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Posts com a Tag derby

segunda-feira, 8 de novembro de 2010 campeonato italiano, roma | 11:34

E agora, Lazio?

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“Se vencermos o derby, poderemos realmente começar a pensar grande”, disse o técnico da Lazio, Edoardo Reja, pouco antes de sua equipe terminar derrotada por 2 a 0 pela Roma, no estádio Olímpico da capital italiana. Usar a frase do técnico para afirma que seu time não tem motivos para “pensar grande” seria exagero, até porque a Lazio segue na liderança do Campeonato Italiano, com dois pontos de vantagem sobre o vice-líder Milan.

Reja, porém, disse o que disse por saber do peso que o clássico costuma ter no desempenho dos dois times na Série A. Se a Lazio de Hernanes vier a cair de rendimento a partir de agora, não será a primeira vez que o derby terá servido como um divisor de águas na campanha dos times da capital. Em torneios recentes, por exemplo, a recuperação da Roma ocorreu justamente a partir de vitórias sobre seu maior rival.

Para um time que vinha sobrando no campeonato, a derrota contra a Roma não poderia ter vindo em momento pior. Resta aos laziales o consolo de que não há muito tempo para turbulências, já que a próxima rodada da Série A ocorre nesta quarta-feira, quando a Lazio enfrenta o frágil Cesena, vice-lanterna do Italiano.

Nunca, aliás, um confronto contra o Cesena foi tão importante: será este o jogo a determinar se a derrota para a Roma foi apenas um deslize. Ou se será um divisor de águas.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010 campeonato italiano, roma | 16:26

Era uma vez um banana

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"Banana, io"?

Não , não sou da turma dos que supervalorizam trabalhos de técnicos e suas linhas de 3, 4 ou 11. Mas, na última semana, o futebol italiano viu dois treinadores fazerem, de fato, a diferença.

José Mourinho foi determinante para que a Internazionale conseguisse anular Messi e Xavi e abrisse boa vantagem nas semifinais da Liga dos Campeões. Foi devidamente reconhecido pela imprensa europeia e brasileira. O mesmo não ocorreu com o romanista Claudio Ranieri, sobre o qual pesa o estigma de perdedor — só venceu uma Copa e uma Supercopa da Itália pela Fiorentina, além de uma Copa do Rei pelo Valencia — e, pior, de banana.

Pois o segundo adjetivo deve ser cortado da sua lista de características: substituir Totti e De Rossi no intervalo do derby, no qual sua Roma perdia por 1 x 0 para a Lazio, foi o ato mais corajoso de um técnico italiano nos últimos anos. Tivesse perdido a partida — e esteve perto disso antes de Julio Sergio defender um pênalti —, Ranieri teria sido massacrado por torcedores e jornalistas. Porque ainda que Totti e De Rossi, os melhores e mais emblemáticos jogadores da Roma, já tenham provado não ter condições psicológicas de jogar partidas decisivas quando a equipe sai perdendo, substituí-los é tarefa ingrata na capital italiana.

No primeiro tempo, quando ambos receberam cartão amarelo por lances estúpidos, eu apostava que ao menos um deles seria expulso no 2º tempo. Não foram, porque Ranieri não deixou que voltassem. A Roma virou o jogo e conquistou 3 pontos que podem ser essenciais para que o técnico conquiste o scudetto e deixe de lado a fama de perdedor. A de banana, definitivamente, ele já deixou.


Aproveito e publico também a coluna do Jornal Placar da semana passada, que deixei passar, por esquecimento. O tema, aliás, é relacionado.

O time e o craque

 

“Que coisa ridícula! Basta o cara tocar na bola que todo mundo fica louco”. A frase, dita pela minha namorada, escapou quando assistíamos ao jogo entre Roma x Torino no estádio Olímpico da capital italiana, no dia 31 de maio do ano passado. Seria inócuo tentar explicar a ela os motivos da idolatria da torcida da Roma por Francesco Totti, que naquele dia buscava marcar seu gol de número 200 com a camisa do time. O gol saiu, enfim, aos 38 do segundo tempo, de pênalti, o que levou aquele monte de camisas 10 espalhadas pelo estádio a um estado de êxtase incompreensível para uma torcida já sem objetivos no campeonato.

