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Posts com a Tag ibrahimovic

segunda-feira, 13 de setembro de 2010 inter, milan, notas dos jogadores | 12:03

Ibra, um orfão de fãs

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Zlatan Ibrahimovic era muito respeitado na Juventus, pela qual conquistou dois títulos nacionais – depois cassados pelo escândalo de manipulação de arbitragem. Com o rebaixamento imposto à Juve, resolveu deixar o clube (ao contrário de ídolos como Buffon e Del Piero) e terminou de maneira amarga sua relação com a torcida de Turim.

Foi então para a Internazionale, pela qual seria artilheiro do Italiano e conquistaria, na condição de principal jogador do time, nada menos que três scudettos. Foi insuficiente para que não deixasse o clube vaiado pela própria torcida em seus últimos jogos, graças à insistência com que falava sobre a vontade de deixar a Inter.

Teve seu desejo realizado e foi para o Barcelona, onde, acreditava, poderia se sagrar o melhor jogador do mundo segundo a Fifa. Passou longe do objetivo: após atuações discretas e um desentendimento com o técnico Guardiola, trocou o time catalão pelo Milan sem deixar saudade.

Sua estreia no Milan, depois de ter afirmado que vestiria, enfim, “a mais bela camisa de sua carreira”, foi pífia: perdeu um pênalti na derrota por 2 a 0 para o modesto Cesena. O começo ruim, claro, não quer dizer muita coisa.

Até porque é bem mais por causa dos desfechos (e não dos começos) que Ibrahimovic poderá encerrar sua bela carreira sem ser querido por torcida alguma no planeta.

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010 inter | 11:09

O dirigente traído (mais uma vez)

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Ibra: de volta a Milão, agora no Milan

O falecido Candido Cannavò, mais importante jornalista esportivo italiano da história, certa vez definiu Massimo Moratti, dono da Inter de Milão, como “mestre na arte de justificar seu próximo mesmo quando não existem justificativas”.

Referia-se, naquela ocasião, ao fato de o generoso Moratti ter compreendido a “traição” do amigo Ronaldo: o atacante brasileiro, após longo tempo no estaleiro da Inter, deixara o clube de Milão para jogar no Real Madrid justamente depois de ter comprovado sua recuperação física na Copa de 2002. Mais tarde, pior, Moratti ainda veria Ronaldo com a camisa do rival Milan. 

A relação do dirigente com Adriano não era muito diferente: o ex-atacante do Flamengo chegou a classificar Moratti como uma espécie de pai, tamanho foi seu carinho e compreensão com as pisadas na bola do Imperador. Hoje, Adriano joga na Roma, principal perseguidora da Inter nos últimos anos de calcio, e foi muito vaiado por sua antiga torcida na final da Supercopa da Itália.

No último sábado, por fim, o Milan oficializou a contratação de Ibrahimovic, o astro dos scudettos conquistados pela Inter em 2007, 2008 e 2009. Pessoalmente, Moratti não gostava do sueco como dos brasileiros. Mas esta terceira traição, pelo menos em termos de desempenho técnico, tem tudo para ser a mais dolorosa.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 inter | 10:52

Os brasileiros da Era Moratti

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Vampeta na Inter: fiasco

Vampeta na Inter: a pior contratação

Massimo Moratti, o dono da Inter de Milão, completou nesta quinta-feira 15 anos no comando do clube. A data levou o site do jornal italiano La Gazzetta dello Sport a promover uma enquete para eleger os melhores e piores negócios feitos pelo dirigente no período. Um período, como se verá a seguir, marcado especialmente pela presença de brasileiros, apesar da tradição interista de preferir os argentinos aos brasileiros — ao contrário do rival Milan.

O jornal pré-selecionou os candidatos a melhor e pior negócio da “Era Moratti”, e os internautas votaram. Na lista de 25 nomes, nenhuma nação aparece mais representada que o Brasil: são 8 nomes — um deles, o de Adriano, presente nas duas listas (menos votado em ambas). Na lista de fiascos, a pior contratação é considerada a de um brasileiro, o volante Vampeta, mas a cessão de Roberto Carlos para o Real Madrid foi considerado um negócio ainda mais infeliz. Outros brasileiros lembrados com amargura foram o atacante Caio, hoje comentarista de TV, e o meia Mancini, recém-emprestado para o Milan.

