Publicidade

Arquivo da Categoria opinião

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 inter, liga dos campeões, opinião, roma | 19:59

Inter e Roma, comemorem

Compartilhe: Twitter

Não gosto de comentar dois jogos que aconteceram ao mesmo tempo. Mas vou fazê-lo, de forma superficial, do mesmo jeito que vi Inter 0 x 0 Manchester e Arsenal 1 x 0 Roma (este pela internet). Pode ser?

Ambos os italianos foram mal e podem até comemorar os resultados desta terça-feira.


O Manchester martelou, mas o novo imperador, Júlio César…

A Inter, não fosse Júlio César, poderia ter levado uma senhora cacetada do Manchester, o melhor time do mundo hoje em dia. No segundo tempo, voltou melhor. Mas a pressão que criou não fez nem cócegas ao Manchester, se comparada àquilo que os ingleses tinham feito no primeiro tempo — tanto que Van der Saar fez apenas uma boa defesa. Tendo sido o jogo o que foi, o placar de 0 x 0 não é dos piores para a Inter. O empate com gols, como se sabe, classificaria os italianos em Manchester. Não acho que vá acontecer, como já não achava antes do jogo de hoje que a Inter passaria de fase. Mas as esperanças continuam: num dia ruim de Cristiano Ronaldo e inspirado de Ibrahimovic, vai saber… 


Para passar, a Roma terá que ser menos boazinha e atacar mais na capital

A Roma estava bem desfalcada contra o Arsenal, é verdade. Mas se a ausência de Juan foi muito muito sentida (o tal do Loria deu medo, e até que o prejuizo foi pequeno), os demais desfalques não podem ser comparados aos nomes importantíssimos com os quais o Arsenal não pôde contar. E a Roma, pra variar, foi à Inglaterra com certa paúra, o que não deveria ocorrer diante do retrospecto recente dos dois times. Para o jogo de volta, quando precisará vencer por dois gols de diferença, ainda perdeu De Rossi, suspenso. Ficou mais difícil do que, sinceramente, eu achei que seria. Ainda assim, única e exclusivamente por causa da diferença de qualidade do adversário, acho que o time da capital tem bem mais chances de avançar do que a Inter.

Ou não?

Autor: Tags: , ,

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009 inter, jogadores, opinião | 01:06

Adriano, o erro e a punição

Compartilhe: Twitter

Por Milton Trajano

O amigo Maurício Barros, ex-Placar e hoje na revista Runners, costuma dizer: não queiram consertar o mundo através do futebol. Sua argumentação é a de que, às vezes, exige-se no campo um tipo de reação que as pessoas não têm no dia-a-dia.

Talvez seja o caso da suspensão que a Federação Italiana pode (e provavelmente irá) aplicar a Adriano por ele ter marcado, com o braço, um dos gols da Inter na vitória sobre o Milan.

Se Adriano não teve a intenção de colocar a mão na bola – sobre o que tenho dúvidas – acho que a tese do Maurício se aplica. Por que será que daria, nesse caso, para exigir que Adriano chegasse ao árbitro e dissesse: “Olha, seu juiz, anula aí esse gol porque foi com a mão, tá? Foi mal.”?

Qual seria a reação dos torcedores da Inter? Isso não prejudicaria sua trajetória no clube, sua carreira, seu futuro? Não é muita hipocrisia exigir de um jogador uma atitude do gênero? Não sei, mas acho que é, no mínimo, para se discutir o tema antes de aplicar uma punição desse tipo.

No caso de Adriano ter tido a intenção de fazer o gol com a mão, acho que a tese cai. Aí sim, punir pode ter um efeito positivo. Porque, cada vez mais, jogadores pensarão duas vezes antes de bancar os espertalhões. E isso não será ruim para o futebol – não, eu não sou daqueles que acha que o futebol depende dos erros de arbitragem pra ser legal.

Para finalizar o tema (de minha parte, pelo menos), só espero que o árbitro não venha argumentar que viu o lance e o considerou regular (o que, aliás, absolveria Adriano). Porque a gente sabe: juiz nenhum consideraria aquele gol regular, fosse ele intencional ou não.

Quer rever o lance? Lá vai:

   

PS: Fiquei devendo algumas respostas e comentários, como a confirmação ou não da queda no acento do pôde (se a Josy diz que não caiu, não deve ter caído). Só que estou no Equador, sem tempo para muitas pesquisas. Então prometo “pagar as dívidas” até sexta-feira, combinado?

