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Arquivo da Categoria copa do mundo

sexta-feira, 25 de junho de 2010 azzurra, copa do mundo | 09:46

A derrota do clichê

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O clichê, desta vez, não prevaleceu. Depois de quase um mês ouvindo que “a Itália começa mal, mas acaba dando muito trabalho” nas Copas, vimos a Azzurra cair. O campeão voltou, mas voltou para casa. Em um grupo que contava com Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia, os italianos conseguiram a façanha de ficar na última colocação. Cair na primeira fase, para a Itália, era um feito inédito desde 1974.

Não há empenho, final emocionante, contestação de gol anulado, lágrimas ou comparação com a França que salve a medíocre seleção italiana de Marcelo Lippi. Não comento pelo resultado. Escrevi em coluna publicada no Jornal Placar, há duas semanas:  “Com um time envelhecido e fraco tecnicamente, restaria à Itália torcer pelo peso de sua camisa e pelo triunfo do imponderável. O problema é que o imponderável, que tantas vezes prega peças em times mais fortes para premiar os mais fracos, não costuma entrar em ação muitas vezes seguidas. Motivo pelo qual a Itália não deve ir longe nesta Copa.”

Os motivos da eliminação italiana não são novidades, portanto. A única novidade é que Marcelo Lippi passou a admitir erros. “Se você se apresenta com medo na perna e na cabeça, significa que o técnico não preparou bem o grupo”, disse após a queda. Pois Lippi erra até ao apontar seus erros. Porque o que ficou evidente nesta Copa é que o técnico optou por levar “seus amigos” à África, mesmo que sem condições físicas. Para isso, abriu mão da qualidade (que existe, sim, no futebol italiano).

Resta à torcida o consolo de lembrar que Cesare Prandelli será o novo técnico da Azzurra. Um técnico que costuma dar valor a bons jogadores. Simples assim, como deveria ser.

*** Peço desculpas aos que reclamam pela ausência. A culpa não é da Jabulani. Mas o ritmo deste blog, até o fim do Mundial, não deve melhorar. Apenas para registro por aqui, deixo o link do texto que escrevi sobre Marchetti (Há cinco anos, novo titular da Itália estava desempregado), no canal de Copa do iG.

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sexta-feira, 14 de maio de 2010 azzurra, copa do mundo, jogadores | 10:30

Lippi pior que Dunga

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Marcelo Lippi garante que não deixou de chamar Totti pela falta desleal em Balotelli (ver post abaixo)

 
Técnicos de seleções, às vésperas de uma Copa, têm em geral duas opções: convocar os melhores ou convocar aqueles que atravessam melhor momento — a Copa, afinal, é um torneio de tiro curto. Marcelo Lippi, bom técnico campeão mundial com a seleção italiana, conseguiu não fazer nem uma coisa nem outra. Não convocou os que são melhores, casos de Francesco Totti, Alessandro Del Piero ou Antonio Cassano, e tampouco aqueles que estão melhores, como Fabrizio Miccoli, do Palermo.

Sua lista de 30 jogadores tem como base, com 8 convocados, a Juventus de Turim, time que protagonizou o maior fiasco na temporada entre os grandes clubes da Itália. Além de levar à África jogadores que atravessam má fase técnica, Lippi incluiu em seu grupo pelo menos cinco atletas em condições físicas duvidosas. Tudo em nome da “unidade do grupo”, fator considerado pelo próprio Lippi a principal virtude da Itália tetracampeã mundial em 2006.

Priorizar o conjunto em detrimento do talento não é privilégio de Lippi, claro. O leitor, a esta altura, já deve estar pensando em Dunga. Mas os casos são diferentes: Dunga abriu mão de Ronaldinho, Ganso e Neymar, mas tem Kaká e Robinho; tem dois jogadores diferenciados, capazes de decidir, de improvisar, de surpreender. Lippi poderia, mas não tem ninguém assim em seu elenco. Tem De Rossi e Pirlo, dois ótimos volantes, como seus melhores jogadores. A seleção italiana irá à África sem nenhum jogador daqueles que, na Itália, são chamados de fuoriclasse, os fora de série.

