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segunda-feira, 8 de novembro de 2010 campeonato italiano, roma | 11:34

E agora, Lazio?

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“Se vencermos o derby, poderemos realmente começar a pensar grande”, disse o técnico da Lazio, Edoardo Reja, pouco antes de sua equipe terminar derrotada por 2 a 0 pela Roma, no estádio Olímpico da capital italiana. Usar a frase do técnico para afirma que seu time não tem motivos para “pensar grande” seria exagero, até porque a Lazio segue na liderança do Campeonato Italiano, com dois pontos de vantagem sobre o vice-líder Milan.

Reja, porém, disse o que disse por saber do peso que o clássico costuma ter no desempenho dos dois times na Série A. Se a Lazio de Hernanes vier a cair de rendimento a partir de agora, não será a primeira vez que o derby terá servido como um divisor de águas na campanha dos times da capital. Em torneios recentes, por exemplo, a recuperação da Roma ocorreu justamente a partir de vitórias sobre seu maior rival.

Para um time que vinha sobrando no campeonato, a derrota contra a Roma não poderia ter vindo em momento pior. Resta aos laziales o consolo de que não há muito tempo para turbulências, já que a próxima rodada da Série A ocorre nesta quarta-feira, quando a Lazio enfrenta o frágil Cesena, vice-lanterna do Italiano.

Nunca, aliás, um confronto contra o Cesena foi tão importante: será este o jogo a determinar se a derrota para a Roma foi apenas um deslize. Ou se será um divisor de águas.

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010 campeonato italiano, roma | 11:15

5 minutos sem fama

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Pela Roma, até aqui, ele só sorriu na apresentação

Após a vitória da Roma por 1 a 0 sobre a Inter, no sábado, Adriano deixou o campo sem graça, enquanto seus colegas comemoravam entre sorrisos e abraços.

A explicação é um fato que passou meio batido diante da euforia após o gol marcado por Vucinic nos acréscimos do 2o tempo: Adriano, a exemplo do que já fizera na Inter com o técnico Roberto Mancini, irritou-se com Claudio Ranieri, que pretendia colocá-lo em campo a pouco mais de 5 minutos do fim do jogo. Resultado: Ranieri mudou a substituição, colocou Júlio Baptista (que teve duas chances de marcar) e viu seu time arrancar a vitória justamente quando Adriano deveria estar em campo.

O brasileiro, mesmo gordo após mais de um mês do início do campeonato, talvez considere que os 2,85 milhões de euros que a Roma lhe paga por ano não sejam suficientes para obrigá-lo a jogar 5 minutos. Talvez se considere melhor que Vucinic, que entrou faltando 10 minutos e decidiu o jogo. Talvez simplesmente não pense antes de ter chiliques: porque Adriano, que jogou apenas alguns minutos de uma das cinco partidas da Roma no Italiano, não está com crédito para estrelismos do gênero. Pelo contrário.

Ao contratar o atacante, direção e a comissão técnica da Roma admitiram estar fazendo uma aposta arriscada. A julgar pelo início da temporada, a aposta começou a ser perdida bem antes do que a torcida imaginava.

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terça-feira, 24 de agosto de 2010 inter, roma | 11:58

Mais do mesmo

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Júlio César operando belas e decisivas defesas. Maicon jogando bem na Inter mesmo depois de tentar forçar uma ida para o Real Madrid. Lúcio fazendo mais do que lhe cabe e criando belas jogadas no ataque. Francesco Totti e Wesley Sneijder deliciando o público presente com passes e finalizações precisas e surpreendentes. Adriano entrando em campo visivelmente fora de forma e sem condições de jogo.  Eto’o resolvendo jogos com gols quando porventura Milito não os fizer.  Torcedores organizados protestando contra novas medidas de segurança. Os mesmos torcedores atirando fogos de artifício e outros objetos em campo. Inter e Roma decidindo um título. Um jogo equilibrado, bom e divertido entre as duas equipes. O time de Milão levando a melhor no placar final. A Roma entregando partidas bem jogadas em falhas individuais ou lances de nervosismo. A Inter levantando uma taça como campeã.

