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sexta-feira, 26 de março de 2010 inter, jogadores, vídeos | 10:22

Os pés e a cabeça

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Por suas boas atuações, há algumas semanas, o atacante Mario Balotelli (leia post do tempo em que ele ainda era desconhecido) tinha virado o novo eleito da imprensa italiana para atazanar o técnico da seleção, Marcelo Lippi — na Itália, haverá sempre um eleito para tal função antes das Copas.

Pois Balotelli tratou de resolver o “problema” de Lippi em menos de 15 dias. No dia 14 deste mês, brigou e ofendeu técnico e colegas da Internazionale durante um treino. Foi assim excluído do jogo seguinte, contra o Palermo. A condição para que voltasse era um pedido de desculpas ao grupo. “Depende só dele. O esperamos de braços abertos”, disse o zagueiro Marco Materazzi. Mas nada. Balotelli não se desculpou e continuou fora na vitória por 1 x 0 sobre o Chelsea.

Talvez por estar desocupado, Balotelli resolveu então conceder, em um bar, entrevista ao Striscia La Notizia, uma espécie de CQC italiano. Lembrando recente declaração do jogador, que afirmara (acreditem) ser torcedor do arquirrival Milan, os cômicos/jornalistas lhe presentearam com uma camisa do time rubro-negro. Diante das câmeras, claro, Balotelli não a vestiu – preferiu apoiá-la sobre o corpo e dizer que fazia questão de ficar com o presente.

Porém, com ingenuidade surpreendente até mesmo para seus poucos 19 anos, acabou por vesti-la quando as câmeras estavam desligadas. Supostamente: em atitude condenável, uma câmera escondida (mas, nos tempos atuais, bem poderia ser um celular qualquer) ainda registrava seus atos.

A imagem de Balotelli, atacante da Internazionale vestindo a camisa do Milan, correu o mundo. Massimo Moratti e José Mourinho, presidente e técnico da Inter, ficaram irritadíssimos. E Balotelli seguiu fora do time na vitória sobre o Livorno, na quarta-feira.

O episódio, somado a outras declarações desastradas e atitudes impensadas de Balotelli, já o põe como forte candidato a entrar na categoria de Antonio Cassano, um outro jogador que há pouco era o “escolhido da imprensa para atazanar Lippi”. A categoria dos jogadores que foram muito menos do que poderiam ter sido.

Veja o vídeo do programa:

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010 campeonato italiano, inter, roma | 11:40

Arbitragem: lá como cá

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Collina, hoje, comanda a arbitragem na Itália

Collina, hoje, comanda a arbitragem na Itália

A escola de arbitragem italiana é talvez a melhor e mais tradicional do mundo. Mas está em crise. E, na Itália, os erros de árbitros ganham eco desproporcional, tanta é a obsessão dos programas de TV do país com a “moviola” — como são conhecidos por lá os replays de lances polêmicos.  A crise atual, aliada à desconfiança suscitada com os comprovados casos de manipulação de alguns anos atrás, levou os responsáveis pelo calcio a cogitar uma inovação no sistema de arbitragem italiano: o sorteio de árbitros antes dos jogos. Os sorteios, para quem não sabe, já ocorrem no Brasil. E há quem defenda sua extinção com a (boa) argumentação de que, dessa forma, pode-se ter o melhor árbitro do país apitando um Bambala x Arimatéia, enquanto um clássico decisivo pode ficar sob o comando de um ilustre desconhecido. Mesmo no caso do sorteio dirigido, como no Brasileirão, há um problema: escolhe-se três bons árbitros como candidatos para um bom jogo e, dessa forma, dois deles ficarão de fora da rodada. Parece claro, portanto, que o problema da arbitragem no futebol não está na forma como se definem os árbitros de cada jogo, mas em sua natureza. Errar faz parte da arbitragem mais do que faz parte de outras atividades. E só deixará de fazer parte quando algumas pessoas se convencerem que o futebol não é legal porque os árbitros erram. Nesse dia, enfim, a tecnologia será aceita pela Fifa.

Rei da marra
O jovem Mario Balotelli, da Inter, é imbatível no quesito marra. Na quarta, questionado sobre o motivo de não ter comemorado o gol marcado no empate por 1 x 1 com o Parma, respondeu: “Vou comemorar quando marcar numa final de Copa, ok?”.

Sinal amarelo
Depois de um ótimo início de temporada, Totti, com problema no joelho, voltou a alternar uma presença e algumas ausências nos jogos da Roma. Dessa forma, sua vaga na Copa — que ele mesmo atrela a boas condições físicas — parece mais longe.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 milan | 09:51

Ronaldinho, um esquerdista

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ronaldinhoHá cerca de seis meses, após ter sido ‘flagrado’ em uma boate de Barcelona num dia de folga, Ronaldinho Gaúcho foi alvo de duras críticas. Recentemente, após outra das ótimas partidas que tem feito pelo Italiano, foi fotografado tocando e cantando pagode em um restaurante: exaltou-se, neste caso, a alegria e a ginga tupiniquim. São os resultados dos jogos, como sempre, contaminando as opiniões.

Há bem mais de seis meses, quando ainda comia a bola pelo Barcelona, era quase unanimidade que Ronaldinho nunca rendera na seleção o mesmo que na Espanha — e muitos atribuíam isso às diferentes funções táticas que ele assumia nos dois times. Hoje, após quatro meses seguidos de bom futebol, sua convocação é exigida com clamor que há tempos não se via — desde que Dunga fez tudo o que dele se pedia ao assumir a seleção.

Faz sentido querer Ronaldinho na Copa. Um sujeito como ele, jogando bem, não pode ficar de fora. Mas, também neste caso, é legal não esquecer o passado e não deixar-se contaminar pelos resultados. É preciso ver além. E lembrar que, ainda nesta temporada, neste mesmo Milan que hoje o badala, Ronaldinho foi bastante criticado: justamente quando atuava no miolo do campo, antes de ser deslocado para a esquerda.

Portanto, apesar da empolgação, é bom não ignorar o passado. Se for convocado para uma seleção sem tempo de testes e ajustes táticos, Ronaldinho deve jogar na mesma função que tem no Milan. E Robinho? Aí é com o Dunga…

Clássico 1
Para confirmar a Dunga sua boa fase, Ronaldinho terá que superar no aguardado derby contra a Inter, domingo, dois dos jogadores preferidos do técnico no grupo da seleção brasileira: Maicon, que será seu marcador em campo, além do goleiro Júlio César.

Clássico 2
Já no sábado, em Turim, a Roma enfim poderá ter Totti e Luca Toni juntos. E se a fase da rival Juventus não é das melhores, sua torcida terá o consolo de ver a estréia do recém-contratado Antonio Candreva: o meia, 22 anos, é a grande revelação da temporada.

“Eu voltei, agora pra ficar”.

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