Dunga priorizou o conjunto. Lippi ignorou o talento.

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sexta-feira, 5 de março de 2010 azzurra, copa do mundo | 09:47

Renovação x qualidade

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Cossu, em sua estreia pela seleção italiana (AFP)

Após o empate por 0 x 0 com Camarões no amistoso da última quarta-feira, o técnico da seleção italiana, Marcelo Lippi, elogiou as duas principais novidades de sua desfalcada equipe: o meia Andrea Cossu, do Cagliari, e principalmente o zagueiro Leonardo Bonucci, do Bari. A imprensa registrou.

No dia seguinte ao amistoso, porém, os jornais já traziam as seguintes declarações. De Del Piero: “Meu grande se sonho se chama Copa 2010. A camisa azzurra é a máxima aspiração que um jogador pode ter”. De Luca Toni: “Lippi conhece meu valor e sabe aquilo que posso dar. Eu ainda espero. Temos mais de dois meses até a Copa”. Dias antes, Francesco Totti afirmara o seguinte: “Março e abril serão meses decisivos para saber se irei à Copa. Verei minhas condições físicas e decidirei junto com o Lippi”.

Na Itália, as tradições e as experiências do passado têm muito valor, e as renovações ou mudanças costumam ser vistas, no mínimo, com desconfiança. Por isso, como aconteceu recentemente com o Milan, não faltam por aí, no Brasil inclusive, críticas à dificuldade italiana de buscar e aceitar renovações em seu grupo.

Em casos como os de Totti e Del Piero, porém, as apostas não seriam no passado vitorioso de 2006, mas na qualidade e no bom futebol. Ou alguém acha que a “renovação” Cossu, com seus 29 anos, virá um dia jogar o que jogam (ainda hoje) os ídolos de Roma e Juventus?

Novo lobby
Um novo nome surgiu cotado pela imprensa para ir à Copa, com direito até a apoio do presidente da Federação Italiana, Giancarlo Abete. Trata-se do jovem (este sim) Mario Balotelli, da Internazionale. O garoto chegou a apostar um jantar dizendo que vai à África. Lippi, porém, não deu indicação alguma disso.   

Técnicos top
Se a Itália não chegará à Copa tão badalada como alguns de seus rivais, o mesmo não se pode dizer dos técnicos italianos: Fabio Capello, comandante da seleção inglesa, e Marcelo Lippi, da italiana, são os dois treinadores mais bem pagos do Mundial, com salários de 8,8 e 3 milhões de euros/ano, respectivamente. Leia mais sobre os salários dos técnicos do Mundial clicando aqui.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009 azzurra, copa do mundo | 17:13

Reabriu?

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gilardino_italia_gettyItália 3 x 2 Chipre. O jogo deveria servir para reservas como Santon, Gamberini, Bocchetti, Pepe, Rossi e D’Agostino ficarem mais perto de garantir uma vaga no grupo que disputará a Copa do Mundo pela Itália. Pois não ficaram.

Foi Gilardino (foto Getty), o homem que já havia garantido a vaga para o Mundial no jogo anterior, contra a Irlanda, a carimbar seu passaporte para a África do Sul: marcou, em 15 minutos, os três gols da virada sobre os cipriotas, que venciam por 2 x 0 até os 33 minutos do segundo tempo. 

Foi feio, bem feio, mesmo já classificada para a Copa, a Itália sair perdendo por 2 x 0 para o Chipre, jogando em casa. Perdia com o time cheio de reservas? Beleza. Mas, como eu já disse, esperava-se que os tais reservas pudessem, também, mostrar serviço e convencer Lippi de que devem ir à Copa.

Não mostraram. E não só porque perdiam o jogo contra um adversário bem mais fraco — o que acontece —, mas porque perdiam com justiça. Os três gols de Gilardino, aliás, só saíram depois que Pepe, Rossi e D’Agostino foram substituídos por Di Natale, Camoranesi e De Rossi.

Portanto, se o grupo de titulares da seleção italiana é praticamente “imexível”, para relembrar o saudoso (?) ministro Magri, o de reservas não deveria sê-lo.

