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terça-feira, 10 de agosto de 2010 azzurra, técnicos | 10:16

O ABC DA NOVA ITÁLIA

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“Prandelli começa pelo ABC”. Foi este o título da Gazzetta dello Sport sobre a primeira convocação do novo técnico da seleção italiana, Cesare Prandelli (foto), que fará hoje sua estreia pela Azzurra em um amistoso contra a Costa do Marfim, em Londres.

O “ABC” se refere a Amauri, Balotelli e Cassano. Três jogadores ignorados por Marcelo Lippi na última Copa do Mundo, mas que passam a representar a mudança de mentalidade no comando desta nova Itália.
 
O ítalo-brasileiro Amauri, que pela má fase que atravessava foi a ausência menos contestada pela opinião pública italiana na África, significa maior espaço a jogadores estrangeiros; a nova Itália deve, a partir de agora, abrir sua seleção aos oriundi, seguindo o modelo do que já é feito – com sucesso – pela Alemanha.
 
Balotelli, que com apenas 19 anos é uma das maiores promessas do futebol italiano, representa o olhar no futuro: em um país onde o temor de escalar jovens predomina até mesmo no campeonato nacional, ao convocar o polêmico Balotelli para a seleção principal, Prandelli indica que, em prol da qualidade, não terá medo de “queimar etapas”.
 
Já a convocação de Antonio Cassano, da Sampdoria, indica o óbvio: em uma seleção devem estar os melhores. Aos 28 anos, Cassano, se não é o melhor, está entre os três melhores jogadores do futebol italiano. Seu temperamento, por ora, não foi impedimento para sua convocação: “Na minha apresentação, quis apostar na qualidade”, justificou Prandelli.
 
Amauri não é craque. Balotelli e Cassano são malucos (beleza?). Os três, portanto, podem até não dar certo na seleção. Mas, nesta primeira convocação, são eles os símbolos da “nova Itália”.

A LISTA DE PRANDELLI

Goleiros:
Marchetti (Cagliari), Sirigu (Palermo), Viviano (Bologna)

Defensores
Antonini (Milan), Astori (Cagliari), Bonucci (Juventus), Cassani (Palermo), Chiellini (Juventus), Lucchini (Sampdoria), Molinaro (Stoccarda), Motta (Juventus)

Meio-campistas
De Rossi (Roma), Lazzari (Cagliari), Marchisio (Juventus), Montolivo (Fiorentina), Palombo (Sampdoria), Pepe (Juventus)

Atacantes
Amauri (Juventus), Balotelli (Inter), Borriello (Milan), Cassano (Sampdoria), Quagliarella (Napoli), Rossi (Villarreal)

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009 azzurra, milan | 04:32

Pazzini x Amauri

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pazzoamauri

 
Na semana passada, o atacante da Sampdoria e da seleção italiana Giampaolo Pazzini não teve dúvidas ao criticar a possível convocação do brasileiro Amauri, da Juventus, para defender a Azzurra: “A situação me deixa incomodado. Posso entender quando alguém é meio brasileiro e meio italiano, mas não quando não tem nada de italiano”. A resposta não tardou: “Escolhi jogar pela Itália há um ano. Sempre respeitei a opinião de todos, inclusive as de Pazzini, e peço que respeitem a minha”.

Talvez Pazzini tenha razão. Talvez as convocações de atletas cuja opção de defender uma nova pátria esteja atrelada à recusa de sua seleção ‘de nascimento’ sejam discutíveis. Talvez. Ainda assim, as declarações do atacante italiano soam mal, muito mal. Pazzini, como concorrente direto de Amauri por um posto na Copa do Mundo, deveria ficar calado. A discussão, se é que deve existir, não deveria contar com sua participação. Pazzini tem 25 anos e Amauri, 29. Pazzini é cidadão italiano, coisa que Amauri só deve conseguir ser por volta de março. Pazzini, me parece, tem até mais futebol. E já tem tido a chance de mostrá-lo na seleção, ao contrário do atacante da Juventus. Pazzini, portanto, não deveria tentar ganhar a vaga no grito. Mas no campo.

