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segunda-feira, 22 de novembro de 2010 jogadores, milan, vídeos | 10:33

A escolha de Gaúcho

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Primeiro, o vídeo:

Ao ser flagrado saindo de um restaurante de Milão às 2h30 da manhã de sexta-feira, a primeira reação de Ronaldinho Gaúcho foi se esconder. Ele tinha consciência, portanto, que a postura não era a mais adequada para um jogador cujo time entraria em campo no dia seguinte, sábado, pelo Campeonato Italiano.

Segundos depois de tentar ocultar o rosto, ao se dar conta que já tinha sido filmado, sua atitude foi louvável: o jogador impediu que um de seus amigos, um troglodita de apelido Gibão, intimidasse fisicamente o homem que os filmava. “Deixa ele, Gibão! Essa hora é cedo”, argumentou, para depois se dirigir ao autor do vídeo: “Você já fez o seu trabalho? Então, boa noite. Eu estou bem para ir pra casa e você está bem com o seu trabalho”.

A primeira reação de Ronaldinho, porém, deixou claro: ele sabia que já não era “cedo”. Sabia também que provavelmente seria repreendido por seu técnico, Massimiliano Allegri, como acabou sendo. Contudo, mesmo sabendo, preferiu deixar o restaurante (?) onde estava às 2h30 da manhã da véspera de um jogo importante.

Não se trata de julgar Ronaldinho. Mas o caso desta sexta é emblemático sobre suas escolhas — que são seu direito, diga-se. Com a idade (30) e o futebol que tem, o brasileiro provavelmente poderia ser, ainda, um dos melhores jogadores do mundo. Mas hoje está muito longe disso: é só um reserva do Milan.

Por que? Porque Ronaldinho Gaúcho ainda quer jogar futebol, mas não está disposto aos sacrifícios que seriam necessários para levá-lo, de novo, ao topo.

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domingo, 21 de novembro de 2010 inter, jogadores, vídeos | 14:06

Eto’o como Zidane

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A fase da Internazionale de Rafa Benitez já não é das melhores, mas tem tudo para ficar pior. É que Samuel Eto’o, de longe o principal jogador do time na temporada, resolveu se inspirar em Zinedine Zidane e fazer o seguinte na partida recém-encerrada contra o Chievo, que venceu os milaneses por 2 a 1 pelo Campeonato Italiano:

O episódio ocorreu com o zagueiro César, pouco depois de os dois jogadores se desentenderem em um outro lance da partida (que você também viu no vídeo acima). No jogo, os lances saíram barato para Eto’o, que não levou sequer o cartão amarelo e ainda acabou marcando o gol da Inter na partida.

Fora de campo, porém, a “zidanada” de Eto’o deve custar caro, já que a imprensa italiana dá como certa uma severa punição ao atacante da Inter. Que, só pra lembrar, marcou nada menos que 16 dos 25 da Inter entre Campeonato Italiano e Liga dos Campeões…. Vai fazer falta?

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010 azzurra, campeonato italiano, jogadores | 16:04

Três em um

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Peço, de novo, desculpas pelo sumiço. O tempo tem sido curto e por isso mesmo o blog deve ter novidades em breve. Eis as últimas colunas publicadas no Jornal Placar, respectivamente sobre a violência das organizadas no futebol italiano, os destaques (até aqui) do Campeonato 2010-11 e o prestígio de Cesar Prandelli, novo técnico da seleção italiana.  Comentários no mesmo link, per favore. 

O Brasil é ali
 
Faz algum tempo, o futebol italiano era exemplo de organização e sucesso para outros países. Já nas últimas semanas, além de não conseguir coibir a ação de vândalos sérvios que impossibilitaram a disputa de um jogo entre Itália e Sérvia pelas Eliminatórias da Eurocopa, o país assistiu à agressão de torcedores organizados do Napoli, armados com tacos de beisebol e facas, contra simpatizantes do Liverpool que foram à Itália para ver um jogo da Liga Europa.

Há tempos as autoridades italianas vêm tentando inibir as ações dos tais “organizados”. Leis como a que permite a prisão de torcedores em flagrante ou mesmo a carteira do torcedor, que facilita a identificação dos criminosos, foram aprovadas com muita dificuldade, tamanha a força dos grupos organizados conhecidos como Ultràs. “O problema da Itália são as torcidas organizadas. São elas que mandam no nosso futebol”, chegou a dizer o técnico Fabio Capello pouco antes de deixar o país para comandar a seleção inglesa.