E então, quem sabe, depois do semi-tropeço desta quarta-feira, Lippi não decida modificá-lo, garantindo o espaço que, aqueles que gostam de bom futebol sabem, deve ser de Francesco Totti e, eu não quero perder as esperanças (mas deveria), de Antonio Cassano.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009 azzurra, copa do mundo | 19:54

África do Sul, logo ali

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Finalmente, a seleção de Marcelo Lippi voltou a fazer uma partida decente: 2 x 0 sobre a Bulgária, em Turim. Uma breve análise do jogo, por tópicos:

>> A chance de defender o título na Copa da África, agora, está garantida. Um empate contra a Irlanda na próxima rodada, em Dublin, assegura a vaga matematicamente. Mas mesmo que isso não aconteça, bastará derrotar o Chipre, em casa. Daí a garantia…

>> Se Pirlo já era o principal armador do time atuando como volante, fez bem Lippi ao “oficializá-lo” nesta função, a de criador — até porque Totti ficou em casa. Assim, Pirlo, que não é mais um garotinho, poupa suas forças deixando a marcação por conta de jovens como De Rossi e Marchisio.

>> O primeiro gol, feito por Grosso após belo passe de Pirlo, foi um replay daquele gol mal anulado contra a seleção brasileira, logo no primeiro minuto de jogo, em um amistoso em Londres no ano passado. Lembram? Aliás, desse Grosso da seleção (que é bem diferente do dos clubes) é difícil abrir mão.

>> Tudo bem, Iaquinta marcou o seu (e depois de uma linda tabela com Gilardino). Mas o ataque da seleção italiana continua deixando a desejar: dos 13 gols nas Eliminatórias, apenas 5 foram marcados pelos atacantes. Não que eu queira, com isso, pedir Cassano. Longe de mim. Até porque o forte dele não é fazer gols, mas criar suas jogadas, né?

>> A defesa, outrora grande trunfo da Azzurra, de novo deu muito espaço (e chances) para os adversários. E, de novo, Buffon resolveu a parada. Contra a Irlanda, vale lembrar, Cannavaro não jogará — levou o amarelo hoje e, portanto, estará suspenso.

>> O que este blog dizia antes da partida volta a repetir agora: não dá pra comparar um meio-campo que tem Marchionni e Palombo (contra a Georgia) com um que conta com De Rossi e Marchisio (hoje, contra a Bulgária).

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sábado, 5 de setembro de 2009 azzurra, copa do mundo | 17:01

A cara desta Itália

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Foi uma vitória com a cara desta seleção de Marcelo Lippi. Uma vitória sem brilho, sem criação alguma e com dois gols contra – ambos marcados, pelo menos, por um jogador que atua no futebol italiano desde 2001.

Assim como eu, Cassano e Totti deviam estar quase dormindo em seus sofás até os 10 minutos do segundo tempo, quando uma defesa espetacular de Buffon evitou que a Itália levasse o primeiro gol de uma seleção como a Geórgia, com poder ofensivo bem perto do nulo.

A Itália, como de costume nos últimos jogos, vivia exclusivamente dos lançamentos e uma ou outra boa jogada de Pirlo. Mas, quando a ilha de inteligência no meio-campo acertava, Iaquinta e Rossi não conseguiam brilhar o suficiente para levar a Azzurra perto do gol.

Enquanto isso, Marchionni e Palombo, como já era de se esperar, faziam figuração no meio-campo. Participavam do jogo tanto quanto Totti e Cassano, que dormiam em seus sofás.

Mas tinha um Kaladze no meio do caminho. No meio do caminho de um chute de Palombo; um daqueles que em nada dariam. O milanista, capitão da seleção da Georgia, ainda marcaria o segundo, “completando” um cruzamento de Criscito.

A vitória serviu para deixar a Itália mais perto da Copa de 2010. Mas não chegou nem perto de servir para que os italianos passassem a acreditar em sua seleção.

Até porque, quando o zagueiro do Milan (é, Milan…) garantiu a vitória com seus dois gols contra, a maioria dos italianos já devia estar dormindo em seus sofás.

Assim como Totti e Cassano, que não podem ficar fora de uma seleção com a qualidade desta Itália que entrou em campo hoje.