Cassano x Lippi
Semanas atrás, Cassano afirmou que, quanto mais se falava dele, mais ele via como improvável sua convocação à seleção italiana. A edição desta sexta-feira da revista L’Espresso publica entrevista com o técnico da Azzurra, Marcelo Lippi, que praticamente comprova a tese: “Fico triste por Cassano, porque se trata de um bom garoto. Mas criou-se uma situação inacreditável”.

Gattuso x Leonardo
“Não quero esperar que alguém jogue mal ou se machuque para ser utilizado”. A frase, dita ontem pelo volante Gattuso, do Milan, mostra que Leonardo está enfrentando algumas dificuldades para gerenciar o renomado (mas envelhecido) elenco do clube. Coisa que Carlo Ancelotti, justiça seja feita, sempre fez com maestria. No seu tempo, reclamações do tipo eram raríssimas.

* Texto publicado nesta sexta-feira, 27/11, no Jornal Placar.


PS
: Peço perdão aos fiéis leitores deste blog pelas raras atualizações nas últimas semanas. Mudanças e novas atribuições profissionais me impedem de estar mais presente. Mas quem sabe aos poucos, como Ronaldinho Gaúcho, a gente não vai recuperando o velho desempenho?

PS2: Neste fim de semana comento Udinese x Livorno, a partir das 14h55 de sábado, com narração de Luiz Carlos Largo, e Internazionale x Fiorentina, a partir das 11h30 de domingo (com Abre o Jogo), narraçao de João Palomino. Ambos na ESPN Internacional.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009 azzurra, imprensa, inter | 15:51

Thiago Motta, um italiano

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“Meio-campista completo, pura classe, personalidade indiscutível e uma extraordinária temporada passada jogando pelo Genoa”. 

Parece um pouco de exagero, mas se depender da descrição na abertura da entrevista publicada ontem pela Gazzetta dello Sport, o brasileiro Thiago Motta, um dos reforços da Inter de Milão para a próxima temporada, tem todos os motivos para acreditar numa futura convocação para a seleção italiana — que ele disse preferir em relação à seleção brasileira, como foi discretamente divulgado ontem, aqui no Brasil.

Digo “discretamente” porque a nota da agência Efe que serviu de base para as notícias dos portais, ontem, e jornais brasileiros, nesta quarta-feira, deixou de lado partes interessantes da entrevista.

Como a paixão que Thiago Motta diz ter pelo Palmeiras (alguém sabia? informam-me que ele já havia dito), a necessidade de mostrar que ele tem mesmo “sangue italiano” (na linha César Cielo) e a gafe que a Gazzetta cometeu (mas não omitiu) ao confundir o Juventus com o Juventude.  Por isso, reproduzo abaixo alguns trechos da entrevista:

Avô paterno de Polesella (província de Rovigo), domingos de macarronada em casa, grande paixão pelo Palmeiras (time fundado por italianos em 1914) e Roberto Baggio como ídolo…
Sim. Ainda que breve, esta foi a Itália da minha infância, vivida em São Paulo.

Você está fazendo campanha pela sua convocação?
Tenho sangue italiano, me sinto italiano e peço somente para ser considerado na corrida por uma vaga na Azzurra: o passaporte eu sempre tive, antes mesmo de vir morar na Europa, e portanto não se pode usar certos argumentos contra minha convocação. Quero ganhar essa vaga naturalmente, no campo. Não estou pedindo presentes a ninguém.

Mas se amanhã Marcelo Lippi e Dunga oferecessem uma vaga nas suas respectivas seleções, qual você escolheria?
Hoje eu escolheria a Itália. O Brasil sempre me teve à disposição, joguei em várias seleções de base, da sub-17 à sub-23, mas nunca pensaram em mim para fazer parte da seleção principal.

Você sonhava jogar no Palmeiras?
Sim, joguei lá por apenas um mês, mas depois tive que mudar de clube porque para chegar aos treinos pegar dois ônibus e um metrô não eram suficientes.

Por isso passou para o Juventude?
Não. Para o Juventus. Como a Juventus italiana, mas com as cores do Torino.

Está claro que Thiago Motta aprendeu com o recente episódio do atacante Amauri, que, embora não tenha sido descartado pelo técnico Marcelo Lippi, hoje sofre rejeição no grupo da seleção italiana por ter “esperado o Brasil” antes de se dizer disposto a jogar pela Azzurra.