Não à toa, portanto, o futebol italiano, antes invejado por todo o planeta, passou o contar com média de público inferior às de Alemanha, Inglaterra e Espanha, as outras três grandes praças do futebol europeu. Se no Brasil tínhamos a Itália como modelo, hoje os italianos têm a mesma sensação em relação a seus vizinhos europeus. Se eles conseguirem resolver seu problema, voltarão a ser o melhor exemplo para o Brasil. Porque, hoje, Itália e Brasil não são muito diferentes.

Os destaques

Foram apenas sete rodadas. Mas, posto que em cada um dos candidatos ao título italiano há um jogador que se sobressai, já é possível arriscar quais os nomes que devem brigar pelo título de destaque da competição daqui a alguns meses.

Na Inter, após uma temporada se sacrificando e atuando mais como meio-campista do que como atacante sob o comando de José Mourinho, Samuel Eto’o voltou a ser o artilheiro de outras temporadas, marcando belos e decisivos gols.

No Milan, Ibrahimovic tem justificado com gols e, pasmem, até assistências, o otimismo que tomou conta da torcida milanista depois de sua contratação; Pato, não fossem suas constantes lesões, até poderia até rivalizar com o sueco, mas hoje não o faz.

Na Juventus, o meio-campista sérvio Krasic, inicialmente comparado com Pavel Nedved por sua semelhança física com o tcheco, tem dado espetáculo; a continuar nesse ritmo, as comparações com o Bola de Ouro de 2003 farão sentido também pelos feitos em campo.

Na Capital, talvez seja exagero apontar um destaque da Roma, que decepciona com mais um início vacilante; se for o caso de fazê-lo, porém, as indicações devem apontar para o recém-contratado Borriello.

É obrigatório, por outro lado, apontar o principal nome da Lazio, a atual e surpreendente líder do torneio. E, neste caso, não há que não concorde: é o brasileiro Hernanes o melhor. Para boa parte da imprensa italiana, aliás, o melhor do campeonato.


Prandelli

A Itália teve seu primeiro tropeço nas Eliminatórias da Euro 2012 no sábado, quando empatou por 0 a 0 com a Irlanda do Norte. Nada grave, tanto que o time de Cesare Prandelli segue na liderança de sua chave, com 7 pontos em 9 disputados. Não só por isso, porém, a imprensa italiana já demonstrou que será generosa com o treinador, eleito duas vezes o melhor técnico do país com a Fiorentina.

Prandelli seduz não só a imprensa, mas os italianos em geral, também por outros motivos, menos profissionais. Porque é do tipo que em 2004, na então grande chance de sua carreira, abriu mão de um contrato milionário com a Roma para passar com sua mulher, então doente, os últimos meses de sua vida (isso deveria ser normal…). Porque é do tipo que tem a gratidão como virtude: quando pode, cita o nome do desconhecido Franco Ferrari, seu professor no curso de técnicos obrigatório do calcio, como responsável por seu sucesso. Porque é do tipo que, por sua honestidade, quase nunca se ouviu críticas nem de seus comandados (algo quase impossível nesse meio). O caráter também ajudou a colocá-lo, entre os técnicos, como um dos maiores ídolos da exigente torcida da Fiorentina (basta sua imagem aparecer no telão de estádio Artemio Franchi que todos se levantam para aplaudir).

Agora, Prandelli diz que sua missão será voltar a unir a Itália em torno da seleção. Ele mostrou ter condições de fazê-lo tecnicamente. Mas também porque os italianos (e a imprensa) o respeitam e adoram.

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sexta-feira, 28 de maio de 2010 jogadores, mercado, roma | 10:30

Imperador de Roma

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“É um risco que estamos dispostos a correr” foi o comentário do técnico da Roma, Claudio Ranieri, a respeito da contratação de Adriano. A frase dá boa dimensão de quão difícil é fazer qualquer previsão a respeito do desempenho do atacante na capital italiana.

Hoje, pode parecer difícil apostar no sucesso do jogador, embora motivos para isso não faltem. Cito quatro:

1) Em Roma, Adriano se juntará a um elenco que, apesar da derrapada inicial no último Campeonato Italiano, mostrou força e qualidade para brigar de igual para igual com a poderosa Internazionale, campeã européia — lutou até a última rodada pelo título.

2) Chegará a uma cidade mais quente, bela, alegre e permissiva que Milão, a uma cidade onde até um doidão como o talentoso Antonio Cassano triunfou. Ao mesmo tempo, não viverá a anarquia do Flamengo, onde ele tudo podia e nada devia. Roma, neste caso, parece um meio termo saudável ao atacante.