Francesco Totti já é para muitos na cidade — para a maioria, creio — o maior jogador da história da Roma, superando nomes como Bruno Conti e Falcão. Se vier a conquistar seu segundo scudetto neste ano, será incontestavelmente insuperável na história romanista. E aí há o perigo de cairmos na injustiça de atribuir majoritariamente ao seu capitão o eventual título romanista desta temporada — boa parte da imprensa italiana já deu pista que isso deve ocorrer ao destacá-lo em versão solo para simbolizar a liderança assumida na rodada passada. Não será justo: da incrível marca de 23 jogos invicta no Italiano, vale lembrar, a Roma não contou com Totti em 11. E este time, ajustado pelo sempre criticado (por mim, inclusive) Claudio Ranieri, já chegou onde chegou.

Totti é o melhor jogador da Itália hoje. Um dos melhores que vi jogar. Jogasse no Real Madrid ou no Milan, teria seu nome gravado com mais força na história. Mas não é porque a Roma não é o Real Madrid que o seu possível título deverá ser atribuído ao seu único craque. Até porque, como mostra o próprio Real, craques muitas vezes não dizem nada…

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domingo, 24 de janeiro de 2010 campeonato italiano, inter, milan | 20:00

Inter 2 x 0 Milan, cereja a escolher

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materazzi_berlusca
O interista Materazzi comemora vitória no derby com máscara de Silvio Berlusconi, dono do Milan (AFP)

Não me chamem de profeta do acontecido! Eu já dizia sexta-feira, no Bate-Bola da ESPN, que, com a ausência de Nesta na zaga do Milan, o ligeiro favoritismo que poderia se atribuir (por seu bom momento) à equipe de Leonardo no derby deste domingo passaria para o lado da Inter.

Não só porque os interistas jogavam com o apoio de sua torcida. Não apenas porque, sem Nesta, o Milan entraria em campo com uma defesa fraca – com Abate, Favalli e Antonini – diante de um ataque poderoso. Nem mesmo porque certo desinteresse que alguns atribuíam à Inter nos últimos jogos certamente não ocorreria no clássico.

Mas, principalmente, porque o time da Inter, comparados 11 contra 11, era hoje melhor que o do Milan – tivessem os rubro-negros  contado com Zambrotta, Nesta e Jankulovski em forma na defesa minha opinião talvez fosse outra.

Portanto, era de se esperar o que se viu no início deste ótimo clássico. Com um meio-campo interista inspirado e uma defesa milanista perdida, a Inter era melhor. Abriu o placar aos 10 minutos, com Milito. E não fosse a expulsão de Sneijder, aos 26 minutos – ainda é cedo, antes das leituras labiais, para julgá-la –, a impressão era de que o Milan não teria vez.

Mas Sneijder foi expulso, e o Milan teve vez. Dominou no início do segundo tempo. Atacou, mas, quando chegou lá, havia um Julio César (pra variar…) no meio do caminho. Ronaldinho? Não ia tão mal, tampouco ia bem. Como também era de se prever, teve bem mais dificuldades de passar por Maicon do que tivera, por exemplo, contra os defensores do Siena.

A dupla Pandev e Milito, em contra-ataques rápidos, levava perigo muito esporádico ao gol de Dida. Mas foi mesmo numa cobrança de falta, e não num contra-ataque, que Pandev foi presenteado com um gol pela ótima atuação deste domingo (e será que Dida não poderia ter chegado?).