Nesse sentido, agindo espertamente ou não (afinal, suas chances na seleção brasileira são pequenas), Thiago Motta sai à frente de Amauri, porque nenhum italiano poderá contestar sua “italianidade”.  Motta também sai à frente por já ter um passaporte disponível e contar, hoje, com a generosidade da imprensa italiana com seu futebol.

Dessa forma, seu principal entrave para jogar a próxima Copa do Mundo com a camisa azul é provavelmente a grande quantidade de bons meio-campistas que a Itália tem. Nada que um grande campeonato pela Inter não possa superar…

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quarta-feira, 6 de maio de 2009 jogadores | 13:14

Os melhores brasileiros do Italiano

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Vamos à coluninha de ontem no Jornal Placar, na qual escolhi os 10 melhores brasileiros deste Campeonato Italiano que está prestes a acabar. Fiquem à vontade para cornetar: mudar a ordem, acrescentar nomes, excluir outros… depois, se for o caso, podemos discutir mais por aqui.

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quarta-feira, 4 de março de 2009 azzurra, campeonato italiano, copa da itália, inter, jogadores, milan, roma, vídeos | 17:30

Um pouco de tudo

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Faltei ontem, então vamos dar uma passada rapidinha em tudo hoje.

* Começando pelo inacreditável monólogo de José Mourinho, cujo vídeo reproduzo abaixo. Não vou, ainda, entrar no mérito das questões — acho que ele tem algumas, não todas, razões. Mas Mourinho, desde que chegou à Itália, tem feito o futebol italiano parar para pensar sobre si (se pudessem começar pelo fim da “moviola”, a insuportável e interminável série de replays de lances polêmicos com os quais os programas de TV tomam 40% de seu tempo, já seria uma boa). Aliás, sua frase “il mondo del calcio, che non è il mio” deixa claro o quanto Mourinho não gosta mesmo do que cerca o futebol italiano. E o fato de dizer isso, sem meias palavras, não deixa de ser um mérito. É justamente o que faz o calcio parar para pensar — tenho lido, na imprensa italiana, debates interessantes sobre temas lançados pela fúria de Mourinho.

* Diante das dúvidas sobre as condições físicas de Totti (só pra variar), a Roma só não deve ter uma dúvida: a de não escalá-lo no Campeonato Italiano e poupá-lo para o jogo contra o Arsenal. O jogo que, quem sabe, poderia colaborar para num futuro improvável tirar a razão de Mourinho ao afirmar (também no vídeo acima) que a Roma terminará a temporada com “zero título”. Sonhar não custa nada. E a Roma, contra a Inter, mostrou que também pode jogar bem sem Totti.

* Por mais que me esforce, não consigo entender o que teria levado Ancelotti a dar as declarações de que Beckham é melhor do que Kaká (confesso não ter lido na Itália, e certas vezes as traduções…). Mas suponhamos que foi isso mesmo. Qual seria a intenção? Afagar o inglês para que ele fique no time? Irritar o brasileiro para que ele force a ida ao Real e ajude Berlusconi a economizar? Ou seria apenas sinceridade? Nada faz muito sentido.

* Faz mais sentido a boa resposta de Bruce Arena, técnico do Los Angeles Galaxy, ao comentar as declarações de Beckham, segundo o qual “o Milan tem jogadores extraordinários, é um dos times mais fortes do mundo e tem um dos melhores técnicos”. O comentário do norte-americano: “É óbvio que é assim. Se não fosse, com aquilo que gasta, o Milan seria um dos clubes mais estúpidos do mundo”. É boa, vai…

* A mulher de Amauri é, enfim, cidadã italiana. Agora sabereremos se ele também quer ser. O que, vale lembrar, não tem nada a ver com saber se ele vai querer ou não jogar pela Azzurra. Isso só saberemos, talvez, daqui a seis meses. Quando Amauri deve receber sua cidadania, se a pedir.

* Ainda não havia sido divulgado, quando escrevi o post anterior, que tinham sido manifestações racistas a fazer com que Balotelli mandasse a torcida da Roma calar a boca depois de marcar o gol no domingo. Se foi mesmo assim, mudo de opinião: fez bem o garoto. Manifestações estúpidas desse gênero não podem ficar sem resposta.