3) Estará ao lado de muitos brasileiros que poderão minimizar a saudade da terra natal — Doni, Juan, Taddei, Júlio Baptista, Júlio Sergio e Artur —, mas nenhum deles, até onde sei, costuma andar empunhando metralhadoras por aí.

4) Não será a vedete-mor da companhia, posto que sempre coube e continuará cabendo a Francesco Totti. O que diminuirá o assédio da imprensa, com o qual ele sempre mostrou grande desconforto, sobretudo quando abordada sua vida pessoal.

Dentro e fora de campo, para acreditar que Adriano dará certo na Roma, bons motivos não faltam. Resta saber se bastam.

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sexta-feira, 21 de maio de 2010 campeonato italiano, inter, jogadores, liga dos campeões, técnicos | 11:19

O peso dos campeões

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A Inter chegou lá. Depois de ganhar a Copa da Itália, e com mais dificuldade do que há algum tempo aparentava que teria, conquistou o pentacampeonato italiano no último domingo. Um clichê, “a força do conjunto”, tem sido apontado pela imprensa italiana como a principal qualidade do time.

Pode até ser, mas o jornal La Gazzetta dello Sport não se eximiu de atribuir notas a todos os jogadores que participaram da conquista. Um exercício que nos ajuda bem a entender a importância individual de cada um dos campeões italianos.

Vamos às notas: o artilheiro Milito, único “perfeito”, 10. Sneijder ficou com um 9,5, seguido pelo 9 do capitão Zanetti, que completou o “pódio” dos mais importantes. Depois do trio, vieram, juntos, Eto’o, Maicon, Samuel e Lúcio, todos com nota 8. Júlio César e Thiago Motta ficaram com 7,5. Balotelli, Cordoba, Chivu, Pandev e Stankovic receberam 7. Materazzi, Mariga e Vieira, 6,5. Tanto a Muntari como a Santon coube um 6. Quaresma ficou com 5,5 e, por fim, o brasileiro Mancini, que não deixou saudades ao trocar o time pelo rival Milan, 5. Khrin, Arnautovic, Suazo e Stevanovic, que jogaram pouco, e os goleiros Toldo e Orlandoni, que nem jogaram, não receberam notas.

As avaliações referem-se apenas ao Campeonato Italiano. Não levam em conta os jogos da Liga dos Campeões, cuja final acontece no sábado, em Madri, entre Inter e Bayern. E não se enganem: em caso de vitória italiana no torneio europeu, pelo qual a Inter é absolutamente obcecada após 45 anos sem título, a maior nota não será atribuída a um jogador. Mas a um técnico que, definitivamente, não precisaria de mais elogios…

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sexta-feira, 14 de maio de 2010 azzurra, copa do mundo, jogadores | 10:30

Lippi pior que Dunga

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Marcelo Lippi garante que não deixou de chamar Totti pela falta desleal em Balotelli (ver post abaixo)

 
Técnicos de seleções, às vésperas de uma Copa, têm em geral duas opções: convocar os melhores ou convocar aqueles que atravessam melhor momento — a Copa, afinal, é um torneio de tiro curto. Marcelo Lippi, bom técnico campeão mundial com a seleção italiana, conseguiu não fazer nem uma coisa nem outra. Não convocou os que são melhores, casos de Francesco Totti, Alessandro Del Piero ou Antonio Cassano, e tampouco aqueles que estão melhores, como Fabrizio Miccoli, do Palermo.

Sua lista de 30 jogadores tem como base, com 8 convocados, a Juventus de Turim, time que protagonizou o maior fiasco na temporada entre os grandes clubes da Itália. Além de levar à África jogadores que atravessam má fase técnica, Lippi incluiu em seu grupo pelo menos cinco atletas em condições físicas duvidosas. Tudo em nome da “unidade do grupo”, fator considerado pelo próprio Lippi a principal virtude da Itália tetracampeã mundial em 2006.

Priorizar o conjunto em detrimento do talento não é privilégio de Lippi, claro. O leitor, a esta altura, já deve estar pensando em Dunga. Mas os casos são diferentes: Dunga abriu mão de Ronaldinho, Ganso e Neymar, mas tem Kaká e Robinho; tem dois jogadores diferenciados, capazes de decidir, de improvisar, de surpreender. Lippi poderia, mas não tem ninguém assim em seu elenco. Tem De Rossi e Pirlo, dois ótimos volantes, como seus melhores jogadores. A seleção italiana irá à África sem nenhum jogador daqueles que, na Itália, são chamados de fuoriclasse, os fora de série.