Autor: Tags: , , , ,

terça-feira, 27 de janeiro de 2009 azzurra, opinião, política | 18:33

Sobre a polêmica, links

Compartilhe: Twitter

Demorou, mas houve quem cogitasse cancelar o amistoso marcado entre Brasil e Itália por causa do asilo político que Tarso Genro e Lula — e aparentemente só eles — decidiram conceder a Cesare Battisti.

O caso é sério e delicado, como diz mestre Alberto Helena Jr, hoje, em seu blog. Muito já foi dito sobre o tema, e pouco a favor da decisão do governo brasileiro.

Mas os textos que considero mais significativos sobre o caso, contudo, são os de Mino Carta. Um deles, escrito antes mesmo de a decisão de Genro ser anunciada oficialmente. Outro, escrito mais recentemente, repercutindo matéria de capa da Carta Capital.

Por que os textos são os mais significativos sobre o caso? Não só porque a Carta Capital tratou do tema logo que Battisti colocou os pés no Brasil.  Não porque seu editor, por razões óbvias, conhece bem os temas ligados à Itália. Mas principalmente porque, a gente sabe, a revista não é exatamente uma das opositoras mais ferrenhas do Governo Lula.

Convenhamos: se até Mino e a sua Carta pensam assim…

Autor: Tags: , , , ,

terça-feira, 25 de novembro de 2008 campeonato italiano, jogadores, opinião | 17:16

Os melhores de 2007-08

Compartilhe: Twitter

É estranha essa eleição que a Associação Italiana de jogadores de futebol faz todo ano. Na verdade, estranha é data da cerimônia de premiação, que acontece no fim do ano e não da temporada. Pelo seguinte: a eleição, feita na pré-temporada com votos dos próprios jogadores, tem como objetivo escolher os melhores do torneio passado, no caso o de 2007-08.

Mas, convenhamos, certos prêmio podem soar estranhos ao público, já que na cabeça do torcedor estarão bem mais frescas, sempre, as recentes atuações dos atletas, aquelas do começo da temporada seguinte. Por exemplo: parecerá estraho se Del Piero, talvez o melhor jogador desse início de campeonato 2008-09, não for escolhido o melhor italiano no torneio, né? Pois é. Parecerá estranho, mas não será.

Coloco abaixo os candidatos aos prêmios relativos à última temporada, com os meus preferidos em negrito. 

Melhor técnico:
Carlo Ancelotti (Milan), Cesare Prandelli (Fiorentina), Luciano Spalletti (Roma)

Melhor árbitro:
Emidio Morganti, Roberto Rosetti, Massimiliano Saccani

Melhor goleiro:
Gianluigi Buffon (Juventus), Sebastien Frey (Fiorentina), Júlio César (Inter)

Melhor jogador jovem:
Mario Balotelli (Inter), Sebastian Giovinco (Juventus), Marek Hamsik (Napoli)
(acho que já escolhi o Balotelli numa outra enquete similar, mas…)

Melhor defensor:
Giorgio Chiellini (Juventus)
, Philippe Mexés (Roma), Alessandro Nesta (Milan)

Melhor jogador italiano:
Alessandro Del Piero (Juventus), Daniele De Rossi (Roma), Andrea Pìrlo (Milan)

Melhor jogador estrangeiro:
Zlatan Ibrahimovic (Inter)
, Kaká (Milan), Adrian Mutu (Fiorentina)

Melhor jogador:
concorrem os indicados a melhor jogador italiano e melhor estrangeiro (vou de Ibrahimovic

Antes que algum engraçadinho ironize depois de escolhidos os melhores, já adianto: vou “acertar” apenas quatro dos prêmios, não mais.

Aproveite e escolha os seus melhores no campo de comentários abaixo.

Autor: Tags: , , ,

segunda-feira, 17 de novembro de 2008 fora dos campos, opinião, vídeos | 17:17

A briga pública de Zenga

Compartilhe: Twitter

Eu bem que tento falar dos jogos. Mas, apesar do equilíbrio, o futebol italiano tem estado bem mais divertido fora de campo nas últimas semanas.

Eles até já fizeram as pazes, mas ainda assim eu quero registrar aqui, com outro vídeo, a briga entre Walter Zenga, técnico do Catania, e o jornalista da RAI Enrico Variale.