* Ontem a Lazio bateu a Juve por 2 x 1, em Roma, na semifinal da Copa da Itália. Agora, enquanto escrevo, a Sampdoria vai derrotando a Inter por 3 x 0, ainda no primeiro tempo, com gols de Cassano e Pazzini (2). A dupla que já havia marcado na vitória sobre o Milan e que muita gente pede na seleção italiana. Pelo jeito, o lobby só tende a crescer…

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009 azzurra, jogadores, juventus | 15:15

Convocaram ou não, eis a questão

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Para mais charges de Milton Trajano, clique aqui

No domingo, o presidente da Juventus, Cobolli Gigli, já tinha dito que não recebeu nenhum comunicado sobre a suposta convocação de Amauri pela seleção brasileira.

Hoje, três dias depois de a CBF ter anunciado o chamado, o técnico Claudio Ranieri diz o seguinte: “Não houve nenhuma convocação por parte do Brasil. A gente não recebeu nada”.

Dunga e a CBF poderão até argumentar que, como já sabiam da decisão da Juve, antecipada por Cobolli no sábado à televisão italiana, desistiram de fazer a convocação “oficialmente”.

Mas se ninguém entrou em contato com a Juventus em momento algum (não temos por que duvidar disso), por que a CBF escreveu, em nota oficial divulgada no sábado, que “A comisão técnica da Seleção Brasileira manteve contatos com a diretoria da Juventus e aguarda a autorização para concretizar a convocação de Amauri”?

No máximo, a julgar por outra nota divulgada pela mesma CBF ontem, “Amauri comunica à CBF que não conseguiu liberação para jogo contra Itália”, a entidade entrou em contato apenas com o jogador, um procedimento no mínimo estranho.

Diante de tudo isso, fica a pergunta: Dunga queria mesmo contar com Amauri?

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sábado, 31 de janeiro de 2009 azzurra, jogadores | 18:06

Amauri e as teses conspiratórias

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Dunga fez o que pôde para não convocar Amauri, mas não deu. Neste sábado, depois de confirmada a lesão de Luis Fabiano, o técnico chamou o atacante da Juve para enfrentar a Itália, dia 10 de fevereiro, em Londres.

Contra a vontade da mãe do jogador, que disse o seguinte: “Continuo a dizer que ele deve jogar pela Itália. O Brasil nunca lhe deu nada e agora vem essa convocação do Dunga, que só serve para queimá-lo. Dunga só o chamou porque o Luis Fabiano se machucou, e eu sempre disse que ele deveria vestir a camisa da Itália, um país que lhe deu tudo”.

Mas Dona Janete, a mãe, ainda pode manter duas esperanças. A primeira: para que Amauri pudesse jogar o amistoso, a Juventus precisaria liberá-lo, pois a convocação ocorreu fora do prazo estabelecido pela Fifa para que sejam chamados atletas que atuam no exterior. E o presidente da Juve, Cobolli Gigli, disse há pouco em uma entrevista à TV, logo depois da derrota por 3 x 2 para o Cagliari (sim, Amauri jogou), que não recebeu nenhum comunicado nesse sentido e que, mesmo que o aviso chegasse, “seria fora de hora”. “Não aceitaremos, e o jogador já foi comunicado”, disse. E assim…

… vão começar a chover, como de costume no mundo do futebol, uma série de teorias conspiratórias das mais cabeludas. Posso adiantar algumas delas:

1) O presidente da Federação Italiana de Futebol, Giancarlo Abate, e o técnico da Azzurra, Marcelo Lippi, pediram à diretoria da Juventus que, pelo bem do país, ela não liberasse Amauri. Assim o atacante poderia em breve ocupar o lugar de Luca Toni com a camisa azul. É a mais óbvia das teorias.

2) Amauri, receoso (como sua mãe) sobre suas reais chances de atuar na Copa pela seleção brasileira, teria pedido ao próprio clube que não o liberasse. Assim teria tempo de esperar o passaporte italiano e ainda verificar se Dunga voltará a chamá-lo pelo Brasil em outras oportunidades.

3) Dunga teria colocado em prática o italiano que aprendeu nos tempos de Fiorentina e, sem a mínima cerimônia, teria ligado à diretoria da Juve e antecipado: “Olha, eu o chamei, mas se vocês não quiserem liberá-lo, por mim, tudo bem”. Assim, o técnico viveria no melhor do mundos: encerraria as críticas que recebe por não chamar Amauri, sem, contudo, precisar escalá-lo.