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terça-feira, 23 de junho de 2009 copa do mundo | 17:49

A solução vem de baixo?

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Se os velhinhos de Lippi deram vexame na Copa das Confederações, a molecada da Azzurrinha vai fazendo sua parte, mesmo que sem muito brilho, na fase final do Europeu Sub-21. O torneio, inicialmente, poderia indicar alguns dos jogadores que virão ao Brasil para a Copa de 2014. Mas na prática, depois do fiasco na África do Sul, essa seleçãozinha tem boas chances de emprestar uma ou outra cara para Marcelo Lippi disputar o Mundial do ano que vem.

Hoje o time ganhou por 2 x 1 da Bielorússia, garantiu a liderança da chave e assim pega a Alemanha nas semifinais do torneio, sexta-feira. Aquafresca, do Genoa, fez os dois gols italianos; mas foi Giovinco, da Juve, quem jogou mais.

Agora é bom ficar de olho nas finais. Porque, até pelo que vem dizendo a imprensa italiana, não são poucos os candidatos à “promoção de seleção”: casos de Motta para a lateral-direita, Criscito ou De Ceglie para a lateral-esquerda, Marchisio e Giovinco para o meio-campo e Balotelli para o ataque. Não são poucos.

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quarta-feira, 1 de abril de 2009 azzurra, copa do mundo | 18:16

Escolha o seu culpado: juiz ou Lippi?

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A torcida não chiou e nem pediu Cassano. Os jogadores que se consagraram no último Mundial, como Cannavaro, Grosso e Pirlo, fizeram um primeiro tempo que foi um belo flashback do triunfo de 2006. Chiellini também foi muito bem, assim como toda a defesa, aliás. Iaquinta, não à toa, saiu aplaudidíssimo de campo, no fim do jogo. Mas a Itália só empatou com a Irlanda, por 1 x 1, em Bari.

Por tudo que escrevi acima, a culpa toda provavelmente será creditada ao fraco árbitro alemão que comandou o jogo. A expulsão do estreante (como titular) Pazzini logo aos 3 minutos de jogo foi mesmo ridícula. Dessas expulsões de Paulistão. Pelo tempo que levou para mostrar o vermelho, aliás, me parece que o alemão se deixou impressionar pelo sangue no rosto do irlandês. Errou e condiciou o jogo, é verdade. Assim como é bem provável, pela atuação dos seus principais jogadores, que a Itália vencesse se tivesse jogado com 11.

Ainda assim, a imprensa italiana já deu indícios que vai se derreter em elogios a Trapattoni, uma figura muito querida por todo o país. Tudo bem. Mas deveria, também, questionar Marcelo Lippi. Porque ainda que o técnico tenha razão em deixar o campo xingando a arbitragem, compreender sua intenção ao sacar Pirlo no intervalo de jogo é muito, mas muito difícil. Não entendi. Esperei a opinião dos colegas da RAI, que também não entenderam. Mudei para a SporTV, e o bom Maurício Noriega tinha a mesma dúvida.

Todos falavam em possível lesão. Mas não era o caso. Foi uma opção de Lippi que, com um a menos, sacou o único jogador que mantinha a posse de bola italiana no meio-campo (e nem por isso deixava de marcar, diga-se). Pirlo saiu, e com ele qualquer capacidade de retenção de bola para um time que, era óbvio, já sofreria pressão durante os 45 minutos finais por estar com um jogador a menos.

O gol irlandês demorou, mas enfim saiu. Se teria saído ou não com Pirlo em campo é difícil saber, mas não é tão difícil prever que, com ele em campo, pelo menos a divisão de posse de bola teria sido outra na segunda etapa.

Agora, o que era “quase lá”, como escrevi no post abaixo, já não é mais. À Itália caberá pelo menos empatar o jogo de volta na Irlanda. Porque, em caso de derrota, os italianos dependerão de ver Bulgária, Chipre ou Montengero tirarem pontos dos irlandeses. O que, convenhamos, não é nada animador.