Se a final da Supercopa italiana entre Inter e Roma, vencida pela Inter por 3 a 1 no último sábado, foi um aperitivo do que vem por aí no Campeonato Italiano, já sabemos que o próximo torneio não terá muito de novo. Terá mais do mesmo, para o bem e para o mal.

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sexta-feira, 28 de maio de 2010 jogadores, mercado, roma | 10:30

Imperador de Roma

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“É um risco que estamos dispostos a correr” foi o comentário do técnico da Roma, Claudio Ranieri, a respeito da contratação de Adriano. A frase dá boa dimensão de quão difícil é fazer qualquer previsão a respeito do desempenho do atacante na capital italiana.

Hoje, pode parecer difícil apostar no sucesso do jogador, embora motivos para isso não faltem. Cito quatro:

1) Em Roma, Adriano se juntará a um elenco que, apesar da derrapada inicial no último Campeonato Italiano, mostrou força e qualidade para brigar de igual para igual com a poderosa Internazionale, campeã européia — lutou até a última rodada pelo título.

2) Chegará a uma cidade mais quente, bela, alegre e permissiva que Milão, a uma cidade onde até um doidão como o talentoso Antonio Cassano triunfou. Ao mesmo tempo, não viverá a anarquia do Flamengo, onde ele tudo podia e nada devia. Roma, neste caso, parece um meio termo saudável ao atacante.

3) Estará ao lado de muitos brasileiros que poderão minimizar a saudade da terra natal — Doni, Juan, Taddei, Júlio Baptista, Júlio Sergio e Artur —, mas nenhum deles, até onde sei, costuma andar empunhando metralhadoras por aí.

4) Não será a vedete-mor da companhia, posto que sempre coube e continuará cabendo a Francesco Totti. O que diminuirá o assédio da imprensa, com o qual ele sempre mostrou grande desconforto, sobretudo quando abordada sua vida pessoal.

Dentro e fora de campo, para acreditar que Adriano dará certo na Roma, bons motivos não faltam. Resta saber se bastam.

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sexta-feira, 7 de maio de 2010 copa da itália, inter, jogadores, roma | 11:24

Maus perdedores

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Primeiro, o vídeo:

O lance em que Francesco Totti aplicou um maldoso chute por trás em Mario Balotelli, a poucos minutos do fim da decisão da Copa da Itália contra a Internazionale, é mais um indício de que o time da Roma não sabe perder. Totti, capitão do time, e De Rossi, conhecido no clube como Capitan Futuro, são os melhores exemplos disso: são excepcionais, mas não suportam perder. E, pior, consideram os jogos perdidos antes mesmo de finalizados.

Foi assim no clássico contra a Lazio, quando ambos levaram cartões amarelos ainda no 1º tempo — a Roma perdia por 1 x 0. Nervosos, foram bem substituídos no intervalo, e a Roma virou o jogo. Na final contra a Inter, o time da capital ainda pressionava e restavam alguns minutos quando Totti agrediu Balotelli e foi expulso. A chance de empatar foi por água abaixo. O desequilíbrio dos líderes, não raro, contamina outros jogadores. Na final contra a Inter, foi o caso de Taddei, que saiu distribuindo bordoadas sem dó, inclusive no compatriota Thiago Mota.

Totti foi muito criticado e, diz a Gazzetta dello Sport, depois do episódio viu suas chances de jogar a Copa diminuírem muito. O capitão assumiu o erro, mas reclamou das críticas: afirmou que Balotelli é um “provocador sistemático”. É verdade. Mas um jogador de 33 anos, capitão da Roma e campeão do mundo, não deveria cair nas “provocações sistemáticas” de um adolescente. No time da Roma, a aversão por perder diminui a chance de vencer.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010 campeonato italiano, roma | 16:26

Era uma vez um banana

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"Banana, io"?

Não , não sou da turma dos que supervalorizam trabalhos de técnicos e suas linhas de 3, 4 ou 11. Mas, na última semana, o futebol italiano viu dois treinadores fazerem, de fato, a diferença.

