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Arquivo da Categoria política

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 azzurra, fora dos campos, política | 16:23

Caso Battisti, de novo

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Como este blog segue de perto o caso Battisti e sua repercussão no mundo da bola, não poderia deixar de linkar a matéria do iG Esporte consolidando tudo que já saiu sobre o tema relacionando esse imbróglio diplomático com o amistoso Brasil x Itália. É só clicar aqui para ler a matéria.

Em tempo: o Parlamento Europeu, como era de se esperar, acaba de aprovar a resolução de apoio à Itália no caso, e assim as consequências vão tomando proporções sempre maiores. Sei não, mas nesse duelo Brasil x Itália — o que será decidido pelo STF, não o de terça que vem — estou cada vez mais propenso a apostar na coluna 2. Façam as suas apostas.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009 campeonato italiano, política | 17:46

Cesare Battisti x David Beckham

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Eu até ia escrever sobre a última rodada do Italiano. Tratando, por exemplo, da volta de Totti — com gol — ao time da Roma. Ou ainda da lesão de Cassetti, que acontece logo depois de Panucci abandonar o elenco; ou seja, na pior hora possível.

O Milan também poderia ser tema do post. Especialmente pelo fato de mais um gol do Bekcham, sua vontade de permanecer na Itália e a vontade do Galaxy em tê-lo de volta terem ofuscado o tropeço da equipe diante do Genoa. É um caso (raro) em que o tal “marketing” do jogador age a favor do clube também em campo.

E a Inter? Quando muita gente achou, depois da primeira rodada do ano, que o time ia desandar, eis que a equipe de Mourinho volta a abrir seis pontos de vantagem sobre a Juve, que perdeu por 2 x 1 a um para a Udinese, fora de casa, num resultado absolutamente normal. “Foi só uma derrota”, disse Buffon.

Houve também Ibrahimovic dizendo umas verdades para Balotelli e fazendo pouco caso da Bola de Ouro. Ou a compra de Dátolo, ex-Boca, pelo Napoli.

Mas nada disso me impressionou tanto como a quantidade de notícias que recebemos da agência de italiana Ansa relacionadas ao caso Battisti. Para ficar claro: ao caso Battisti e ao futebol. Abaixo, reproduzo apenas a lista de títulos e olhos das reportagens.

* Caso Battisti: Ex-jogador Paolo Rossi defende extradição
Em entrevista à ANSA, o algoz do Brasil na Copa de 1982 disse que “é justo que um ex-terrorista cumpra a sua pena na Itália”

* Caso Battisti: chanceler italiano espera que Itália vença amistoso ‘de goleada’
“Nós não temos uma disputa com o povo brasileiro, temos um problema com as autoridades brasileiras”, declarou.

* Caso Battisti: Ministra sugere que Itália jogue de luto amistoso com Brasil
Giorgia Meloni ressaltou, porém, que os torcedores que assistirão ao jogo terão de tomar cuidado para não insultar a população brasileira com vaias e cartazes ofensivos; partida está marcada para 10 de fevereiro, em Londres

* Caso Battisti: Líder comunista ironiza polêmica por amistoso e sugere que Berlusconi suspenda contratos de brasileiros do Milan
Alessandro Pignatiello, do Partido dos Comunistas Italianos, criticou o ministro da Defesa do país, Ignazio La Russa, que defendeu o cancelamento da partida entre Brasil e Itália marcada para o dia 10

* Caso Battisti: Deputado opositor defende realização de amistoso Brasil-Itália
Para Ermete Realacci, do Partido Democrata, se o mesmo critério fosse usado em outros casos, a Itália deveria também renunciar aos jogos com a França, país que negou a extradição da ex-militante das Brigadas Vermelhas Marina Petrella.

Só não entendi bem a escolha do personagem dessa primeira matéria. Seria para diminuir o apoio que os brasileiros em geral têm dado ao governo italiano nesse caso?  ; )

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009 azzurra, opinião, política | 18:33

Sobre a polêmica, links

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Demorou, mas houve quem cogitasse cancelar o amistoso marcado entre Brasil e Itália por causa do asilo político que Tarso Genro e Lula — e aparentemente só eles — decidiram conceder a Cesare Battisti.