Dunga priorizou o conjunto. Lippi ignorou o talento.

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sexta-feira, 7 de maio de 2010 copa da itália, inter, jogadores, roma | 11:24

Maus perdedores

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Primeiro, o vídeo:

O lance em que Francesco Totti aplicou um maldoso chute por trás em Mario Balotelli, a poucos minutos do fim da decisão da Copa da Itália contra a Internazionale, é mais um indício de que o time da Roma não sabe perder. Totti, capitão do time, e De Rossi, conhecido no clube como Capitan Futuro, são os melhores exemplos disso: são excepcionais, mas não suportam perder. E, pior, consideram os jogos perdidos antes mesmo de finalizados.

Foi assim no clássico contra a Lazio, quando ambos levaram cartões amarelos ainda no 1º tempo — a Roma perdia por 1 x 0. Nervosos, foram bem substituídos no intervalo, e a Roma virou o jogo. Na final contra a Inter, o time da capital ainda pressionava e restavam alguns minutos quando Totti agrediu Balotelli e foi expulso. A chance de empatar foi por água abaixo. O desequilíbrio dos líderes, não raro, contamina outros jogadores. Na final contra a Inter, foi o caso de Taddei, que saiu distribuindo bordoadas sem dó, inclusive no compatriota Thiago Mota.

Totti foi muito criticado e, diz a Gazzetta dello Sport, depois do episódio viu suas chances de jogar a Copa diminuírem muito. O capitão assumiu o erro, mas reclamou das críticas: afirmou que Balotelli é um “provocador sistemático”. É verdade. Mas um jogador de 33 anos, capitão da Roma e campeão do mundo, não deveria cair nas “provocações sistemáticas” de um adolescente. No time da Roma, a aversão por perder diminui a chance de vencer.

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quarta-feira, 21 de abril de 2010 inter, jogadores, vídeos | 10:38

O fim da linha

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Tinha tudo pra ser uma noite só de festa depois da incontestável vitória da Inter por 3 x 1 sobre o Barcelona, pelas semifinais da Liga dos Campeões. Mas a estupidez de Mario Balotelli, de novo, fez mais barulho.

Depois de se declarar torcedor do Milan e de ser flagrado pela TV vestindo a camisa do arquirrival, o garoto que eu, então otimista, apresentava neste blog em setembro de 2008, deu mais um exemplo de que será a cabeça a tornar sua carreira muito menos significativa do que poderia vir a ser – vale lembrar que há não mais de dois meses a imprensa italiana pedia sua convocação para a Copa do Mundo.

Nesta terça, porém, durante o jogo no qual atuou (sem vontade) por apenas alguns minutos, Balotelli irritou-se com as vaias da torcida (que, compreensivelmente, não o vê mais com bons olhos) e não titubeou em xingá-la, sem se preocupar (de novo) com as câmeras. Ao deixar o campo, fez pior: tirou a camisa da Inter e atirou-a ao chão, com desprezo, sendo ainda mais vaiado. Veja a cena:

Depois do episódio, entre seus colegas, apenas Stankovic tentou contemporizar (foi ele, aliás, quem pegou a camiseta do chão). Materazzi, o rival Ibrahimovic é quem garante, tentou bater em Balotelli no túnel que dava acesso ao vestiário – foi contido. José Mourinho, como que repreendendo a uma criança de 7 anos, chamou o gesto de “muito feio”. O capitão Javier Zanetti afirmou que Balotelli “estragou a festa”. E o diretor Ernesto Paolillo classificou o gesto como “péssimo, absolutamente péssimo”.

Apesar da conhecida generosidade do dono da Inter, Massimo Moratti, com seus jogadores (Adriano e Ronaldo que o digam…), parece que Balotelli chegou ao fim da linha na Inter. Nesta temporada, então, seria burice de José Mourinho voltar a escalá-lo em qualquer jogo. E Mourinho não é burro.

Resta à Inter tentar ganhar um troco para se livrar deste problema chamado Balotelli. Para tal, precisará encontrar um comprador com a mesma inteligência do atacante.

Lazio 1 x 2 Roma
Fiquei em falta, como já virou costume, depois da incrível virada da Roma sobre a Lazio. Mas, se ainda não escrevi sobre o tema, o farei nesta quinta. E os méritos todos, já adianto, irão para Claudio Ranieri, o técnico romanista que virou o técnico mais macho do mundo. Perto de sua coragem para tirar os então desequilibrados Totti e De Rossi (scusate, ragazzi, mas é preciso admitir), o pênalti defendido por Júlio Sérgio virou fichinha.

