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sexta-feira, 9 de abril de 2010 campeonato italiano, jogadores | 10:44

Problema médico

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Pato: vai e volta de lesões jogando pelo Milan

Não fosse o surpreendente fiasco dos até ontem badalados times ingleses e a convincente classificação da Internazionale para as semifinais da Liga dos Campeões da Europa, o alarde sobre a crise do futebol italiano seria bem maior. A crise, contudo, segue aí, comprovada pela iminência de o futebol tetracampeão do mundo perder uma vaga para a Alemanha no principal torneio da Europa— para a Liga de 2011-12, a situação é quase irreversível.

Os motivos da crise? Vários são elencados pela imprensa italiana, desde o domínio dos Ultras (as torcidas organizadas de lá) nos estádios, passando pelos comprovados casos de corrupção de árbitros ou dirigente e chegando ao alto percentual de impostos cobrados dos salários dos jogadores, o que dificultaria a contratação de estrelas do exterior.

Em outro motivo, porém, pouco se fala: a incompetência dos departamentos físicos e médicos dos principais clubes italianos como Milan, Roma e Juventus. Totti, Pato, Nesta, Del Piero… Não são poucos os exemplos pontuais, assim como é constante haver um grande número de desfalques por questões médicas e/ou físicas destas equipes, em qualquer jogo. O problema tem reflexo no Campeonato Italiano, claro, mas sobretudo nas competições continentais, onde as lesões dos times não se “equivalem” com as dos adversários. 

O melhor exemplo, porém, talvez seja a base da seleção italiana “ideal” na cabeça de Marcelo Lippi. Vejamos: Buffon, Zambrotta, Cannavaro, Chiellini, Grosso, Camoranesi, De Rossi, Marchisio, Pirlo, Totti e Iaquinta. Só mesmo a Itália conta com um time-base do qual 5 dos 11 “titulares” tem perdido ou perderam grande parte da temporada por lesão. É que, na Itália, estar machucado tem sido a regra, não a exceção.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009 azzurra, copa do mundo | 19:54

África do Sul, logo ali

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Finalmente, a seleção de Marcelo Lippi voltou a fazer uma partida decente: 2 x 0 sobre a Bulgária, em Turim. Uma breve análise do jogo, por tópicos:

>> A chance de defender o título na Copa da África, agora, está garantida. Um empate contra a Irlanda na próxima rodada, em Dublin, assegura a vaga matematicamente. Mas mesmo que isso não aconteça, bastará derrotar o Chipre, em casa. Daí a garantia…

>> Se Pirlo já era o principal armador do time atuando como volante, fez bem Lippi ao “oficializá-lo” nesta função, a de criador — até porque Totti ficou em casa. Assim, Pirlo, que não é mais um garotinho, poupa suas forças deixando a marcação por conta de jovens como De Rossi e Marchisio.

>> O primeiro gol, feito por Grosso após belo passe de Pirlo, foi um replay daquele gol mal anulado contra a seleção brasileira, logo no primeiro minuto de jogo, em um amistoso em Londres no ano passado. Lembram? Aliás, desse Grosso da seleção (que é bem diferente do dos clubes) é difícil abrir mão.

>> Tudo bem, Iaquinta marcou o seu (e depois de uma linda tabela com Gilardino). Mas o ataque da seleção italiana continua deixando a desejar: dos 13 gols nas Eliminatórias, apenas 5 foram marcados pelos atacantes. Não que eu queira, com isso, pedir Cassano. Longe de mim. Até porque o forte dele não é fazer gols, mas criar suas jogadas, né?

>> A defesa, outrora grande trunfo da Azzurra, de novo deu muito espaço (e chances) para os adversários. E, de novo, Buffon resolveu a parada. Contra a Irlanda, vale lembrar, Cannavaro não jogará — levou o amarelo hoje e, portanto, estará suspenso.

>> O que este blog dizia antes da partida volta a repetir agora: não dá pra comparar um meio-campo que tem Marchionni e Palombo (contra a Georgia) com um que conta com De Rossi e Marchisio (hoje, contra a Bulgária).

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terça-feira, 10 de março de 2009 juventus, liga dos campeões | 19:21

Tá ruim, mas tá bom

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Brinquei com um amigo que, contra o Chelsea, Buffon falhou mais do que em toda a carreira. Não quer dizer muito, foram apenas umas três falhas, não mais, incluindo a que originou determinante primeiro gol do Chelsea, no final do primeiro tempo, quando a Juve vencia por 1 x 0.