O caso é sério e delicado, como diz mestre Alberto Helena Jr, hoje, em seu blog. Muito já foi dito sobre o tema, e pouco a favor da decisão do governo brasileiro.

Mas os textos que considero mais significativos sobre o caso, contudo, são os de Mino Carta. Um deles, escrito antes mesmo de a decisão de Genro ser anunciada oficialmente. Outro, escrito mais recentemente, repercutindo matéria de capa da Carta Capital.

Por que os textos são os mais significativos sobre o caso? Não só porque a Carta Capital tratou do tema logo que Battisti colocou os pés no Brasil.  Não porque seu editor, por razões óbvias, conhece bem os temas ligados à Itália. Mas principalmente porque, a gente sabe, a revista não é exatamente uma das opositoras mais ferrenhas do Governo Lula.

Convenhamos: se até Mino e a sua Carta pensam assim…

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sexta-feira, 11 de abril de 2008 política, Sem categoria, vídeos | 19:18

clássico na política

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As eleições de domingo e segunda na Itália estão agitando o mundo da bola tanto quanto os quentíssimos jogos que vem por aí no sábado e domingo — Juventus x Milan, Inter x Fiorentina e Udinese x Roma.

É que o capitão romanista Francesco Totti, veja no vídeo abaixo, resolveu apoiar o juventino Walter Veltroni, ex-prefeito de Roma, nas eleições contra o milanista Silvio Berlusconi. Aliás, curioso que os times dos dois se enfrentem justo no fim de semana das eleições, né?

Bom, mas o resultado é que o chefão do Milan não gostou, criticou Totti, e a história está gerando uma baita polêmica, conforme notícia divulgada pela agência Ansa:

CRÍTICA DE BERLUSCONI A TOTTI GERA POLÊMICA

ROMA – Uma grande polêmica surgiu hoje na Itália após o candidato a primeiro-ministro Silvio Berlusconi, líder do partido conservador Povo da Liberdade (PDL), ter criticado o popular jogador da Roma Francesco Totti por ter dado apoio eleitoral ao candidato de centro-esquerda à prefeitura de Roma, Francesco Rutelli.

Berlusconi, cujas palavras suscitaram uma reação imediata de personalidades do mundo da política e do esporte, afirmou hoje que, a seu ver, os campeões do esporte não devem tomar partido na política, ainda que o façam de maneira inconsciente. “Se pedisse aos jogadores do Milan para tomarem partido, muitos o fariam com gosto. Aliás, muitos me pediram para fazê-lo, mas eu lhes proibi. Esta é a diferença entre mim, Veltroni e Rutelli”, disse Berlusconi.

“A esquerda se envergonha de sua própria cara e usa testemunhos em seu lugar”, afirmou o candidato do PDL no último dia de campanha eleitoral criticando não apenas o manifesto do jogador da Roma a favor de Francesco Rutelli, mas também o encontro ocorrido ontem entre seu maior adversário nas eleições do próximo domingo e segunda-feira, o candidato pelo PD, Walter Veltroni, e o ator George Clooney. Rutelli, que já foi prefeito da capital italiana por dois mandatos consecutivos (1993-2001), convidou Berlusconi a “pedir desculpas a um grande campeão que demonstrou ser um homem livre em suas idéias”.

Veltroni, por sua vez, disse que “há algo de inquietante” nos insultos feitos por Berlusconi aos eleitores de centro-esquerda e a Francesco Totti por seu apoio a Rutelli. “Em um país civilizado os adversários se respeitam, os eleitores se respeitam. Como se permite dizer tais besteiras a eleitores que pensam diferente dele?”, disse Veltroni. “Totti é uma pessoa extraordinária. Somos amigos há muitos anos”, concluiu Veltroni.

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quarta-feira, 2 de abril de 2008 política | 12:04

O futebol e as eleições

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É certo que vários visitantes deste blog votam nas eleições para a Câmara dos Deputados e para o Senado italiano. Dos dois principais candidatos a chefiar o parlamento, um deles já é figurinha constante por aqui, não exatamente por suas qualidades políticas: trata-se, vocês sabem, de Silvio Berlusconi, o todo-poderoso do hoje nem tão poderoso Milan.