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terça-feira, 31 de março de 2009 copa do mundo, inter, jogadores, juventus | 17:45

Júlio x Buffon e a zica das Eliminatórias

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Qualquer um que acompanhe bem futebol sabe que ainda é impossível comparar a carreira de Júlio Cesár com a de Buffon. Afinal, entre os goleiros em atividade, o italiano é provávelmente o melhor do mundo se considerarmos as carreiras completas, as conquistas e a qualidade técnica dos concorrentes.

Hoje, contudo, nem mesmo os italianos discutem que é Júlio César o melhor goleiro, se não do mundo, pelo menos do futebol italiano. É só dar uma olhadinha na enquete da Gazzetta dello Sport, que já recebeu maid de 24 mil votos e coloca o brasileiro com enorme vantagem sobre Buffon. Valia o registro:

Quanto à rodada das Eliminatórias desta quarta, se tomarmos por base os jogos do último fim de semana é bom os torcedores dos times italianos prepararem sua torcida não apenas pela Azzurra, mas também nas partidas das outras seleções que entram em campo pelo planeta. Porque a zica não está pequena…

A Inter perdeu Maicon, a Udinese ficou sem Di Natale, o Genoa não deve ter Milito tão cedo e o Napoli pode não contar com Lavezzi. Não são quaisquer desfalques, são alguns dos principais jogadores desses times. E aí fico imaginando como reagiram Carlo Ancelotti e Adriano Galliani ao saber que o departamente médico da CBF liberou Kaká para enfrentar o Peru… mas sai pra lá, zica!

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segunda-feira, 30 de março de 2009 azzurra, copa do mundo | 12:35

Itália quase lá

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Reuters
Pazzini marca na estreia: contra a Irlanda, dá para abrir mão da sua boa fase?

Confesso que não consegui assitir à vitória da Itália sobre Montenegro no último sábado. Motivo pelo qual é muito bem vindo qualquer comentário que vocês possam fazer sobre atuações específicas dos jogadores. Uma lesão (não tão grave quanto a do Di Natale) me impediu de ir ao iG hoje, então nem mesmo as notas que a Gazzetta deu aos atletas eu tenho.

Mas tenho, em compensação, a convicção de que a Itália está quase lá, também por causa do empate entre Irlanda e Bulgária no fim de semana. Se derrotar a Irlanda na próxima quarta-feira, em Bari, os italianos já podem comemorar a vaga para defender o título na Copa de 2010. Porque:

1) Como se vê na tabela da chave (o terceiro colocado tem 4 pontos enquanto a Itália tem 13), é a Irlanda (11 pontos) a única adversária dos italianos na briga pelo primeiro lugar.

2) Se vencer em Bari, a Itália abrirá cinco pontos de vantagem sobre os irlandeses, e mesmo que perca o jogo de volta, na Irlanda, manterá dois pontos de margem sobre os rivais.

3) Nessa hipótese, esses dois pontos de diferença os irlandeses precisariam recuperar em três rodadas nas quais a Itália jogará duas vezes em casa (Bulgária e Chipre) e uma fora (Georgia); justamente o contrário da Irlanda, que jogará duas fora (Bulgária e Chipre) e só uma em casa (Montenegro).

Resta agora saber como Marcelo Lippi escalará o time para o jogo desta quarta. Sem Di Natale, certamente, porque o melhor jogador da Udinese (aliás, diminuem as chances da Itália triunfar pelo menos na Uefa…) vai parar por cinco ou seis meses. É possível que Lippi simplesmente escale algum outro atacante atuando mais aberto (Rossi, Pepe…) na vaga de Di Natale.

Mas, depois da estreia com gol de Pazzini (que marcou mesmo sem Cassano ao lado, como observa um irônico leitor), eu não desperdiçaria a chance de “encontrar o novo Luca Toni”. Que, na verdade, se o assunto é seleção, pode vir a ser bem mais que o velho Luca Toni.  Assim, acho, Iaquinta é quem poderia jogar mais aberto, deixando espaço para Pazzini atuar como centroavante – coisa que ele é, de fato, ao contrário de Iaquinta.

Sim sim, eu sei, não vi o jogo contra Montenegro. Mas também sei que, em futebol, não dá para abrir mão de boas fases como a do atacante da Samp. Ou dá?

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