Mas a culpa pela eliminação não é de Buffon, longe disso. Não há, aliás, um culpado. Até porque a Juventus jogou bem, especialmente no segundo tempo, quando atuou (e atacou) um bom tempo com um jogador a menos depois da discutível expulsão de Chiellini. Não à toa, o time deixou o campo aplaudido por seus torcedores.

Se Nedved não vem sendo determinante nos últimos anos, acho que pode ter feito falta hoje, após deixar o jogo no início, machucado. Primeiro porque tinha obsessão em ganhar a Liga, e o fato de ter anunciado que encerrará a carreira em junho era certamente um estímulo a mais. Segundo porque, com a ausência de Camoranesi, a presença de um jogador como Nedved ganhava em importância.

Trezeguet, apesar da besta balançadinha de cabeça ao ser substituído, e Iaquinta, autor do primeiro gol juventino (após lindo passe de Trezeguet), mostraram que as escolhas iniciais de Ranieri não estavam erradas. A entrada de Giovinco mostra que a Juve tem futuro também na Liga. Não há, portanto, motivo para desespero, e a reação da torcida é prova disso.

O Chelsea avançou, e só um podia avançar. Aliás, arrisco dizer que, se Felipão ainda estivesse no comando do clube londrino (e aqui não vai nenhuma critica ao brasileiro), talvez a história tivesse sido diferente. Nem tanto por aspectos táticos, mas porque a chegada de Hiddink criou uma dessas mudanças de ambiente tão comuns e poderosas no futebol. Para azar da Juve, bem na sua vez.

Ah, Itália…
A situação do futebol italiano na Liga, porém, é mais preocupante que a da Juve. Com o adeus da equipe de Turim, a Inter enfrentando o time mais forte do mundo fora de casa, e a dizimada Roma precisando vencer o Arsenal por dois gols, é bem provável que amanhã, nesta mesma hora, a Udinese seja Itália nas copas européias (leia-se, na Uefa). Que fase…

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terça-feira, 30 de setembro de 2008 juventus, liga dos campeões | 18:14

Juve e Fiorentina, dois empates ruins

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Fiorentina e Juventus têm mais é que lamentar os empates obtidos respectivamente contra o Steua Bucareste (0 x 0 em Florença) e o Bate Borisov (2 x 2 em Misnk), pelos grupos F e H da Liga dos Campeões. Afinal, tanto uma como a outra levaram só um pontinho em uma rodada na qual enfrentaram os adversários mais fracos de suas chaves. Matemática pura.

A Juve, na verdade, briga pela liderança do grupo com o Real Madrid. E, como os espanhóis venceram o Zenit fora, o tropeço da Juve hoje pode ser fatal na busca da primeira colocação.

Há, contudo, dois consolos para o time de Turim (e aqui deixo claro que ainda não vi o jogo, só “li”). um deles é que os dois gols de Iaquinta (foto), que deixou Amauri no banco, devem servir no mínimo para aquilo que, segundo alguns cronistas italianos, era a intenção do técnico Claudio Ranieri: não deixar o brasileiro ‘se acomodar’ depois da lesão de Trezeguet e do bom começo de temporada.

O segundo consolo é que ambos os gols da Juve saíram dos pés de Giovinco. Ele já havia sido o melhor em campo em sua estréia no Campeonato Italiano deste ano. O que, ao julgar pela escalação de hoje — meio-campo com Sissoko, Camoranesi, Giovinco e Nedved —, já serviu para tirar da cabeça de Ranieri a idéia de que o garoto seria apenas o “vice-Nedved”, como ele chegou a dizer.

Já para a Fiorentina, no jogo em si, em casa, não houve muito consolo. Talvez os fiorentinos possam se consolar com o empate que o Lyon arrancou, na Alemanha, contra o Bayern. Talvez. Mas também não tenho certeza se, para a Fiorentina, não seria melhor negócio ver o Bayern disparar e lutar por uma vaga apenas contra os franceses, com os quais já empataram fora de casa. Não sei, não sei…

Não sei se a Juve passa em primeiro (é difícil) e, sobretudo, se a Fiorentina passa. Mas alguém sabe? ; )

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