Agora, com 9 pontos (e um jogo) a mais que o Milan, um placar agregado de 6 x 0 nos dois clássicos do torneio e o pentacampeonato italiano muito próximo, resta aos torcedores interistas escolher, entre três opções, a sua cereja no bolo, uma imagem para simbolizar a euforia ao fim deste excepcional clássico:

a) O pênalti (pra mim inexistente) cobrado por Ronaldinho Gaúcho e defendido por Júlio César, já nos acréscimos.

b) Os berros e gestos de José Mourinho, fazendo a torcida se levantar numa empolgação de fazer inveja, no final da partida.

c) O genial (pelo menos fora de campo) Materazzi, comemorando a vitória com a máscara de Silvio Berlusconi, dono do Milan.

Uma escolha dura, mas deliciosa, para os nerazzurri.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 milan | 09:51

Ronaldinho, um esquerdista

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ronaldinhoHá cerca de seis meses, após ter sido ‘flagrado’ em uma boate de Barcelona num dia de folga, Ronaldinho Gaúcho foi alvo de duras críticas. Recentemente, após outra das ótimas partidas que tem feito pelo Italiano, foi fotografado tocando e cantando pagode em um restaurante: exaltou-se, neste caso, a alegria e a ginga tupiniquim. São os resultados dos jogos, como sempre, contaminando as opiniões.

Há bem mais de seis meses, quando ainda comia a bola pelo Barcelona, era quase unanimidade que Ronaldinho nunca rendera na seleção o mesmo que na Espanha — e muitos atribuíam isso às diferentes funções táticas que ele assumia nos dois times. Hoje, após quatro meses seguidos de bom futebol, sua convocação é exigida com clamor que há tempos não se via — desde que Dunga fez tudo o que dele se pedia ao assumir a seleção.

Faz sentido querer Ronaldinho na Copa. Um sujeito como ele, jogando bem, não pode ficar de fora. Mas, também neste caso, é legal não esquecer o passado e não deixar-se contaminar pelos resultados. É preciso ver além. E lembrar que, ainda nesta temporada, neste mesmo Milan que hoje o badala, Ronaldinho foi bastante criticado: justamente quando atuava no miolo do campo, antes de ser deslocado para a esquerda.

Portanto, apesar da empolgação, é bom não ignorar o passado. Se for convocado para uma seleção sem tempo de testes e ajustes táticos, Ronaldinho deve jogar na mesma função que tem no Milan. E Robinho? Aí é com o Dunga…

Clássico 1
Para confirmar a Dunga sua boa fase, Ronaldinho terá que superar no aguardado derby contra a Inter, domingo, dois dos jogadores preferidos do técnico no grupo da seleção brasileira: Maicon, que será seu marcador em campo, além do goleiro Júlio César.

Clássico 2
Já no sábado, em Turim, a Roma enfim poderá ter Totti e Luca Toni juntos. E se a fase da rival Juventus não é das melhores, sua torcida terá o consolo de ver a estréia do recém-contratado Antonio Candreva: o meia, 22 anos, é a grande revelação da temporada.

“Eu voltei, agora pra ficar”.

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009 inter, jogadores, opinião | 01:06

Adriano, o erro e a punição

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Por Milton Trajano

O amigo Maurício Barros, ex-Placar e hoje na revista Runners, costuma dizer: não queiram consertar o mundo através do futebol. Sua argumentação é a de que, às vezes, exige-se no campo um tipo de reação que as pessoas não têm no dia-a-dia.

Talvez seja o caso da suspensão que a Federação Italiana pode (e provavelmente irá) aplicar a Adriano por ele ter marcado, com o braço, um dos gols da Inter na vitória sobre o Milan.

Se Adriano não teve a intenção de colocar a mão na bola – sobre o que tenho dúvidas – acho que a tese do Maurício se aplica. Por que será que daria, nesse caso, para exigir que Adriano chegasse ao árbitro e dissesse: “Olha, seu juiz, anula aí esse gol porque foi com a mão, tá? Foi mal.”?

Qual seria a reação dos torcedores da Inter? Isso não prejudicaria sua trajetória no clube, sua carreira, seu futuro? Não é muita hipocrisia exigir de um jogador uma atitude do gênero? Não sei, mas acho que é, no mínimo, para se discutir o tema antes de aplicar uma punição desse tipo.

