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segunda-feira, 10 de agosto de 2009 inter | 16:54

As supercopas

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Com um poquinho de atraso, porque o fim de semana foi de descanso absoluto, vamos às Supercopas de Itália e Inglaterra (que, afinal, também teve sua pitada italiana). Enfim, o futebol voltou!

 
Certo, a Lazio venceu a Inter por 2 x 1 na final da Supercopa, no sábado. Se olharmos para frente, porém, a Lazio pode até comemorar, mas não tem muitos motivos para se empolgar. Assim como a Inter pode até lamentar, mas parece ter motivos para comemorar.

A começar pela boa partida dos “estreantes” (digo em jogos que contam) Lúcio, Eto’o e Milito. Os três foram muito bem e só não saíram do gramado campeões porque, realmente, o destino conspirou contra. “Com essa sorte, a Lazio é candidata ao scudetto”, afirmou, irônico e com alguma razão, José Mourinho após o jogo.

Já Thiago Motta não foi bem. Ficou evidente que não está acostumado a jogar mais aberto, em linha com outros dois meio-campistas. Só que isso pode ser resolvido em breve se a Inter conseguir mesmo contratar um meia para jogar ao lado de Stankovic — nesse caso, Motta e Cambiasso jogariam como uma “clássica dupla de volantes”, se ém que isso existe.

Diante do que parece ser uma ótima dupla de ataque, formada por Milito e Eto’o, as opções de Balotelli e do recém-contratado Arnautovic têm tudo para ser isso mesmo: opções. Com a chegada de um bom meia, a Inter pode passar a jogar num tradicionalíssimo 4-4-2, daqueles sem muitas invenções e nem numerinnhos no meio.

Lembram dele? Se o tal meia não vier, a opção de Eto’o aberto de uma lado, Balotelli ou Arnautovic do outro e Milito centralizado continua sendo a melhor opção. 

Pode ser precipitado (e é) falar isso de um time que conquistou os últimos quatro campeonatos italianos e que perdeu sua principal estrela dos últimos anos. Mas minha impressão é que esta Inter pode ser ainda melhor que as anteriores.

Enquanto isso, em Londres
E o fim de semana, pelo menos em termos de resultados, não foi mesmo de José Mourinho. Eu pagaria para ver o técnico português assistindo (e estou, certo, torcendo contra) o ‘seu’ Chelsea na final da Supercopa da Inglaterra contra o Manchester.

Desde que chegou à Itália, Mourinho deixou claro (à sua maneira) o respeito que tem pelo trabalho de Carlo Ancelotti. Quando o italiano desembarcou na Inglaterra, o português quis deixar claro que, mesmo que Carleto venha a ganhar um título relevante com o Chelsea, o fará depois de um tempo muito menor de jejum — disse que seu feito, portanto, seria menos relevante do que o do próprio Mourinho.

Rixa besta, provocação sem sentido.

Ancelotti levantou sua primeira (e pouco relevante, é verdade) taça na Inglaterra com o Chelsea. Mas venceu o Manchester depois de um grande confronto, no domingo. Já se livrou, pelo menos, de ser estigmatizado, a exemplo do que ocorreu com Felipão, como um técnico que não ganha clássicos.

Depois das finais das duas Supercopas, Mourinho teve uma boa e uma má notícia em relação ao resto da temporada. A boa é que a Inter promete. A má é que o Chelsea de seu ‘rival’ Ancelotti também.

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quarta-feira, 4 de março de 2009 azzurra, campeonato italiano, copa da itália, inter, jogadores, milan, roma, vídeos | 17:30

Um pouco de tudo

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Faltei ontem, então vamos dar uma passada rapidinha em tudo hoje.

* Começando pelo inacreditável monólogo de José Mourinho, cujo vídeo reproduzo abaixo. Não vou, ainda, entrar no mérito das questões — acho que ele tem algumas, não todas, razões. Mas Mourinho, desde que chegou à Itália, tem feito o futebol italiano parar para pensar sobre si (se pudessem começar pelo fim da “moviola”, a insuportável e interminável série de replays de lances polêmicos com os quais os programas de TV tomam 40% de seu tempo, já seria uma boa). Aliás, sua frase “il mondo del calcio, che non è il mio” deixa claro o quanto Mourinho não gosta mesmo do que cerca o futebol italiano. E o fato de dizer isso, sem meias palavras, não deixa de ser um mérito. É justamente o que faz o calcio parar para pensar — tenho lido, na imprensa italiana, debates interessantes sobre temas lançados pela fúria de Mourinho.