José Mourinho foi determinante para que a Internazionale conseguisse anular Messi e Xavi e abrisse boa vantagem nas semifinais da Liga dos Campeões. Foi devidamente reconhecido pela imprensa europeia e brasileira. O mesmo não ocorreu com o romanista Claudio Ranieri, sobre o qual pesa o estigma de perdedor — só venceu uma Copa e uma Supercopa da Itália pela Fiorentina, além de uma Copa do Rei pelo Valencia — e, pior, de banana.

Pois o segundo adjetivo deve ser cortado da sua lista de características: substituir Totti e De Rossi no intervalo do derby, no qual sua Roma perdia por 1 x 0 para a Lazio, foi o ato mais corajoso de um técnico italiano nos últimos anos. Tivesse perdido a partida — e esteve perto disso antes de Julio Sergio defender um pênalti —, Ranieri teria sido massacrado por torcedores e jornalistas. Porque ainda que Totti e De Rossi, os melhores e mais emblemáticos jogadores da Roma, já tenham provado não ter condições psicológicas de jogar partidas decisivas quando a equipe sai perdendo, substituí-los é tarefa ingrata na capital italiana.

No primeiro tempo, quando ambos receberam cartão amarelo por lances estúpidos, eu apostava que ao menos um deles seria expulso no 2º tempo. Não foram, porque Ranieri não deixou que voltassem. A Roma virou o jogo e conquistou 3 pontos que podem ser essenciais para que o técnico conquiste o scudetto e deixe de lado a fama de perdedor. A de banana, definitivamente, ele já deixou.


Aproveito e publico também a coluna do Jornal Placar da semana passada, que deixei passar, por esquecimento. O tema, aliás, é relacionado.

O time e o craque

 

“Que coisa ridícula! Basta o cara tocar na bola que todo mundo fica louco”. A frase, dita pela minha namorada, escapou quando assistíamos ao jogo entre Roma x Torino no estádio Olímpico da capital italiana, no dia 31 de maio do ano passado. Seria inócuo tentar explicar a ela os motivos da idolatria da torcida da Roma por Francesco Totti, que naquele dia buscava marcar seu gol de número 200 com a camisa do time. O gol saiu, enfim, aos 38 do segundo tempo, de pênalti, o que levou aquele monte de camisas 10 espalhadas pelo estádio a um estado de êxtase incompreensível para uma torcida já sem objetivos no campeonato.

Francesco Totti já é para muitos na cidade — para a maioria, creio — o maior jogador da história da Roma, superando nomes como Bruno Conti e Falcão. Se vier a conquistar seu segundo scudetto neste ano, será incontestavelmente insuperável na história romanista. E aí há o perigo de cairmos na injustiça de atribuir majoritariamente ao seu capitão o eventual título romanista desta temporada — boa parte da imprensa italiana já deu pista que isso deve ocorrer ao destacá-lo em versão solo para simbolizar a liderança assumida na rodada passada. Não será justo: da incrível marca de 23 jogos invicta no Italiano, vale lembrar, a Roma não contou com Totti em 11. E este time, ajustado pelo sempre criticado (por mim, inclusive) Claudio Ranieri, já chegou onde chegou.

Totti é o melhor jogador da Itália hoje. Um dos melhores que vi jogar. Jogasse no Real Madrid ou no Milan, teria seu nome gravado com mais força na história. Mas não é porque a Roma não é o Real Madrid que o seu possível título deverá ser atribuído ao seu único craque. Até porque, como mostra o próprio Real, craques muitas vezes não dizem nada…

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segunda-feira, 29 de março de 2010 inter, milan, roma | 11:27

Entre Inter e Roma

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Posso até queimar língua, mas parece improvável.

Após a rodada do fim de semana, ficou difícil apontar o provável campeão italiano da temporada. A Roma tem a seu favor um ótimo momento — 21 jogos de invencibilidade —, a volta de Francesco Totti e a vantagem contra a Inter no critério de desempate. A Inter desfruta de um ponto de vantagem sobre a rival da capital, ainda faz 4 jogos em casa (Milan e Roma fazem 3) e conta, incontestavelmente, com o melhor elenco da competição.