No caso de Adriano ter tido a intenção de fazer o gol com a mão, acho que a tese cai. Aí sim, punir pode ter um efeito positivo. Porque, cada vez mais, jogadores pensarão duas vezes antes de bancar os espertalhões. E isso não será ruim para o futebol – não, eu não sou daqueles que acha que o futebol depende dos erros de arbitragem pra ser legal.

Para finalizar o tema (de minha parte, pelo menos), só espero que o árbitro não venha argumentar que viu o lance e o considerou regular (o que, aliás, absolveria Adriano). Porque a gente sabe: juiz nenhum consideraria aquele gol regular, fosse ele intencional ou não.

Quer rever o lance? Lá vai:

   

PS: Fiquei devendo algumas respostas e comentários, como a confirmação ou não da queda no acento do pôde (se a Josy diz que não caiu, não deve ter caído). Só que estou no Equador, sem tempo para muitas pesquisas. Então prometo “pagar as dívidas” até sexta-feira, combinado?

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009 campeonato italiano, inter, milan | 10:58

Um exemplo de injustiça

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Adriano
Adriano marcou de mão, mas nem só por isso o resultado do clássico milanês foi injusto

Você acha normal alguém responder à pergunta “o resultado foi justo?” com um “bom, como o time tal soube aproveitar as poucas chances que teve e foi mais competente nas finalizações, acho que sim”? Se acha, pode parar por aqui, nem leia este post.

Sempre me perguntei quando é que um resultado é injusto para alguém que analisa assim a tal da “justiça do resultado”. Só quando o juiz prejudica o time perdedor, imagino.

Pois bem: neste domingo, o juizão prejudicou bastante o Milan, validando (mais) um gol de mão de Adriano quando os rubro-negros eram bem melhores e mais perigosos no campo com mando da rival Inter, ainda no primeiro tempo.

Mas nem só por isso o derby milanês pode ser apontado como um exemplo de injustiça (e aqui façamos justiça à injustiça: é muito por causa dela que gostamos tanto de futebol).

No primeiro tempo, praticamente foi só o Milan a buscar o gol com jogadas trabalhadas e pressão constante. Resultado parcial, 2 x 0 Inter, com um gol de mão. No segundo tempo, os milanistas foram, de novo, melhores. Deram mais chances à Inter, claro, até porque tiveram que ir com mais sede ao ataque.

O Milan só não empatou porque Júlio César novamente esteve ótimo (justiça, ops, seja feita, Abbiati também foi muito bem em um contra-ataque de Adriano). E porque o trio de arbitragem, corretamente, não quis compensar o erro da primeira etapa fazendo vistas grossas ao impedimento de Inzaghi no golaço marcado após o lançamento de Pato, que marcara havia pouco o gol milanês.

Foi um grande jogo. E uma grande injustiça.

Injustiça que cresce ainda mais se levarmos em conta a atuação de Ronaldinho. Ao contrário do jogo do Brasil, quando o Gaúcho fez umas duas firulas ineficientes e pouco mais (mas saiu vitorioso), contra a Inter ele foi preciso e objetivo: acertou pelo menos seis ótimos passes que poderiam resultar em gols – mas só um terminou nas redes.

E Adriano? Ele foi, de certa forma, um dos protagonistas do jogo. Mas deve receber outra suspensão por ter enganado a arbitragem. Nem estou certo que, dessa vez, ele tenha tido a intenção de colocar a mão na bola. Sua opção, portanto, teria sido a de dizer ao árbitro que havia feito o gol de irregularmente. Seria pedir demais, não? Eu não sei. E assim, pelo menos nesse caso, não vou julgar se a possível (e provável) suspensão será justa ou não.

Afinal, não sou juiz, e hoje praticamente só falei de justiça.

PS: Só consegui ver o clássico da rodada do Italiano. Alguém pode me dizer o que houve com a Roma? Se Amauri jogou bem além de marcar no empate da Juve? E como o Genoa conseguiu deixar um 3 x 0, em casa, virar 3 x 3?