* Diante das dúvidas sobre as condições físicas de Totti (só pra variar), a Roma só não deve ter uma dúvida: a de não escalá-lo no Campeonato Italiano e poupá-lo para o jogo contra o Arsenal. O jogo que, quem sabe, poderia colaborar para num futuro improvável tirar a razão de Mourinho ao afirmar (também no vídeo acima) que a Roma terminará a temporada com “zero título”. Sonhar não custa nada. E a Roma, contra a Inter, mostrou que também pode jogar bem sem Totti.

* Por mais que me esforce, não consigo entender o que teria levado Ancelotti a dar as declarações de que Beckham é melhor do que Kaká (confesso não ter lido na Itália, e certas vezes as traduções…). Mas suponhamos que foi isso mesmo. Qual seria a intenção? Afagar o inglês para que ele fique no time? Irritar o brasileiro para que ele force a ida ao Real e ajude Berlusconi a economizar? Ou seria apenas sinceridade? Nada faz muito sentido.

* Faz mais sentido a boa resposta de Bruce Arena, técnico do Los Angeles Galaxy, ao comentar as declarações de Beckham, segundo o qual “o Milan tem jogadores extraordinários, é um dos times mais fortes do mundo e tem um dos melhores técnicos”. O comentário do norte-americano: “É óbvio que é assim. Se não fosse, com aquilo que gasta, o Milan seria um dos clubes mais estúpidos do mundo”. É boa, vai…

* A mulher de Amauri é, enfim, cidadã italiana. Agora sabereremos se ele também quer ser. O que, vale lembrar, não tem nada a ver com saber se ele vai querer ou não jogar pela Azzurra. Isso só saberemos, talvez, daqui a seis meses. Quando Amauri deve receber sua cidadania, se a pedir.

* Ainda não havia sido divulgado, quando escrevi o post anterior, que tinham sido manifestações racistas a fazer com que Balotelli mandasse a torcida da Roma calar a boca depois de marcar o gol no domingo. Se foi mesmo assim, mudo de opinião: fez bem o garoto. Manifestações estúpidas desse gênero não podem ficar sem resposta.

* Ontem a Lazio bateu a Juve por 2 x 1, em Roma, na semifinal da Copa da Itália. Agora, enquanto escrevo, a Sampdoria vai derrotando a Inter por 3 x 0, ainda no primeiro tempo, com gols de Cassano e Pazzini (2). A dupla que já havia marcado na vitória sobre o Milan e que muita gente pede na seleção italiana. Pelo jeito, o lobby só tende a crescer…

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terça-feira, 11 de novembro de 2008 imprensa, jogadores, milan | 11:45

Coluna no jornal Placar

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Antes de um novo post, reproduzo aqui minha coluna no novo Jornal Placar desta terça-feira, sobre Ronaldinho Gaúcho. As colunas, pelo menos nesse período experimental do jornal, sairão sempre às terças-feiras, sempre falando de futebol italiano. E serão reproduzidas no blog.

A BALADA DE RONALDINHO

“Ronaldinho tem um talento único. Nunca vi um jogador como ele e não me lembro de um estrangeiro ter se adaptado tão bem em tão pouco tempo à Itália”. A frase foi dita pelo técnico do Milan, Carlo Ancelotti, depois que o brasileiro marcou o gol do time no empate por 1 x 1 com o Lecce  — seu quinto no Italiano. O mesmo Ancelotti já tinha dito que Ronaldinho podia sair das baladas milanesas na hora em que bem entendesse, contanto que chegasse aos treinos pontualmente. E que jogasse bem, claro. “Ele saiu às 4h? Tão cedo? Podia ter ficado até às 5h. Não devia estar divertido…”, ironizou a um jornalista. A imprensa italiana também já se rendeu. O Milan cogita aumentar seu salário — que passaria de 6,5 a 8 milhões de euros por ano.

Tudo faz sentido. Até porque Ronaldinho, ao trocar a Espanha pela Itália, tem calado quem achava que ele penaria mais em um futebol mais duro (ok, confesso, estou nessa turma…). Mas, convenhamos, Ronaldinho mudou: procure nos VTs de seus jogos pelo Milan uma firula no meio-campo. Será difícil achar. Depois, busque chutes de longe como o que decidiu o último jogo na Copa da Uefa. Você verá bem mais do que via em seus jogos pelo Barcelona. É um reflexo da mudança.