Entre os melhores negócios, como era de se imaginar, aparecem com boa votação os atuais campeões Júlio César e Maicon. O líder da lista de boas contratações, surpreendentemente, não é o tricampeão Zlatan Ibrahimovic: ao sueco coube o segundo lugar. Ele ficou atrás de um outro atacante que não ganhou mais que uma Copa Uefa em cinco anos de clube, que após seguidas lesões largou o time depois de provar sua recuperação em uma Copa do Mundo e que, não bastasse, ainda voltaria a Milão para vestir a camisa do maior rival da Inter. Se isso não é a prova da qualidade de Ronaldo, é, no mínimo, do seu carisma.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009 inter, jogadores, milan | 11:19

Ibra e Kaká: foi tão diferente?

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Coluna desta sexta no jornal Placar.

coluna2

 

 

 

O preço da ‘onesta’
De volta a Milão para enfrentar a Inter, time do qual foi o astro na conquista dos últimos Italianos, o atacante Zlatan Ibrahimovic, agora no Barcelona, foi vaiado por seus antigos fãs. Não foi uma surpresa. Mesmo quando ainda vestia a camisa da Inter, já campeão, o sueco havia recebido apupos por parte de sua torcida, irritada com as constantes declarações de que queria sair para jogar na Espanha.

Kaká, hoje no Real Madrid, também voltará ao estádio San Siro, onde brilhou com a camisa do Milan — as duas equipes se enfrentarão ali no dia 3/11. Sobre a reação dos milanistas para com o antigo ídolo, não há dúvidas: ouviremos aplausos e veremos faixas externando “saudade”, nossa palavra que os italianos mais apreciam. Críticas, quase certas, só para Berlusconi, por ter vendido o brasileiro.

A principal diferença nas histórias de Ibra e Kaká está nos discursos. Na prática, ambos deixaram as equipes onde reinavam para brilhar e/ou ganhar mais na Espanha — embora a Inter estivesse mais disposta a segurar o sueco do que o Milan a permanecer com o brasileiro. Mas Ibra assumiu seu desejo de sair. E Kaká disse que partia triste, por necessidade.

Não à toa, na última quarta, entre a minoria de torcedores da Inter que não vaiou Ibrahimovic, uma faixa se destacava: “Ibra, melhor sua ‘onesta’ que o jogo de cena do Kaká!”.

Ausência decisiva
Ronaldinho Gaúcho estar fora do time titular do Milan foi determinante para a vitória sobre o Olympique de Marselha pela Liga dos Campeões. Inzaghi, que ganhou um lugar na equipe graças à saída do brasileiro, marcou os dois gols. E Seedorf, que jogou na função em que Ronaldinho vinha tentando jogar, foi o melhor em campo.

Ausência sentida
Diego Armando Maradona Júnior, o filho italiano de Maradona, conquistou o scudetto de futebol de areia com o US Boys Caivanese. E se lamentou: “Todos da minha família argentina ligaram para me cumprimentar. Todos, menos meu pai. De agora em diante, também não vou mais procurá-lo”, disse o garoto, que tem 22 anos.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009 inter, liga dos campeões | 17:45

O 0 x 0 entre Ibra e Eto’o

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Ibrahimovi, era óbvio, foi vaiado pela torcida da (covarde) Inter

Ibrahimovic, era óbvio, foi vaiado pela torcida da medrosa Inter de Milão

Havia quem tivesse dúvidas sobre as vaias da torcida da Inter para seu ex-ídolo Ibrahimovic, hoje em campo com a camisa do Barcelona. Não sei bem por que. Ibra, grande responsável pelas últimas conquistas do time de Milão, já havia sido vaiado no último Campeonato Italiano, mesmo vestindo a camisa nerazzurra, porque declarava com insistência que queria se mandar.

