Copa de 2002. Mais tarde, pior, Moratti ainda veria Ronaldo com a camisa do rival Milan. 

A relação do dirigente com Adriano não era muito diferente: o ex-atacante do Flamengo chegou a classificar Moratti como uma espécie de pai, tamanho foi seu carinho e compreensão com as pisadas na bola do Imperador. Hoje, Adriano joga na Roma, principal perseguidora da Inter nos últimos anos de calcio, e foi muito vaiado por sua antiga torcida na final da Supercopa da Itália.

No último sábado, por fim, o Milan oficializou a contratação de Ibrahimovic, o astro dos scudettos conquistados pela Inter em 2007, 2008 e 2009. Pessoalmente, Moratti não gostava do sueco como dos brasileiros. Mas esta terceira traição, pelo menos em termos de desempenho técnico, tem tudo para ser a mais dolorosa.

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