À parte sua inquestionável qualidade, Ronaldinho vem tendo o mérito de saber fazer aquilo que dá resultado no calcio. Que é, basicamente, colaborar para um placar positivo no fim do jogo e não para a edição de melhores momentos do vídeo institucional da Série A. Se continuar assim, e só nesse caso, Ancelotti continuará não vendo mal nas suas baladas. 

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008 campeonato italiano, inter, milan, técnicos, vídeos | 13:02

Rescaldo do derby de Milão

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Hoje não vou falar da rodada completa do Italiano, só do derby Milan 1 x 0 Inter, que, afinal, foi provavelmente o confronto entre os dois principais candidatos ao título (os torcedores da Juve que me perdoem). Então vamos lá, algumas notas a respeito do clássico de Milão:

* Eu poderia falar aqui sobre a importância do gol de Ronaldinho num jogo como esse. Mas não é preciso: alguém se lembra de ver o Gaúcho comemorando um gol com tamanha euforia, quase alucinado, como a gente vê no vídeo abaixo? Eu, por mais que me esforce, lembro-me no máximo daquele bom e velho “hang-loose” com um sorrisão no rosto. Não mais.

* Em contrapartida, se eu fosse milanista, ficaria profundamente irritado com a reação do Pato na hora em que Ronaldinho marca. Se o garoto acha que já está na fase de só ficar feliz quando é o autor do gol (na verdade, não aguento isso nem em veteranos), poderia pelo menos disfarçar.

* Ronaldinho foi badaladíssimo, claro. Kaká, de novo, jogou muito e continuará sendo o craque da equipe na temporada. Mas o jogador eleito pela imprensa italiana como o melhor da partida foi o holandês Seedorf, atuando em “nova posição”, a posição do machucado Pirlo.

* Eu queria muito colocar aqui o vídeo do Gattuso discutindo (uma discussão do bem, sem dúvida) com o Ancelotti no meio do jogo. Mas não achei o vídeo no Youtube. Se alguém achar, por favor, coloque o link aqui embaixo. Agradeço ao Gilson, que enviou para cá o link.

* Após a derrota, Mourinho deu uma entrevista ao vivo para o Domenica Sportiva, da RAI. Não se abalou com a presença do presidente da Lazio, Claudio Lotito, e soltou, sem a média e hipocrisia com a qual estamos acostumados a ouvir em entrevistas no Brasil (e na Itália também):

“Parabéns aos times que estão na frente, mas sinceramente eu não os vejo com potencial de ganhar o scudetto. Tenho que me preocupar com Milan, Juve, Roma e, talvez, a Fiorentina. E fico feliz de estar à frente deles”.

O presidente da Lazio enfezou-se, começou um discurso (um pouco chato) sobre o poder do dinheiro no futebol, falou que “investimento não é tudo”, ao que Mourinho respondeu: “Se a Lazio for campeã, serei o primeiro a cumprimentar o presidente. Mas acho difícil”.

Pouco antes, Fulvio Collovati, ex-jogador da Juve, fez a Mourinho uma pergunta sobre as condições físicas do time da Inter acrescentando aquelas frases do tipo “a torcida da Inter ficou decepcionada…”. Mourinho também não perdoou: “Primeiro, queria parabenizá-lo por em tão pouco tempo ter conseguido ouvir a torcida da Inter. Porque eu, o que vi, foi nossa torcida nos aplaudindo no fim do jogo”. E seguiu-se outra discussão ríspida.

Mas Mourinho, não me entendam mal, está longe de ser um Emerson Leão. Ele é educado, mas, no meu ponto de vista, retruca quando tem que retrucar.

* A única coisa com a qual não concordo é a choradeira da Inter por causa da arbitragem. Porque:

1) Se Kaká estava impedido na hora do gol, foi por milímetros, e a orientação da Fifa é “na dúvida pró-ataque”;
2) Se o choro é por causa da “cotovelada” e suposto pênalti de Flamini em Adriano, é bom lembrar que Materazzi acertou uma igualzinha sobre Kaká no primeiro tempo. Seriam, portanto, dois pênaltis, um pra cada lado (e o do Milan, antes)
3) Contestar a expulsão de Burdisso, depois daquela falta bizonha sobre Kaká, parece piada. Pode-se, no máximo, contestar o primeiro amarelo. Mas seria muito choro para pouca coisa.
4) E, por fim, é demais Materazzi conseguir ser expulso, no banco de reservas, por reclamar de um lance faltoso que ele também havia cometido, igualzinho, no primeiro tempo. Reclamar dessa expulsão, também não dá.