Menos arriscado que apontar o favorito é excluir o Milan da brincadeira. Jogando um futebol medíocre nas últimas partidas — foram três tropeços seguidos nas três últimas rodadas — e com 3 pontos de desvantagem para a Inter, o time do técnico Leonardo ainda conta com uma tabela mais complicada que a dos rivais. Nas suas últimas 7 partidas, pega fora de casa bons times como Sampdoria, Palermo (invicto em seu estádio) e Genoa. E recebe, no San Siro (onde não conseguiu vencer Napoli e Lazio recentemente) a Fiorentina e a Juventus.

Confira abaixo os últimos sete jogos de Inter, Roma e Milan no Campeonato Italiano.

E agora arrisque, sem titubear: quem leva o scudetto 2009-10?

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010 campeonato italiano, inter, roma | 11:40

Arbitragem: lá como cá

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Collina, hoje, comanda a arbitragem na Itália

Collina, hoje, comanda a arbitragem na Itália

A escola de arbitragem italiana é talvez a melhor e mais tradicional do mundo. Mas está em crise. E, na Itália, os erros de árbitros ganham eco desproporcional, tanta é a obsessão dos programas de TV do país com a “moviola” — como são conhecidos por lá os replays de lances polêmicos.  A crise atual, aliada à desconfiança suscitada com os comprovados casos de manipulação de alguns anos atrás, levou os responsáveis pelo calcio a cogitar uma inovação no sistema de arbitragem italiano: o sorteio de árbitros antes dos jogos. Os sorteios, para quem não sabe, já ocorrem no Brasil. E há quem defenda sua extinção com a (boa) argumentação de que, dessa forma, pode-se ter o melhor árbitro do país apitando um Bambala x Arimatéia, enquanto um clássico decisivo pode ficar sob o comando de um ilustre desconhecido. Mesmo no caso do sorteio dirigido, como no Brasileirão, há um problema: escolhe-se três bons árbitros como candidatos para um bom jogo e, dessa forma, dois deles ficarão de fora da rodada. Parece claro, portanto, que o problema da arbitragem no futebol não está na forma como se definem os árbitros de cada jogo, mas em sua natureza. Errar faz parte da arbitragem mais do que faz parte de outras atividades. E só deixará de fazer parte quando algumas pessoas se convencerem que o futebol não é legal porque os árbitros erram. Nesse dia, enfim, a tecnologia será aceita pela Fifa.

Rei da marra
O jovem Mario Balotelli, da Inter, é imbatível no quesito marra. Na quarta, questionado sobre o motivo de não ter comemorado o gol marcado no empate por 1 x 1 com o Parma, respondeu: “Vou comemorar quando marcar numa final de Copa, ok?”.

Sinal amarelo
Depois de um ótimo início de temporada, Totti, com problema no joelho, voltou a alternar uma presença e algumas ausências nos jogos da Roma. Dessa forma, sua vaga na Copa — que ele mesmo atrela a boas condições físicas — parece mais longe.

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010 jogadores, milan, roma, técnicos | 10:45

O primeiro ministro e o dirigente

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berluscaEsclareço desde já: não tenho simpatia política pelo primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi. Pelo contrário. Mas é inegável que, como dono do Milan, Berlusconi é daqueles dirigentes que dão ao noticiário esportivo, muitas vezes monótono e cheio de clichês, um tempero especial — assim como José Mourinho na categoria dos técnicos. Ao contrário da justiça desportiva italiana, Berlusconi não achou ruim quando o zagueiro Materazzi comemorou a vitória da Inter sobre o Milan usando uma máscara de… Berlusconi! O cartola é indiscutivelmente querido por seus jogadores pela maneira informal como os trata. Até na hora de dar declarações sobre o clube, o político-dirigente não é de embromar. Disse sobre a recente contratação do brasileiro Mancini, ex-Internazionale: “Não entendi sua contratação. É mais um meio-campista, quando precisávamos de alguém que finalizasse. O Mancini está parado há dois anos! Não concordo com sua contratação e já falei ao [Adriano] Galliani [vice-presidente do Milan]”. O caso parece exagerado — um erro, até. Mas, num time vencedor como o Milan, mostra que dirigentes nem sempre precisam se esconder atrás de dissimulações e mentiras para ter sucesso. No caso específico de Berlusconi, talvez o futebol funcione para dar vazão aos seus arroubos de sinceridade: nos estádios, eles são bem menos nocivos do que em um parlamento.