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009 jogadores, Sem categoria | 12:15

Kaká não joga, o lado bom

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Está confirmado que Kaká não jogará o clássico milanês contra a Inter, a principal partida da rodada deste final de semana do Campeonato Italiano. O fato, claro, é péssimo tanto para Kaká como para a torcida do Milan. Mas tem um lado bom para o meia-atacante.

Explico: fiquei surpreso quando, dois dias depois do anúncio do seu corte, justamente no dia de Brasil x Itália, o site do Corriere dello Sport estampou a manchete abaixo, informando que Kaká havia melhorado e que talvez pudesse jogar o clássico de domingo.

Na Itália, quem conhece o calcio sabe, é normal os departamentos médicos dos clubes “agravarem” o diagnóstico de certas lesões dos seus jogadores para que eles saltem um ou outro joguinho menos importante da seleção. E isso, a gente supõe, só deve acontecer com consentimento do atleta envolvido.

Kaká jamais deu indícios de não querer servir à seleção brasileira. Quando chegou a se falar disso, na Copa América de 2007, ele só não jogou porque precisava, de fato, passar por uma cirurgia. Dunga nunca pôde (vou usar esse acento que não existe mais, me perdoem) e não pode (entenderam por que usei o acento?) reclamar de Kaká.

Kaká sempre foi absolutamente dedicado à seleção. Não reclamou nem mesmo quando Dunga, no começo da sua gestão, o colocou no banco de reservas. No campo, ele recuperou a vaga de titular e, não só isso, acabou virando, de longe, o jogador mais importante do time.

Kaká sempre foi e continua sendo absolutamente honesto com a seleção, acho eu. Mas é a aquela velha história da mulher de César: às vezes não basta ser honesto, é preciso, também, parecer honesto. E nesse sentido, o fato de Kaká não jogar contra a Inter só ajuda…

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008 campeonato italiano, inter, milan, técnicos, vídeos | 13:02

Rescaldo do derby de Milão

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Hoje não vou falar da rodada completa do Italiano, só do derby Milan 1 x 0 Inter, que, afinal, foi provavelmente o confronto entre os dois principais candidatos ao título (os torcedores da Juve que me perdoem). Então vamos lá, algumas notas a respeito do clássico de Milão:

* Eu poderia falar aqui sobre a importância do gol de Ronaldinho num jogo como esse. Mas não é preciso: alguém se lembra de ver o Gaúcho comemorando um gol com tamanha euforia, quase alucinado, como a gente vê no vídeo abaixo? Eu, por mais que me esforce, lembro-me no máximo daquele bom e velho “hang-loose” com um sorrisão no rosto. Não mais.

* Em contrapartida, se eu fosse milanista, ficaria profundamente irritado com a reação do Pato na hora em que Ronaldinho marca. Se o garoto acha que já está na fase de só ficar feliz quando é o autor do gol (na verdade, não aguento isso nem em veteranos), poderia pelo menos disfarçar.

* Ronaldinho foi badaladíssimo, claro. Kaká, de novo, jogou muito e continuará sendo o craque da equipe na temporada. Mas o jogador eleito pela imprensa italiana como o melhor da partida foi o holandês Seedorf, atuando em “nova posição”, a posição do machucado Pirlo.

* Eu queria muito colocar aqui o vídeo do Gattuso discutindo (uma discussão do bem, sem dúvida) com o Ancelotti no meio do jogo. Mas não achei o vídeo no Youtube. Se alguém achar, por favor, coloque o link aqui embaixo. Agradeço ao Gilson, que enviou para cá o link.

* Após a derrota, Mourinho deu uma entrevista ao vivo para o Domenica Sportiva, da RAI. Não se abalou com a presença do presidente da Lazio, Claudio Lotito, e soltou, sem a média e hipocrisia com a qual estamos acostumados a ouvir em entrevistas no Brasil (e na Itália também):

“Parabéns aos times que estão na frente, mas sinceramente eu não os vejo com potencial de ganhar o scudetto. Tenho que me preocupar com Milan, Juve, Roma e, talvez, a Fiorentina. E fico feliz de estar à frente deles”.