Em linhas gerais, o problema foi o seguinte: semana passada, após o jogo do Catania, Zenga recusou-se a dar entrevistas. Calou-se, lançando mão do famoso “silenzio stampa”, aquele mesmo que, dizem alguns, garantiu o título da Copa de 1982 aos italianos.

Não era, no caso, boicote a nenhuma TV específica. Zenga não queria falar com ninguém.

Enrico Varriale, na RAI, atacou o técnico com a seguinte frase: “Zenga não pode se esquecer que a Rai o tirou de um certo esquecimento e lhe propôs uma função de apreciado comentarista”.

Pelo que entendi, errou na critica: criticar Zenga por não dar entrevistas faria sentido. Não só porque há patrocinadores que pagam aos clubes para aparecer nestas coletivas, mas porque na Itália é muito respeitado o direito que tem o torcedor de ouvir um representante do time após os jogos.

Mas o tal do Varriale queria que a RAI tivesse privilégios por ter um dia empregado Zenga. Ele queria que o técnico do Catania retribuísse o fato de a TV ter encerrado com seu suposto “esquecimento”. Tsc tsc tsc…

O fato é que Zenga não gostou e, neste domingo, deu as caras no programa de Varriale. Pediu-lhe que não falasse pelas costas e que “pensasse na sua família”. Não acho que Zenga estivesse ameaçando bater na vovó do jornalista, mas a frase não pegou bem. “Cuidado com as ameaças que faz”, respondeu Varriale.

O resultado é que ambos foram mal. Varialle quase levou uma bronca no ar. Zenga, mesmo depois de ter feito as pazes, tomou um pito público do presidente de Catania e ainda será multado.

Se somarmos toda a polêmica com a “jogada ensaiada” do último post, dá pra concluir que Zenga está aos poucos se juntando a Cassano e Mourinho como os grandes personagens do futebol italiano… o que não necessariamente tem a ver com o esporte.

Autor: Tags: , ,

quarta-feira, 12 de novembro de 2008 campeonato italiano, juventus, opinião | 18:12

O exemplo de fora

Compartilhe: Twitter

Só para constar: o meia Sissoko, da Juventus, apesar da falta digna de cartão vermelho cometida sobre Yepes no jogo contra o Chievo, domingo passado, não será submetido à “prova televisiva”, não será julgado por tribunal algum e não será suspenso do confronto contra o Genoa, nesta quinta.

O que faz todo sentido.

Sabem por que? Porque o árbitro viu o lance e fez seu julgamento na hora, ainda que errado. E na Itália, se o árbitro viu, as imagens da TV não têm poder para mudar coisa alguma. A decisão do árbitro, mesmo equivocada, é soberana. E, podem estar certos, o árbitro pagará por seu erro.

Pode parecer estranho, mas acho essa a melhor forma de não deixar a coisa descambar para a palhaçada e para o descrédito absoluto, como são os julgamentos do nosso STJD.

Autor: Tags: , ,

quarta-feira, 17 de setembro de 2008 juventus, liga dos campeões, opinião | 18:45

As voltas de Fiorentina e Juventus (e o saco do fair play)

Compartilhe: Twitter

Fiorentina e Juventus estão, enfim, de volta à Liga dos Campeões.

Empatar por 2 x 2 com o Lyon, na França, teria sido um baita resultado para a Fiorentina. Teria. Mas a choradeira dos torcedores da Viola já começou. Não só pelo resultado, já que os italianos venciam por 2 x 0 com dois gols do recuperadíssimo Gilardino, mas pela forma como saiu o segundo gol do Lyon.

É que, quando Benzema fez o primeiro gol do Lyon, Zauri estava caído no chão, machucado — e o fato de ele ter deixado o campo depois, na maca, faz supor que não estivesse simulando. O Lyon não parou o jogo, e essa é a crítica.

Mas, cá entre nós, essa história de Fair Play já encheu, passou dos limites. Jogo de futebol é assim: neguinho cai no campo a toda hora, às vezes até sem faltas terem sido cometidas. É a dinâmica do esporte, um esporte de contato.

Se o árbitro notar que o caso é grave, como uma pancada de cabeça ou uma fratura exposta, que pare o jogo, óbvio. Mas, caso contrário, que deixe a bola rolar, como deixou. Até porque, como sabe qualquer um que assista futebol, o que não falta é espertalhão se jogando no chão para ganhar uns minutinhos (no Brasil, então…).

