Publicidade

Posts com a Tag coluna

quarta-feira, 29 de abril de 2009 campeonato italiano, copa da itália, inter, jogadores, roma | 17:36

Giro d’Italia

Compartilhe: Twitter

Ciao, ragazzi. Enfim, consegui voltar. Então vamos correr. Primeiro, com a coluna de ontem no jornal Placar, que também voltou. Falando de Inter (e um pouquinho de Milan e Marilungo, sabem quem é?).

reprodução Jornal Placar
reprodução Jornal Placar
 

Aí, pra dar uma passada corrida em outros (ou nos mesmos) temas, vale também dizer que:

* O Milan na verdade, talvez devesse ver com bons olhos o confronto que tem contra a Roma. Afinal, entre os adversários mais importantes que enfrentou no Italiano, o time da capital já tomou de 4 da Lazio, da Fiorentina, da Inter, da Juventus…

* A informação teve que ser limada por falta de espaço na coluna, mas vale lembrar que o tal do Marilungo foi eleito o melhor jogador do último torneio de Viareggio, uma espécie de “Copa SP” dos Italianos. É mais uma credencial para acreditar no moleque, tanto ou até mais do que os dois gols do domingo passado. 

* A final da Copa será entre Sampdoria e Lazio, dois times dos quais se esperava um pouco mais no Italiano. Ambos tem, portanto, a chance de salvar a temporada. E eu ganho a chance de provar que tinha alguma razão ao escolher a Samp para contar com um destaque especial no último Guia dos Europeus da Placar (houve quem me criticasse por isso). Na verdade, me perdoem a imodéstia, já provei ter alguma razão, porque era um único nome, o de Cassano, que justificava aquele espaço especial. E, não sei se vocês concordam, mas Cassano provou ser, neste campeonato, o melhor jogador italiano da atualidade. Escolhas de Lippi à parte.

* Diiiiiiiizem, como diria Avalone, que o Berlusconi está insistindo para Leonardo ser o próximo técnico do Milan. Dizem que ele quer porque quer! E não só no Milan, mas na Itália, quando Berlusconi quer porque quer…  vale lembrar, porém, que se Leonardo quiser assumir o Milan em breve, terá que contar com um “técnico oficial de fachada” (Tassotti?), porque na Itália só quem tem o “diploma” de treinador pode dirigir times na Série A. E Leonardo é apenas um recém-matriculado na ‘scuola para mister’.

* Ao que parece, pelas notícias que chegam da Itália, a Juve resolveu fechar logo a contratação de Diego, nem que para isso tenha que pagar os 25 milhões de euros que o Werder Bremen pede. Não sei se isso é indicação de alguma coisa, mas vale lembrar que Claudio Ranieri, o (hoje contestadíssimo) técnico da Juve, sempre foi um dos menos entusiastas da chegada do meia. Dizia ele que, para contar com Diego, o time teria que “mudar o jeito de jogar”. Então, pelo jeito, vai mudar. Resta saber que técnico definirá essa nova forma. Se o próprio Ranieri ou não…

ps. Não sei se foi uma provocação do pessoal da placar essa bandeirinha na coluna. Mas o Rogério Andrade, presidente do Thank God For Football, me deu uma boa explicação: trata-se de uma homenagem à Inter e sua camisa comemorativa… então tá.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 2 de dezembro de 2008 campeonato italiano | 16:47

Nossos marginais

Compartilhe: Twitter

Como de costume, a coluna desta terça-feira no jornal Placar:

Autor: Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008 jogadores, Sem categoria | 12:59

o ronaldo de ontem e de hoje

Compartilhe: Twitter

Leio hoje, no notíciário italiano, que entre as inúmeras manifestações de apoio que Ronaldo recebeu depois de se machucar contra o Livorno, uma foi de Massimo Moratti, o proprietário da Inter de Milão, fã e antigo amigo do Fenômeno. “Tenha força. Você vai vencer esta também” foi o teor do SMS que o dirigente enviou ao atacante “rival”, logo depois do triste episódio. “É terrível vê-lo passando pelo mesmo sofrimento que ele viveu conosco”, disse Moratti.