O outro, Walter Veltroni, é um juventino mais ligado à Roma, cidade da qual foi prefeito, inclusive no período em que a Roma — o time — foi campeã italiana. Na comemoração do último scudetto romanista, onde estavam presentes mais de 1 milhão de pessoas, Veltroni chegou a ser vaiado pelo público. Mas bastou colocar um cachecol gialorosso e soltar uma frase na linha de “esse título é não apenas DA Roma como DE Roma” para as vaias virarem aplausos.

Bom, mas como este blog não costuma ficar em cima do muro, não será diferente nestas eleições: neste clássico entre Milan x Juve, o blogueiro fica com a Vecchia Signora. Embora o favoritismo, por ora, seja milanista. Para quem vota, um aviso: as cédulas que os eleitores receberão em casa, pelo correio, devem chegar ao Consulado Italiano até o próximo dia 10.

Reproduzo abaixo um vídeo com trechos alternados dos gingles dos dois partidos: “I’m PD” e “Menomale che Silvio c’è”. É diversão garantida, vocês vão ver:

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008 milan, política, Sem categoria | 15:15

e brocchi derrubou ancelotti…

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“ROMA – O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, dissolveu nesta quarta-feira o Parlamento, passo prévio para a convocação das eleições que buscam resolver a crise aberta após a queda do governo de Romano Prodi, em 24 de janeiro. As eleições foram marcadas para 13 e 14 de abril, segundo a imprensa local.” A notícia está publicada e destacada hoje, no Último Segundo.

Não é meu costume falar de política aqui, mas não resisti. E não quero ser chato. Então, vou tentar fazer um paralelo com futebol para explicar, mais ou menos, o que acontece na Itália.

Suponhamos, pra começar, que o Milan seja o Parlamento Italiano. O técnico Carlo Ancelotti é o primeiro ministro, mas depende do apoio da maioria dos jogadores para continuar no cargo. Kaká está com ele. Pato, Ronaldo, Maldini e Nesta também. Enfim, jogadores importantes são os jogadores da “situação”.

Outros atletas de peso, contudo, não vão muito com a cara do chefe. Suponhamos que sejam os casos de Pirlo, Gattuso e Seedorf, que batizaremos de “oposição do meio-campo”. Normal. Todo técnico costuma ter que encarar alguma oposição no seu trabalho. O número de opositores está próximo (mas abaixo) daquele dos admiradores de Ancelotti.

Até que, num belo dia, o volantão Brocchi se revolta por não ficar sequer no banco de reservas num jogo do Italiano (uma revolta, a gente sabe, injusta). A ira de Brocchi faz com que ele chame seus comparsas como Aubameyang, Favalli e Gourcuff. Gente que nem conta muito pro time, mas que, juntos, têm poder para derrubar Ancelotti caso se junte à oposição de meio-campistas.

Ancelotti cai. O presidente da Liga de Futebol percebe (já havia percebido, na verdade) o quão precário é o esquema que define se um técnico será ou não mantido no cargo. E propõe: “Vamos mudar essa regra? Vamos polarizar, desde o começo, o elenco entre os que gostam e os que não gostam do treinador? Vamos impedir esses volantes insignificantes como Brocchi de determinar o futuro de um time tão importante como o Milan?”

Em vão. Àquela altura, já com o cargo de técnico vago, Pirlo, que até considerava essa mudança havia alguns meses, não queria mais acordo nenhum para mudar as regras a favor do time. Queria só o lugar do treinador.

E, assim, estão convocadas as eleições na Itália.

*** Fim ***

Com participações de:
>> Carlo Ancelotti, como Romano Prodi
>> Kaká, Pato, Ronaldo e cia, base do governo Prodi
>> “Oposição do meio-campo”, como oposição do governo Prodi
>> Brocchi, como Clemente Mastella, que retirou o apoio de seu partido (Udeur) ao governo por ter sido acusado de corrupção
>> Aubameyang, Favalli e Gourcuff, como representantes dos partidos nanicos (mas decisivos)
>> Pirlo, como Silvio Berlusconi (o político, não o dono do Milan)

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