Só é uma pena que um gol do gênero tenha saído justo contra a Fiorentina. Reconhecidamente o time de maior fair play da Itália.


Del Piero vibra com gol exibindo vigor físico para Ranieri: ele quer jogar todas?
(Getty Images)

E a Juve voltou à Liga como nos velhos tempos. Jogou menos que o novo-rico Zenit, foi mais atacada do que atacou e venceu por 1 x 0, com um golzinho de falta de Del Piero — desviado, diga-se.

O mesmo Del Piero, que, dizem, andava bicudo por ter sido poupado no jogo contra a Udinese. Mas eu custo um pouco a acreditar: ou será que Del Piero e Trezeguet acham que podem jogar o tempo todo? E, no fim das contas, eles não podem reclamar: ficaram com o filé, a Liga.

Autor: Tags: , , ,

segunda-feira, 21 de julho de 2008 charges, opinião, Sem categoria | 15:03

A festa dos números

Compartilhe: Twitter


Ronaldinho e a escolha do 80, por Milton Trajano

Pronto. Está decidido: nem 10, nem 11, nem 20. O número de Ronaldinho no Milan será… 80. Mancini, por sua vez, escolheu o 33 na Inter.

As escolhas me fizeram lembrar de um texto publicado na revista Placar em maio de 2005, escrito pelo colunista mais irado da cidade (e hoje compositor do grupo Zé Total, ele pede para acrescentar), Enrique Aznar. Lá vai:

“Vou dizer uma coisa: é palhaçada. Os caras são titulares e ficam usando camisa de número grande. O Beckham é o 23. O Kaká, 22. O Henry, usa a 14. Eu sou do tempo em que titular ia do 1 ao 11. O resto era reserva. Quando eu era moleque e disputava campeonatos, se o técnico me desse a 13 eu queria sumir. Sabia que ia esquentar o banco. Ter um número grande às costas era como um aviso, um carimbo: “Esse é grosso, perna-de-pau, é o banco do 7”. Hoje, não. Começa o jogo e tá lá o 17, o 29, o 31. Dizem que é marketing, pra vender camisa. Não sei quando começou essa droga, se foi com o Cruyjff em 74 ou outro débil mental antes dele. Ah, teve até um argentino que jogou Copa do Mundo com a 1. E o cara era volante, meia, sei lá! E o Zamorano vestiu uma da Inter de Milão que era assim, ó: “1 + 8”. Pra somar e dar 9, porque ele teve que ceder o 9 pro Ronaldo. Meu velho já falava em bom portunhol: “Hijo, la modernidad es una grán buesta.”

Autor: Tags: , ,

quarta-feira, 16 de julho de 2008 milan, opinião, Sem categoria | 16:05

Ronaldo x Ronaldinho? Bobagem…

Compartilhe: Twitter


Eccolo: Ronaldinho chegou! Os carabinieri atrás comprovam… (foto AP)

A culpa acaba sendo minha, ninguém mandou citar tanto Ronaldinho como Ronaldo no título do post de ontem. Fazer isso é pedir para que alguns exaltados tomem partido de um ou outro. Escolham o bem contra o mal. Zidane contra Materazzi. Tem gente que transforma tudo em Fla x Flu…

Enfim, tive que apagar alguns comentários, coisa rara por aqui, mas agora tá resolvido. Então, voltemos ao tema:

Não se trata de escolher entre Ronaldo ou Ronaldinho. Só acho que a contratação do Gaúcho tem mais obstáculos a superar para dar certo do que tinha a de Ronaldo, simples assim. Porque agora, claro, é fácil para os espertalhões de plantão dizerem que só uma anta como eu apostaria em Ronaldo dando certo no Milan.

Mas, vou insistir, Ronaldo motivado (coisa que ele estava, senão não teria aberto mão de ganhar mais) e em forma (coisa que ele não chegou a ficar, por causa das lesões) faria certamente sucesso no Milan. Chegou a mostrar isso, inclusive, em seus primeiros jogos.

Ronaldinho é um baita jogador, ninguém discute. É craque. Se entrar em forma, num dos maiores clubes do mundo, tem tudo para voltar a ser um dos melhores do planeta. Acho até que as chances de dar certo são maiores do que as de dar errado. Mas acho, ainda assim, um risco. Porque no caso do Gaúcho, ao contrário do que achava no de Ronaldo, não bastará entrar em forma (Galliani diz que ele já está magro).