O presidente da Lazio enfezou-se, começou um discurso (um pouco chato) sobre o poder do dinheiro no futebol, falou que “investimento não é tudo”, ao que Mourinho respondeu: “Se a Lazio for campeã, serei o primeiro a cumprimentar o presidente. Mas acho difícil”.

Pouco antes, Fulvio Collovati, ex-jogador da Juve, fez a Mourinho uma pergunta sobre as condições físicas do time da Inter acrescentando aquelas frases do tipo “a torcida da Inter ficou decepcionada…”. Mourinho também não perdoou: “Primeiro, queria parabenizá-lo por em tão pouco tempo ter conseguido ouvir a torcida da Inter. Porque eu, o que vi, foi nossa torcida nos aplaudindo no fim do jogo”. E seguiu-se outra discussão ríspida.

Mas Mourinho, não me entendam mal, está longe de ser um Emerson Leão. Ele é educado, mas, no meu ponto de vista, retruca quando tem que retrucar.

* A única coisa com a qual não concordo é a choradeira da Inter por causa da arbitragem. Porque:

1) Se Kaká estava impedido na hora do gol, foi por milímetros, e a orientação da Fifa é “na dúvida pró-ataque”;
2) Se o choro é por causa da “cotovelada” e suposto pênalti de Flamini em Adriano, é bom lembrar que Materazzi acertou uma igualzinha sobre Kaká no primeiro tempo. Seriam, portanto, dois pênaltis, um pra cada lado (e o do Milan, antes)
3) Contestar a expulsão de Burdisso, depois daquela falta bizonha sobre Kaká, parece piada. Pode-se, no máximo, contestar o primeiro amarelo. Mas seria muito choro para pouca coisa.
4) E, por fim, é demais Materazzi conseguir ser expulso, no banco de reservas, por reclamar de um lance faltoso que ele também havia cometido, igualzinho, no primeiro tempo. Reclamar dessa expulsão, também não dá.

* A Inter pode até dizer que jogou o suficiente para empatar, mesmo com um a menos. Isso é aceitável. Mas culpar o árbitro, como fez Ibrahimovic, jamais.

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quarta-feira, 19 de março de 2008 campeonato italiano, roma | 19:13

o post que seria, mas não foi

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A Lazio marca, e a Inter comemora

A teoria estava feita. o texto também. Mas o gol dos 3 x 2 da Lazio já nos acréscimos do segundo tempo fez a tese ir por água abaixo. Acho que não preciso reescrever. Porque basta a leitura do texto para entender porque a Roma perdeu tanto com o último gol do derby. Agora, a diferença para a Inter é de 7 pontos (na verdade, 8). E a Liga deve mesmo virar prioridade absoluta.

Abaixo, o post que “faleceu” com o gol de Behrami:

“OS 6 PONTOS E AS 9 RODADAS

Pela segunda vez seguida, vou ficar devendo: consegui ver bem pouco da rodada — mais precisamente só o segundo tempo de Lazio 2 x 2 Roma. E mais uma vez, se não for abuso, queria ouvir de vocês os comentários sobre os jogos.

Mas, dinâmica das partidas à parte, quero analisar a tabela, mesmo a diferença de pontos entre Inter e Roma tendo permanecido em seis. Alguém poderá dizer que os romanos, ao empatarem, perderam uma baita chance de encostar na Inter depois do empate dos milanistas com o Genoa por 1 x 1, na Liguria.

Será mesmo? A Roma jogou um clássico contra a Lazio e ter ficado os mesmo seis pontos atrás não foi nada mau. Até porque, vale lembrar, os romanos saem de uma série de três jogos duros (Napoli fora, mais Milan e Lazio) tendo dinimuído a desvantagem que tinham.

Dêem uma espiada abaixo nos jogos que faltam para Roma e Inter e digam se não concordam. Agora, a sequência de partidas da Roma é indiscutivelmente mais fácil.