Se nenhuma destas teses aparecer nos próximos dias, será porque a Juventus voltou atrás e acabou liberando Amauri apesar da frase de seu presidente, que hoje deve estar num baita mau humor. E aí, para Dona Janete, só restará a segunda esperança, de que seu filho não entre em campo no jogo contra a Itália. Se ficar apenas no banco, pelas regras da Fifa, Lippi ainda poderá sonhar em convocá-lo para a Azzurra.

* Post atualizado às 20h50.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 azzurra | 15:34

Entra Felipe Melo; fica Amauri

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Não bastasse não ter sido convocado por Dunga para o amistoso da seleção brasileira contra a Itália, em fevereiro, o juventino Amauri ainda viu o treinador chamar Felipe Melo, da Fiorentina, pela primeira vez.

Não, eles não são inimigos, apesar de jogarem por times que protagonizam uma das principais rivalidades da Itália. E Felipe Melo tem feito por merecer: é um dos atletas que mais atuou pelo time de Florença nesta temporada e vem jogando muito bem, seja na marcação como na criação de jogadas.

Acontece que, ao convocar Melo, Dunga passa a mensagem que está atento àquilo que se passa em terras italianas. E mesmo assim ele prefere voltar a chamar Ronaldinho Gaúcho depois de três jogos (será exagero dizer que hoje Ronaldinho é reserva do Milan?) do que convocar Amauri.

Restaria a Dunga a argumentação de que Ronaldinho e Amauri são jogadores muito diferentes taticamente, o que é verdade: enquanto Ronaldinho, como Robinho, atua mais aberto, Amauri é um homem de área — setor para o qual o treinador não teria como deixar de lado Pato (em grande fase) e Luis Fabiano (seu salvador).

Dunga, contudo, escolheu argumentos errados para justificar a ausência de Amauri: entre eles o de que o brasileiro “não foi bem nas últimas partidas da Juventus“. “Últimas” quanto, pergunto. Só se forem as últimas três. Mesmo número de jogos que, suponho, o levaram a reconvocar Adriano. 

Mas, justificativas à parte  — já disse aqui que Dunga age corretamente em não chamar Amauri se fizer isso só para estragar suas chances de jogar pela Itália —, acho que agora o atacante da Juve não tem mais dúvidas: se Lippi chamá-lo para Azzurra, ele irá sem titubear.

Como seu passaporte italiano não saiu, contudo, isso não deve acontecer para o amistoso de Londres. Pena. Porque, não dá pra negar, seria divertido vê-lo estrear justamente contra o Brasil de Dunga…

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008 azzurra, campeonato italiano, copa da uefa, copa do mundo, inter, jogadores, juventus, milan, roma, técnicos | 12:40

20 perguntas para responder em 2009

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É isso, 2008 praticamente já se foi. E como para o futebol europeu o ano começa em julho e acaba em junho, nem dá pra gente fazer muitos balanços. Porque, se o final da temporada passada não foi legal para o calcio — italianos fora da final da Liga, violência, prisões etc —, o começo da temporada 2008-09 foi bem promissor — vários candidatos ao título, Ronaldinho, Mourinho, Beckham etc.

Melhor, agora, é olhar para frente. Porque não faltam boas perguntas a serem respondidas sobre o futebol italiano neste ano que está prestes a começar. Vou colocar aqui 20 delas (quem tiver mais que mande) e, como não sou de ficar em cima do muro, vou dar meus palpites pra cada uma. Quem encarar que faça o mesmo. 