* A Inter pode até dizer que jogou o suficiente para empatar, mesmo com um a menos. Isso é aceitável. Mas culpar o árbitro, como fez Ibrahimovic, jamais.

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terça-feira, 4 de março de 2008 liga dos campeões, milan, Sem categoria | 18:37

e foi-se o milan. o do povo

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Kaká caiu: aquele esquemão “deixa que ele decide” era bem melhor… (Reuters)

O Milan levou um banho do ótimo Arsenal, perdeu por 2 x 0 e está fora da Liga dos Campeões. Para mim, tudo previsível, desde que Ancelotti anunciou que Inzaghi seria o substituto do machucado Seedorf. E não estou falando agora, podem ver abaixo, no texto postado pouco antes da partida.

Meu querido Alberto Helena Jr., ferrenho defensor do futebol prafrentex, vai querer me matar. Mas quem mandou Ancelotti ceder às pressões de quem prega a escalação de dois atacantes, além de Kaká? Inzaghi foi peça nula em campo, como já era de se esperar, enquanto os ingleses deitavam e rolavam no meio-campo.

Se ainda Inzaghi fosse um jogador imprevisível, daqueles que a qualquer hora podem tirar da cartola um coelho, vá lá. Mas não era o caso. Inzaghi não é Ronaldo, por exemplo.

Para não entrar no mérito técnico (até porque já classifiquei Inzaghi como “o grosso que satisfaz”), faço a seguinte pergunta: taticamente, quem desempenha funções mais parecidas com as de Seedorf? Inzaghi ou Emerson? Sei o quanto o segundo é contestado no Brasil, mas aqui não, violão.

Acho improvável que Ancelotti, um técnico que (no mínimo) sabe o que faz, não tenha percebido o problema durante o jogo. Teria sido óbvio corrigi-lo durante a partida, e estou quase certo que ele pensou nisso. Mas pensou também nas consequências que sofreria se fizesse essa alteração “absurda” precisando ganhar o jogo em casa.

E assim Ancelotti fez o mais óbvio, mantendo a escalação “do povo” e colocando Gilardino no lugar de Inzaghi. E o Milan, com justiça, está fora. Mas é bom lembrar: jogando com o “time de Berlusconi”. Que é o mesmo da maior parte da imprensa brasileira especialista no tema, aliás.

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domingo, 10 de fevereiro de 2008 fotos, milan, Sem categoria | 15:17

milan, um time-modelo

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Home do site do Milan, instantes após a vitória sobre o Siena

Ingênuo, eu. Encerrado o jogo do Milan contra o Siena, corri para o site do clube para dar uma olhada na home. Imaginei, vejam só, que o garoto Paloschi, responsável pela vitória, pudesse estar destacado – não é sempre que um garoto de 18 anos estréia no Campeonato Italiano marcando um golaço logo em seu primeiro toque na bola.

Que nada. Dei de cara com o Pato, que, machucado, nem havia jogado. E sem camisa – ou quase. Cliquei para ver do que se tratava, embora o nome da grife “Dolce Gabbana” já me desse indicação do que viria pela frente… fotos de um calendário estiloso, com os jogadores e até o técnico Carlo Ancelotti (ou seria o Alec Baldwin?) pagando de modelões.

Tá quase todo mundo lá: tem o Emerson, o Cafu e o Serginho numa banheira, tem jogadores que agora computam mais minutos como modelos do que em campo pelo Milan (caso de Fiori, Ibrahim Ba e Gourcuff), tem o Pato juvenil, com aparelho para os dentes, e sex symbol, exibindo a pança (uma amiga queria que eu escrevesse “tanquinho”, imaginem).

Como este blog foi recentemente criticado por algumas moças por causa dos posts dos dias 1 e 4 de fevereiro, chegou a hora da vingança feminina. Abaixo, uma pequena amostra do calendário. Agora, quem quiser ver tudo que visite o site da Dolce Gabbana, tá? É só clicar aqui.


Sim, são eles: Gattuso, Ancelotti, Oddo, Dida, Gilardino e Emerson

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