*   E o prestígio do brasileiro Mancini não é mesmo dos maiores na Itália atualmente. Sobre a transferência de seu ex-jogador, o técnico da Inter, José Mourinho, disse o seguinte, com um sorriso irônico no rosto: “Estou muito muito muito satisfeito que Mancini tenha ido ao Milan”.

*   Não há por que duvidar do Corriere della Sera, o jornal mais importante da Itália, quando ele informa que Ronaldinho Gaúcho fez festa em um hotel às vésperas do derby contra a Inter. Mas é curioso como as tais festas tinham cessado apenas quando o Milan estava vencendo, não?

*   Aliás, no momento em que as notícias no Milan voltam a ser as festas de Ronaldinho, Buffon diz que o objetivo da Juventus é chegar à Liga dos Campeões, e Ranieri afirma que não pretende iludir seus torcedores sobre chances de título da Roma. Ou seja: segundo seu próprios rivais, parece, a Inter já pode comemorar o penta.

*   Marcelo Lippi disse que não é surpresa a força que seu colega Fabio Capello conseguiu dar à em geral desacreditada seleção inglesa. Mas, de olho na Copa, lançou um desafio: “Gostaria de uma bela final entre Itália e Inglaterra para ver como ele se comportará na hora do hino italiano”.

*   Comentário do jornal La Gazzetta dello Sport sobre a entrada de Julio Baptista nos 2 x 0 contra a Udinese, ontem, pela Copa da Itália: “Se mexe como um cavalo louco: generoso, mas improdutivo”. De Rossi, em grande fase, foi de novo determinante com o ótimo lançamento para o gol de Vucinic.

*   Mario Balottelli recebeu multa de 22 mil euros por indisciplina, desta vez por xingar José Mourinho ao ser substituído durante o jogo contra a Fiorentina, quarta-feira, pela Copa da Itália. Apesar de sua pouca idade (19), cada dia mais tenho menos esperanças de ver Balotelli virar, de fato, um grande jogador. É o efeito Cassano.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010 jogadores, roma | 11:07

Contrato 1 x 0 Vontade

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cicinhoQuando desembarcou na capital italiana, em agosto de 2007, Cicinho ganhou da torcida da Roma uma recepção de superstar. Fazia sentido, nem tanto pelo futebol que jogara no Real Madrid, mas porque o clube italiano havia pagado 9 milhões de euros para tirar o brasileiro de um dos maiores times do mundo.
 
O investimento, porém, não se justificou: na temporada 2007-08, Cicinho jogou em 30 das 38 partidas do time no Italiano, com pouco brilho. No campeonato seguinte se machucou, é verdade, mas nos 22 jogos que fez pelo campeonato nacional continuou a exibir futebol discreto. Virou assim uma espécie de terceira opção para a lateral-direita, depois de Cassetti e Motta. Tanto que, no torneio em curso, jogou apenas 44 dos 900 minutos disputados pelo time.

Imitando a tática usada por outros brasileiros em baixa no exterior, Cicinho então resolveu alardear que estava infeliz, que jogava pouco (nesse caso, não se referia à qualidade) e que queria porque queria voltar ao São Paulo. Tudo o que conseguiu foram algumas vaias de sua própria torcida no jogo contra o Catania, pela Copa da Itália.

“Eu não vinha sendo muito aproveitado pelo treinador e em razão disso acabei me precipitando, na tentativa de buscar meu espaço em outro lugar”, justificou o lateral. Acrescentou ainda que as manifestações contrárias à sua saída mostraram, na verdade, o carinho dos torcedores por ele.

Pode ser. Mas, se quiser um pouco menos de “carinho” daqui pra frente, Cicinho deveria considerar que um contrato assinado, às vezes, vale mais que sua “vontadinha”.

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