As sonoras vaias que o sueco recebeu hoje em Milão, portanto, não surpreendem. Assim como não surpeenderia se o atacante tivesse comemorado um gol contra seu ex-clube. Só não o fez, tenho certeza, porque não marcou.

Não marcou, mas esteve mais perto de marcar do que Eto’o, ex-ídolo do Barça certamente sedento de vingança pelo “desprezo” de Guardiola. Não é que Ibra tenha jogado muito mais que o camaronês, mas o Barcelona, mesmo jogando em Milão, parecia estar atuando contra, no máximo no máximo, um Sporting. Daí o fato de o sueco ter chegado mais perto do gol…

A postura da Inter, ainda que enfrentando o atual campeão europeu, foi de um time que não tem direito de sonhar com a Liga dos Campeões. Porque sua preocupação com a defesa revelou muito mais um excesso de respeito (medo, no popular) do que uma estratégia de jogar recuada para buscar a vitória em um contra-ataque.

Na partida em que todas as atenções estavam voltadas para Eto’o e Ibra, não deixa de ser irônico o placar terminar com um 0 x 0. Que foi um bom resultado para a Inter, diga-se.

Em Lyon, a Fiorentina teve Gilardino expulso por uma cotovelada ainda no primeiro tempo, até que se segurou por um bom tempo, mas terminou seu confronto diante dos franceses com o resultado mais esperado: uma derrota — 1 x 0.

O placar era esperado, mas o prejuizo foi enorme, porque os italianos ainda perderam seu principal jogador para a próxima partida, contra o Liverpool, em Florença.

Assim, considerando-se as estreias de Milan, Juve, Inter e Fiorentina, podemos dar, no máximo, uma nota 6 para este começo dos italianos nessa Liga dos Campeões. E só não é menos, quem diria, graças ao Milan de Leonardo.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009 azzurra, imprensa, jogadores | 10:27

Velho novo cérebro

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Aí vai a coluninha desta sexta do Jornal Placar.

coluna2

 

 

 

Dunga já votou em Pirlo na eleição de melhor do mundo, mas foi cruel em uma recente conversa revelada pelo colunista da Placar Milton Neves: “O Pirlo acabou. Já votei muito nele nestas pesquisas que sempre chegam, mas hoje ele não marca, ataca ou lidera. Joga com o nome”, disse o técnico da seleção brasileira.

Dunga está enganado. Ao derrotar a Bulgária por 2 x 0 na última quarta-feira, um raro jogo decente da seleção italiana nos últimos tempos, o time teve Pirlo como seu principal homem de criação. Ele deu um lindo passe para o primeiro gol, marcado por Grosso, e foi um dos melhores em campo — como, aliás, já vinha sendo nas partidas em que a Azzurra ia mal.

Mas houve uma diferença do jogo contra a Bulgária em relação aos anteriores: nela, Pirlo não precisou se sacrificar com funções defensivas, correndo atrás dos adversários. Aos 30 anos, o meio-campista do Milan não é mais um garotinho. Se tentar marcar, atacar e liderar, como diz Dunga, talvez não dê mesmo conta.

Liberá-lo de suas atribuições de marcador para deixá-lo justificar o número 10 que ostenta na seleção foi um tiro certeiro de Marcelo Lippi. Um técnico que, por não convocar os jogadores mais criativos do futebol italiano, tinha obrigação de achar uma solução para sua seleção acéfala.

Preparado
O zagueiro Materazzi pediu que a torcida da Inter ignore Ibrahimovic no jogo contra o Barcelona, semana que vem, em Milão. Já o presidente do clube, Massimo Moratti, disse que eventuais vaias “não serão um absurdo”. Não entenda mal: o dirigente não quis estimular os apupos. Mas sabe que eles virão, em alto e bom som.