Lembrei-me, então, de uma coluna que traduzi para publicar na edição de março de 2007 da revista Placar, quando Ronaldo acabara de fechar contrato com o Milan. O texto, brilhante, foi escrito pelo jornalista Candido Cannavò, na Gazzetta dello Sport, e de tão bom vale ser relido. Vale também por uma série de outros motivos. Entre eles para a gente lembrar um pouco da conturbada história do jogador no Milan, para entender melhor a atitude do Moratti de hoje e, claro, para a gente não menosprezar a capacidade de recuperação desse verdadeiro fenômeno.

Do milagre ao Moratti duplamente traído

Verão da Copa de 2002. Cada gol que Ronaldo marcava no longínquo oriente era música celestial para meus ouvidos: acordes daquele auto da fé proclamado por Pelé quando, numa triste tarde, dois anos antes, nos debruçamos de uma cabine do San Siro: Ronie era um aleijado. Agora, Copa encerrada, Ronaldo oito gols, artilheiro do Brasil campeão. Pelé ao seu lado. Transmiti por todos os meios ao campeão ressuscitado, sobretudo pelas páginas da Gazzetta, os reflexos da alegria que eu sentia por ele. Encantava-me, afora o aspecto técnico, o valor moral daquela façanha que transpirava determinação, ciência e milagre.

Mas de Ronaldo, nenhum sinal. Um dos colegas que conhecem os bastidores da Inter me disse: “Ele quer sair”. Respondi: “Não acredito, talvez daqui a um ano, não agora.” Mantive minha opinião contra as evidências. Eu lembrava que Moratti, além de ter sido um pai para ele, numa atitude moralmente sublime, renovara seu contrato quando existia o risco de Ronaldo nunca mais jogar. Eu achava impensável tamanha traição após a cura. “Ha dois procuradores de Ronaldo em Milão para negociar com Moratti a transação para o Real Madrid”. Dois procuradores, dá para acreditar? Não Ronaldo em pessoa. Desabou repentinamente a ingênua imagem que eu idealizara do campeão, do homem que respeita os valores da vida. Ronaldo traía não apenas as pessoas, mas nossos sentimentos: tocava seus negócios e largava na Itália o rastro de seus males.

A Inter o salvou, o Brasil pôde desfruta-lo, o Real conquistou seu passe. Desembarcando em Madri, declarou ter alcançado seu paraíso. “Aqui estou realmente feliz”. Já vi coisas piores na vida, mas as modalidades desta traição me enojaram. Certo dia Moratti, mestre na arte de justificar seu próximo mesmo quando não existem justificativas, disse-me que eu exagerava falando em traição: Ronaldo não suportava Cuper e afinal fechara para a Inter um de seus poucos bons negócios, dado o preço pago pelo Real. Eu permaneci firme na minha opinião. Agora a ida de Ronaldo para o Milan acrescenta o escárnio à grosseria de quatro anos atrás: na cara do paternal Moratti, duas vezes traído.

Vou parar por aqui: dramatizando coisas do futebol a gente se arrisca a cair no ridículo. Aproveitemos o resto do espetáculo. E você, Ronie, põe o Milan na Copa dos Campeões, depois é certo que um emir você arranja.

Ronaldo até ajudou a colocar o Milan na Liga. Mas sua história com o time não representou nem uma pequena parte da que ele teve com a Inter. some-se a isso a notícia da ANSA publicada no post abaixo, a informação de que o Milan ainda não garantiu a renovação de seu contrato (ao contrário do que fizera a Inter em caso semelhante) e pode parecer improvável que Ronaldo volte a jogar pelo clube de Berlusconi. Mas, pelo menos para mim, não parece nem um pouco improvável que ele volte a jogar.

Autor: Tags: , ,