Aliás, segundo matéria da Gazzetta dello Sport alardeada pela BBC, Ronaldinho terá que enfrentar uma outra dificuldade que Ronaldo, absolutamente, não tinha. E que eu não havia citado ontem. Vejam:

“Sem citar nomes, o jornal diz, em sua edição desta quarta-feira, que um dos principais desafios dos dirigentes do Milan será fazer com que Ronaldinho se sinta à vontade na equipe, já que os outros jogadores “não concordam com a compra do passe do craque brasileiro. O resto do time vai estar disposto a apoiá-lo depois de ter publicamente mostrado que não concordava com a escolha?”, indaga o artigo.

Será mesmo? Ao contrário de outros grandes clubes europeus, o Milan não costuma ter esse tipo de problema. Ali, em geral, os principais jogadores do elenco são consultados antes de grandes contratações. Além disso, apesar de ser uma estrela, Ronaldinho é um cara que não parece despertar antipatia dos colegas (Eto’o não vale), pelo contrário. Então, sua chegada ao clube pode mudar essa resistência, se é que ela existe mesmo.

O fato de os jogadores milanistas supostamente não terem sido ouvidos nesse caso até se justificaria: a contratação de Ronaldinho é atípica. Faz tanto barulho, movimenta tanta gente e dinheiro que, do ponto de vista do marketing, parece já ter se justificado.

Já foi boa para a “marca” Milan e será certamente para o Campeonato Italiano 2008-09. Resta saber se será, também, para o time de Carlo Ancelotti.

Autor: Tags: ,

terça-feira, 15 de julho de 2008 jogadores, milan, opinião, Sem categoria | 11:49

Ronaldinho, risco maior que Ronaldo

Compartilhe: Twitter


Ronaldinho, ontem, em seu provável penúltimo dia de Barcelona (AP)

O fim da novela está próximo e, aposto, Ronaldinho Gaúcho vai jogar no Milan.

A Gazzetta dello Sport, que já dá como certa a contratação do brasileiro pelo clube italiano — apesar de uma oferta supostamente quase três vezes maior feita pelo Manchester City —, não costuma errar em casos como esse.

E quando digo casos como esse, digo casos envolvendo os clubes milaneses e, principalmente, a participação de Ernesto Bronzetti, o “consultor” do Milan para negócios na Espanha.

Presume-se, portanto, que, além de ter aumentado sua oferta para cerca de 20 milhões de euros (a do City seria de 32), o Milan pode ter oferecido ao Barcelona bônus de acordo com seus resultados nas próximas temporadas; e, possivelmente, Ronaldinho também abriu mão de “alguma coisinha”, já que é sabida sua preferência pelo Milan em relação ao City.

A preferência do jogador, claro, tem também um outro peso: se Ronaldinho disser “é o Milan ou nada”, o Barça tem pouco a fazer, exceto continuar pagando por ano os 6,5 milhões de euros (fora prêmios) de salário do jogador. Em troca de que futebol, não se sabe ao certo. Um risco considerável, dada a motivação atual do jogador em permanecer na Espanha.

Assim como, me parece, também não é pequeno o risco do Milan, que para agradar o Gaúcho já teria liberado sua participação na Olimpíada de Pequim. Vale lembrar que recentemente o time já entrou numa roubada parecida com o outro Ronaldo (em quem, confesso, eu apostava).

Pode-se argumentar que Ronaldinho é mais novo e está menos “em fim de carreira” do que Ronaldo estava. Mas, perdoem-me os fãs do Gaúcho: com Ronaldo a dúvida era apenas se ele entraria em forma — o que acabou não acontecendo por causa das seguidas lesões. Porque o camisa 9 em forma, poucos discordam, é imbatível — e chegou a mostrar isso nos seus primeiros jogos pelo Milan.

Com Ronaldinho Gaúcho as dúvidas são maiores ou, pelo menos, mais: o futuro camisa 11 ou 20 do Milan (Seedorf já disse que não libera a 10) entrará em forma? Se entrar, voltará a mostrar as condições técnicas que apresentou por dois anos e meio (não mais que isso) no Barcelona? E, se apresentar essas condições, conseguirá enfim dar um cala-boca nos que sempre diziam que não Itália ou na Inglaterra suas acrobacias não teriam espaço?

É esperar para ver. Se Ronaldinho responder com um sim a todas as respostas acima, o investimento terá valido muito a pena.

Autor: Tags: ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última