Os papões
O jornal La Gazzetta dello Sport divulgou a lista dos salários de todos os jogadores da Série A. O recém-chegado Samuel Eto’o é com folgas o mais bem pago: recebe da Inter 10,5 milhões de euros anuais. O Segundo, acredite, É Ronaldinho Gaúcho, com 7,5 milhões. Buffon (Juventus) e Vieira (Inter), com 5,5 milhões, e Totti (Roma), 5,46, completam a lista dos top 5.

PLE1334A capa europeu 09.inddE por falar em Placar, recomendo o Guia dos Europeus 2009-2010 da revista, que já está nas bancas de todo o Brasil (e cuja capa você vê aqui ao lado). Não (só) porque escrevi a parte relativa ao Campeonato Italiano, mas porque a revista está mesmo bem legal.

Aproveito para deixar aqui os meus palpites para campeões dos principais campeonatos da Europa, publicados na última página: Espanhol, Barcelona; Inglês, Chelsea; Italiano, Inter; Alemão, Hamburgo; Francês, Bordeaux; Português, Benfica; e Liga dos Campeões, Real Madrid.

E os seus palpites, quais são?

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segunda-feira, 20 de julho de 2009 inter, jogadores | 12:32

Ibra por Eto’o: bom pra todos

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Falta só o acerto de salário de Eto’o com a Inter para que seja fechada de vez a “troca” do camaronês do Barcelona por Ibrahimovic. É bem verdade que esse acerto salarial já impediu, algumas vezes, a sáida de Eto’o do clube catalão. Mas também é verdade que, se o negócio não estivesse muito perto de ser concluído, Pep Guardiola, técnico do Barça, não sairia dizendo publicamente que o melhor que Eto’o tem a fazer são as malas.

Supondo, portanto, que o negócio será fechado, acho que dá pra dizer que este é um dos poucos casos em que todo mundo tem, realmente, motivos para comemorar.

A Inter ganha porque:

* Ibra pode até ser melhor que Eto’o (acho que é), mas essa diferença de qualidade não me parece ser de 45 milhões de euros, mais o empréstimo de Hleb, que também pode ser muito útil aos italianos.

* Troca um jogador de atuações em geral apagadas na Liga dos Campeões por outro em geral decisivo nesse torneio que é a obsessão do time milanês (vale lembrar, Eto’o marcou nas duas últimas finais).

* Livra-se de um atacante que, apesar de excepcional em campo, já não desfrutava de grande estima por parte da torcida, justamente por causa do seu choro de que queria ir embora.

Ibrahimovic ganha porque:

* Deixa um time onde o clima já não era dos melhores para ele (vale lembrar de seus aplausos irônicos para parte da torcida o que vaiava, já campeão, na temporada passada).

* Vai para uma equipe onde certamente terá mais condições de realizar seus dois maiores sonhos: ganhar a Liga dos Campeões e ser eleito o melhor do mundo pela Fifa (ainda que seu maior rival para isso, Messi, esteja justamente no Barça).

Eto’o ganha porque:

* Adoraria ser a estrela maior da companhia. No Barça, por causa de Ronaldinho ou Messi, nunca chegou lá. Na Inter, com a saída de Ibra, o lugar de vedete-mor ficará vago.

* Como o pessoal adora dizer em email de despedida de firma, parte para “novos desafios”: no Barcelona, já ganhou Espanhol e Liga, sempre como coadjuvante. Ganhar a Liga pela Inter lhe daria outra dimensão.

O Barcelona ganha porque:

* Na questão técnica, a simples troca de Eto’o por Ibrahimovic entre os titulares tem, teoricamente, um saldo positivo para o campeão europeu (e aí ignoramos os 45 milhões de euros desembolsados…)

* Livra-se do maior “encrenqueiro” do elenco. Ibra é a mesma coisa? Não acho que seja. Mas, ainda que fosse, certamente chegaria ao Barcelona mais calminho, pelo menos no começo…


Pronto. Expliquei porque acho que todos ganham com o negócio. Mas, na sua opinião, quem ganha mais com essa troca: Ibrahimovic, Eto’o, Internazionale ou Barcelona? Deixe seu comentário.