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sexta-feira, 9 de abril de 2010 campeonato italiano, jogadores | 10:44

Problema médico

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Pato: vai e volta de lesões jogando pelo Milan

Não fosse o surpreendente fiasco dos até ontem badalados times ingleses e a convincente classificação da Internazionale para as semifinais da Liga dos Campeões da Europa, o alarde sobre a crise do futebol italiano seria bem maior. A crise, contudo, segue aí, comprovada pela iminência de o futebol tetracampeão do mundo perder uma vaga para a Alemanha no principal torneio da Europa— para a Liga de 2011-12, a situação é quase irreversível.

Os motivos da crise? Vários são elencados pela imprensa italiana, desde o domínio dos Ultras (as torcidas organizadas de lá) nos estádios, passando pelos comprovados casos de corrupção de árbitros ou dirigente e chegando ao alto percentual de impostos cobrados dos salários dos jogadores, o que dificultaria a contratação de estrelas do exterior.

Em outro motivo, porém, pouco se fala: a incompetência dos departamentos físicos e médicos dos principais clubes italianos como Milan, Roma e Juventus. Totti, Pato, Nesta, Del Piero… Não são poucos os exemplos pontuais, assim como é constante haver um grande número de desfalques por questões médicas e/ou físicas destas equipes, em qualquer jogo. O problema tem reflexo no Campeonato Italiano, claro, mas sobretudo nas competições continentais, onde as lesões dos times não se “equivalem” com as dos adversários. 

O melhor exemplo, porém, talvez seja a base da seleção italiana “ideal” na cabeça de Marcelo Lippi. Vejamos: Buffon, Zambrotta, Cannavaro, Chiellini, Grosso, Camoranesi, De Rossi, Marchisio, Pirlo, Totti e Iaquinta. Só mesmo a Itália conta com um time-base do qual 5 dos 11 “titulares” tem perdido ou perderam grande parte da temporada por lesão. É que, na Itália, estar machucado tem sido a regra, não a exceção.

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sexta-feira, 26 de março de 2010 inter, jogadores, vídeos | 10:22

Os pés e a cabeça

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Por suas boas atuações, há algumas semanas, o atacante Mario Balotelli (leia post do tempo em que ele ainda era desconhecido) tinha virado o novo eleito da imprensa italiana para atazanar o técnico da seleção, Marcelo Lippi — na Itália, haverá sempre um eleito para tal função antes das Copas.

Pois Balotelli tratou de resolver o “problema” de Lippi em menos de 15 dias. No dia 14 deste mês, brigou e ofendeu técnico e colegas da Internazionale durante um treino. Foi assim excluído do jogo seguinte, contra o Palermo. A condição para que voltasse era um pedido de desculpas ao grupo. “Depende só dele. O esperamos de braços abertos”, disse o zagueiro Marco Materazzi. Mas nada. Balotelli não se desculpou e continuou fora na vitória por 1 x 0 sobre o Chelsea.

Talvez por estar desocupado, Balotelli resolveu então conceder, em um bar, entrevista ao Striscia La Notizia, uma espécie de CQC italiano. Lembrando recente declaração do jogador, que afirmara (acreditem) ser torcedor do arquirrival Milan, os cômicos/jornalistas lhe presentearam com uma camisa do time rubro-negro. Diante das câmeras, claro, Balotelli não a vestiu – preferiu apoiá-la sobre o corpo e dizer que fazia questão de ficar com o presente.

Porém, com ingenuidade surpreendente até mesmo para seus poucos 19 anos, acabou por vesti-la quando as câmeras estavam desligadas. Supostamente: em atitude condenável, uma câmera escondida (mas, nos tempos atuais, bem poderia ser um celular qualquer) ainda registrava seus atos.

A imagem de Balotelli, atacante da Internazionale vestindo a camisa do Milan, correu o mundo. Massimo Moratti e José Mourinho, presidente e técnico da Inter, ficaram irritadíssimos. E Balotelli seguiu fora do time na vitória sobre o Livorno, na quarta-feira.

O episódio, somado a outras declarações desastradas e atitudes impensadas de Balotelli, já o põe como forte candidato a entrar na categoria de Antonio Cassano, um outro jogador que há pouco era o “escolhido da imprensa para atazanar Lippi”. A categoria dos jogadores que foram muito menos do que poderiam ter sido.

Veja o vídeo do programa:

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