1) Amauri jogará mesmo pela seleção italiana ou Dunga, na hora H, não vai permitir, convocando-o para  a seleção brasileira para enfrentar justamente a Itália, no dia 11 de fevereiro?
Pelo jeito, Dunga tremeu com a possibilidade de enfrentar Amauri e levar cacetadas e mais cacetadas se o atacante viesse a marcar pela Azzurra contra o Brasil. Agora, parece, a convocação será para a seleção Brasileira (aliás, Dunga, precisava o Júlio César te avisar sobre as qualidades do Amauri?!). Resta saber o quanto ele jogará. Tenho dúvidas sobre o que seria melhor para o atacante…
 
2) Adriano terá a enésima chance de voltar à Inter? Ou será que Mourinho e, principalmente, Moratti terão enfim chegado ao limite?
Meu bom senso não me permite acreditar que a Inter dará outra chance a ele. Aposto numa saída já em janeiro…

3) A Inter, hoje líder com seis pontos de vantagem no Italiano, continuará sobrando rumo ao tetracampeonato?
Sobrando, não. Essa diferença, acho, ainda será reduzida em algum momento – e acredito mais no Milan do que na Juve como segunda força. No final das contas, porém, o título irá mesmo para a Inter, sabe-se lá com qual vantagem.

4) E a postura de Mourinho? O português irá enfim parar de brigar com a imprensa italiana? Dependerá dos resultados para isso?
Mourinho incorporou um personagem e não parece disposto a mudar. Se perder, mal-humorado, terá mais motivos para criticar tudo e todos no futebol italiano. Se ganhar, seu moral vai para as nuvens. E aí, com o ego (ainda mais) inflado, alguém acha mesmo que ele vai parar?

5) Ibrahimovic, Kaká ou Del Piero: qual deles será escolhido o melhor jogador do Italiano?
A história diz que o melhor do campeonato pertencerá sempre ao campeão, e até por isso coloquei apenas os três como candidatos. Seguindo a mesma lógica, portanto, fico com Ibra. De novo.

6) Os garotos da Juventus, Marchisio, De Ceglie e Giovinco, seguirão em alta até o fim do campeonato?
Nessa “alta” atual sim: os três já mostraram que sabem jogar, embora nenhum deles tenha tido a regularidade necessária para ser mantido como titular indiscutível. O problema é que se a Juve seguir na Liga dos Campeões essa regularidade pode ser imprescindível.

7) Beckham será só um (eficiente) garoto-propaganda no Milan ou terá importância em campo? E, se tiver, tem chances de ficar?
Beckham será útil nesses poucos jogos que fará pelo dilacerado meio-campo milanista. Mas não o suficiente para que o Milan cogite uma loucura (financeiramente falando) a ponto de tirá-lo do Galaxy já. Sua passagem, no fim das contas, terá sido útil tanto do ponto de vista do marketing (mais) como do ponto de vista esportivo (menos). 

8) Como o Milan irá (se é que irá) resolver seus problemas defensivos sem Thiago Silva?
Sem a perspectiva da escalação do brasileiro e nem da volta de Nesta, a solução definitiva fica para 2009-10. O que não quer dizer que o Milan, com o meio-campo e ataque que tem, não possa dar trabalho no Italiano e, ainda mais fácil, conquistar a Uefa.

9) Como será o balanço final da primeira temporada de Pato e Ronaldinho no Milan?
Nem decepcionante, nem excpecional. Para ambos, algo entre uma nota 6,5 e 7. E ambos podem estourar em 2009-10.

10) A disputa entre Milan e Juventus para ver quem conta com mais ‘elenco’ no departamento médico continuará acirrada?
Não faço a menor idéia. Mas, sem Nesta e Gattuso, o Milan deve sentir mais as ausências. Até porque a Juve, entre os seus lesionados, tem o Zebina (maldade…).

11) E por falar em lesões, a de Totti durará quanto tempo? Era um mês, já virou dois. Quem dá mais?
Dois meses sem Totti já podem bastar para tirar a Roma da Liga dos Campeões. O fato, triste, é que Totti, o melhor jogador de futebol italiano hoje, não consegue mais passar dois meses seguidos jogando futebol.

12) Para compensar a tristeza romanista, Menez vai mesmo deslanchar, como ameaçou neste fim de ano? E Brighi continuará jogando tudo o que ninguém achou que jogasse?
Menez já mostrou ser bem mais que aquele jogador bizarro do começo de temporada. E a “ex-surpresa” Brighi, acho, até veio para ficar, dentro das suas limitações. Mas nada disso basta para compensar a possível ausência de Totti. Sem ele, a Roma não vai.

13) Napoli, Lazio e Genoa vão mesmo dar trabalho na briga por uma das quatro vagas na Liga?
Não. Se a Roma ficar mesmo fora dessa disputa, a Fiorentina já pode comemorar: a quarta vaga na Liga é sua. E, pra ousar ainda mais: o Napoli vai para a Uefa.