Apesar de seis pontos ainda serem muitos e de uma ressalva, que sempre vale a pena fazer: a diferença “real” entre Inter e Roma é de 7 pontos, já que o time de Totti perde para o de Ibrahimovic no primeiro critério de desempate, que é o confronto direto. Assim, para ser campeã, a Roma terá obrigatoriamente que superar a Inter na pontuação final. Aconteça o que acontecer, em hipótese alguma o empate lhe bastará.

OS 18 JOGOS QUE DECIDIRÃO O ITALIANO:

INTER: Juventus (c), Lazio (f), Atalanta (f), Fiorentina (c), Torino (f), Cagliari (c), Milan (f), Siena (c), Parma (f);

ROMA: Empoli (c), Cagliari (f), Genoa (c), Udinese (f), Livorno (c), Torino (c), Sampdoria (f), Atalanta (c), Catania (f)

PS: Se a briga pelo scudetto, eu acho, ficou mais emocionante. A outra, pela vaga na Liga, pode ter esfriado bastante. Não pelos resultados, já que tanto a Fiorentina como o Milan perderam e continuam respectivamente com 50 e 46 pontos. É que a lesão de Kaká, que deixou o campo machucado com apenas 10 minutos nos 1 x 2 contra a Samp, pode ser determinante. Os exames dirão.”

Todos os resultados da rodada: Milan 1 x 2 Sampdoria, Cagliari 1 x 0 Atalanta, Catania 0 x 0 Siena, Empoli 0 x 0 Juventus, Genoa 1 x 1 Inter, Livorno 1 x 1 Reggina, Napoli 2 x 0 Fiorentina, Parma 2 x 1 Palermo, Torino 0 x 1 Udinese, Lazio 3 x 2 Roma.

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domingo, 23 de dezembro de 2007 inter, milan | 16:32

Dida, o papai noel interista

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A cara de Dida é por uma pancada sofrida. Mas podia ser pela atuação
que teve no clássico deste domingo

Eram 20 minutos do segundo, pouco depois do segundo gol da Inter na virada por 2 x 1 sobre o Milan, a torcida interista, absoluta maioria no estádio Giuseppe Meazza, elegeu seu herói no derby: “Dida, Dida, Dida!”, gritavam, ironicamente. Dida tomara um peruzaço no gol de Cambiasso. E, eu e o Alberto Helena achamos, falhou também no primeiro, de Cruz.

Fim de jogo, Inter ainda invicta, outra vitória assegurada, e a equipe da RAI Internacional decreta: “Escolhemos Dida como o ‘babbo natale’ da última rodada do ano”. O goleiro brasileiro já passou por diversos momentos de crise no Milan, mas arrisco dizer que esse é o pior.

E arrisco ainda que, se o Milan conseguir um nome decente, buscará outro goleiro neste intervalo de temporada. Porque os créditos de Dida na equipe, que nem eram pequenos, chegaram ao fim. A Gazetta dello Sport até já colocou no ar a seguinte enquete: “O Milan pode continar com um Dida desse jeito?” (bem imparcial, por sinal…). Quer votar e ver como estão os resultados? Clique aqui.

Para ver como foi o clássico, lance a lance, no Placar iG, clique aqui.

Mais fotos que valem registros:


A Inter começou o jogo aplaudindo o Milan campeão mundial. Mas
saiu de campo aplaudida. Aliás, aplaudidíssima por sua torcida e
vibrando como se já tivesse ganho o título italiano da temporada.


As torcidas organizadas de Milan e Inter combinaram, juntas, de não
levar faixas nem bandeiras ao estádio. Levaram uma só faixa, dividida em dois: metade, na torcida da Inter, dizia “Um derby sem liberdade de cor…”.
A outra metade, na torcida do Milan, completava: “… não merece nem
mesmo calor”. Mais um protesto, dessa vez pacífico, contra as (justas)
medidas tomadas contra os Ultràs.

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