14) Quem será o artilheiro do Italiano: Ibrahimovic, Amauri ou nda?
Ibra.

15) Quem vai cair?
Sem surpresas: Chievo, Reggina e Lecce. Se um deles não cair, o Siena vai.

16) Cannavaro, Toni, Rossi, Grosso, Oddo, Dossena… Quem será (se é que haverá) o destaque italiano fora da Itália na temporada?
O tempo passa, o tempo voa, as críticas vêm e eu sigo sempre com Luca Toni.

17) Cassano chegará a ser convocado por Marcelo Lippi em 2009 para ter alguma esperança de ir à Copa de 2010?
Não é minha vontade. Mas Cassano está fora da Copa, desde já.

18) A boa dupla Gilardino e Mutu, da Fiorentina, continuará fazendo mais sucesso que a boa dupla Di Natale e Quagliarela, da Udinese?
Em seus clubes, sim. Se não brigarem por vaidade (afinal, quem é a estrela do time?), Gila e Mutu vão longe. Até porque, o que quer a Udinese? Mas é bom lembrar que a dupla Di Natale e Quagliarela, com Amauri descartado e Toni em baixa na Azzuurra, poderá mostrar serviço também na seleção.

19) Quem será o melhor e o pior brasileiro ao fim do Italiano 2008-09?
Os melhores, Kaká e Maicon. O pior, Adriano, mesmo saindo agora.

20) Onde vão parar, se é que vão parar, os italianos na Liga dos Campeões?
A Inter vai pagar a bobeada na primeira fase e cai já nas oitavas, contra o Manchester. A Roma, com Totti, passa do Arsenal. E a Juve, surpresa, elimina o Chelsea! Depois disso, sem saber o que o sorteio reserva, dar qualquer palpite já seria abusar da sorte, né?

E aí? Não quer deixar também as suas previsões?

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008 azzurra, jogadores | 17:01

Amauri joga nas duas

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Quando vi a notícia de que Amauri, da Juventus, disse à Radio Jovem Pan não saber de onde vêm os comentários sobre suas chances de jogar na seleção italiana, confesso que estranhei. Afinal, recentemente ouvi o próprio atacante falar orgulhoso dessa possibilidade, em entrevista à RAI.

Hoje, contudo, ele abusou. Duas entrevistas para dois veículos: um do Brasil, a rádio Jovem Pan, outro da Italia, a Sky Sport 1. Compare-as:

À Rádio Jovem Pan, do Brasil:
“Estão falando no jornal que chegou meu passaporte, que eu vou jogar aqui, que vou jogar lá. Mas não tem nada definido. Não sei o porquê desses comentários. São vozes sem fundamento, não sei o porquê dessas vozes. São coisas que os jornais escrevem só para dar noticia. Sou brasileiro. Quando chegar minha oportunidade na seleção brasileira, com certeza o meu sonho se realizará”, disse.
(Para ler a nota completa, no iG Esporte, clique aqui)

À Sky Sport 1, da Itália:
“Estou orgulhoso e muito honrado de saber que todos os torcedores italianos torcem por mim, para que possa chegar o meu passaporte e para que eu possa vestir a camisa da Itália. Vocês não podem imaginar, para mim é um orgulho imenso”, disse. E completou, ao comentar a chance de jogar pela Azzurra: “Não se sabe, o destino nos reserva as mais belas surpresas. É possível, como também não é, veremos”.
(Para ler a notícia em italiano, no Yahoo Italia, clique aqui)

Nas entrelinhas, acho que até dá pra pegar que a preferência do atacante é mesmo pelo Brasil — como, aliás, ele havia afirmado há algum tempo. Mas, convenhamos, não fica bem dar duas entrevistas tão distintas (não chegam a ser opostas…) sobre o mesmo tema no mesmo dia. Até porque é ignorar demais o poder da internet e da globalização da informação nos dias de hoje.

Não seria melhor se calar sobre o assunto? Acho até que ele sacou isso, tardiamente, porque na entrevista à Sky disse que só pretende voltar a falar do tema em 2009. Quando, se convocado por Dunga e por Lippi ao mesmo tempo, terá triunfado.

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