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segunda-feira, 18 de maio de 2009 campeonato italiano, inter | 13:51

O post da campeã

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Não foi a suína, mas uma gripe feia me pegou de jeito. Motivo pelo qual apareço por aqui apenas dois dias depois de anunciado o tetracampeonato italiano da Inter. Ainda assim, vamos a algumas breves observações sobre o incontestável título nerazzurro e uma análise rápida sobre a importância de todos aqueles que participaram com pelo menos um joguinho da conquista.

O PESO DE CADA UM
Gostaria de dedicar uma ou duas linhas a cada um dos jogadores. Mas por enquanto, para não atrasar ainda mais o posta da campeã, vamos apenas com a classificação ‘galáctica’, por estrelas. Se vocês discordarem demais, coloco as justificativas depois, combinado?

* * * * *
Ibrahimovic e Júlio César

* * * *
Maicon, Cambiasso, Stankovic, Zanetti e Balotelli

* * *
Córdoba, Maxwell, Figo, Santon, Chivu, Mancini, Muntari, Samuel e Burdisso

* *
Materazzi, Crespo, Obinna, Adriano, Quaresma, Vieira e Júlio Cruz

*
Dacourt, Orlandoni, Toldo, Gimenez e Rivas

COISA DE AMIGO
Correu sites, jornais e TVs do mundo todo a imagem do goleiro Júlio César comemorando o tetracampeonato italiano da Internazionale com duas camisas de Adriano: uma que ele próprio vestia e outra que exibia à torcida para que ela aplaudisse seu ex-companheiro de time. E os torcedores aplaudiam. Um pouco, claro, porque torcida campeã aplaude até poste. E muito porque era Júlio César, talvez o segundo jogador mais importante do título, depois de Ibrahimovic, quem lhes pedia para aplaudir.

Mas que não se iludam aqueles que viram as cenas daqui do Brasil: não deve haver um torcedor da Inter, um italiano sequer que classifique como contribuição ao título os 12 jogos e 3 gols que Adriano fez na campanha do tetra. Seu feito mais impressionante na temporada talvez tenha sido o de tirar do sério e arrancar palavras duras de Massimo Moratti, o elegante dono da Inter cuja principal característica na relação com seus contratados é o paternalismo e o dom de perdoar (como pudemos ver, aliás, com o próprio Adriano).

Nem mesmo Júlio César, autor da generosa homenagem, deve achar que Adriano foi importante para a conquista. Seu gesto no domingo foi apenas o gesto de um grande amigo. E os aplausos da torcida um gesto de gratidão… a Júlio César.

MUDOU POR QUE?
Perguntado sobre qual teria sido o valor agregado pela chegada de José Mourinho em relação a Roberto Mancini, já que ambos tiveram o mesmo resultado (título italiano e derrota na Liga), Moratti saiu-se com essa: “Manter no grupo a vontade de vencer, o que não é fácil após três títulos seguidos”. Saiu-se bem.

ÁGUA NO VINHO
O jogo deveria ser só de festa, mas… Contra o Siena, Ibrahimovic ficou bravo com Balotelli porque este preferiu fazer o segundo gol da Inter ao invés de tocar a bola para o sueco, que briga pela artilharia do Italiano. Irritado, Ibrahimovic pediu para sair. Mourinho se recusou a tirá-lo. E, final feliz, como tinha que ser num jogo de festa, Ibra acabou marcando o terceiro.

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terça-feira, 5 de maio de 2009 campeonato italiano, inter, juventus, milan, roma | 10:01

Uma crise de todos

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No mundo do futebol, se um time está “em crise”, invariavelmente algum de seus rivais estará em alta. Porque o estar mal, em geral, pressupõe que há uma outra equipe ocupando seu lugar e conseguindo as vitórias que você não consegue, certo? Errado. Pois cheguei à conclusão, depois da rodada do último fim de semana, que o Campeonato Italiano conseguiu o incrível feito de ter, de um jeito ou de outro, todos os seus principais times, aqueles que eram candidatos ao título no início da temporada, “em crise”. Isso inclui, incrivelmente, até a campeã. Vamos conferir:

* Comecemos pela mais óbvia das crises, a da Roma. Cuja torcida presente no estádio Olímpico no empate por 0 x 0 contra o Chievo (!) trocou as músicas de Antonello Venditti por sonoras vaias, protestou entrando só no fim do jogo e ainda gastou um monte de pano para levar faixas com a inscrição “vattene” (numa tradução livre, “se mandem”) não se sabe bem se para a presidente Rosela Sensi, se para o técnico Luciano Spalletti ou se para boa parte do elenco. Aliás, sabe-se: para todos eles, com exceção de Totti (claro..), De Rossi, Brighi e Vucinic.

* Também na linha das crises tradicionais está a da Juventus, onde o técnico Claudio Ranieri está tão sozinho que chega a dar dó – mas ao contrário do antecessor Deschamps, que passou pelo mesmo, o italiano garante que não vai pedir as contas. Capítulo curioso e novo foi o fato de Buffon, no intervalo, ter entrado em campo antes dos colegas, bufando (desculpem o trocadilho) e xingando muito. Diiiizem que teria ficado puto com Camoranesi e Del Piero, que teriam tido um sério bate-boca nos vestiários, quando a Juve ainda perdia do Lecce por 1 x 0. Coincidência ou não, ambos foram substituídos. E a Juve virou. Mas, como não podia deixar de acontecer com um time em Crise com cê maiúsculo, mesmo em Turim, levou o empate do poderoso vice-lanterna já nos acréscimos.

* E a campeã? Já escrevi na coluna do Jornal Placar da semana passada que a Inter é a campeã mais melancólica da Europa. Tivesse esperado uma semaninha para escrever o tal texto, poderia ter incluído o inacreditável episódio do último sábado, quando Ibrahimovic, o craque do time, fez o primeiro gol dos 2 x 0 sobre a Lazio e saiu fazendo gesto para a própria torcida, que o vaiava pelas recentes declarações de que pretende deixar o clube, calar a boca. Só pra lembrar, estamos falando da atual e futura campeã italiana. Campeã em crise, pra mim, é demais…

* Aí tem o Milan, que, alguns podem argumentar, até que voltou a jogar bem, ganhou a segunda colocação da Juventus e, bem o mal, está fechando o Italiano de um jeito melhor do que se esperava depois da eliminação na Copa da Uefa. Mas… com a palavra, o volante Seedorf, depois dos 2 x 0 sobre o Catania no domingo: “A gente tem que tomar cuidado para estas vitórias não esconderem as coisas e mudarem o que o clube estava planejando e precisa fazer para a próxima temporada”. Tem toda razão (e me parece que o próprio vice-presidente Galliani já havia dito algo nessa linha). Porque o Milan pode não estar vivendo uma crise nestes últimos jogos, mas vive, ainda, uma temporada de crise. E mascarar suas deficiências com bons (e inúteis) resultados nessa reta final pode ser bem prejudicial para a próxima temporada.

* E, por fim, até a Fiorentina (ou vocês não lembram que também ela era apontada como candidata ao título?). Que me perdoem os florentinos, como minha querida família materna, mas a crise da Fiorentina, hoje, é técnica. Porque o time pode até ter batido o Torino por 1 x 0 no domingo, mas, como em suas últimas partidas, não jogou absolutamente nada. Talvez a equipe não tenha, neste Italiano, jogado tão mal como nos últimos jogos. A diferença da Fiorentina para a Juve, hoje, é que ela não joga nada, mas, ao contrário do time de Turim, vence. Para tristeza do Genoa, que tem feito mais para merecer a quarta vaga na Liga dos Campeões. E que é o primeiro time da tabela do Italiano a não estar, de um jeito ou de outro, em crise.

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quarta-feira, 29 de abril de 2009 campeonato italiano, copa da itália, inter, jogadores, roma | 17:36

Giro d’Italia

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Ciao, ragazzi. Enfim, consegui voltar. Então vamos correr. Primeiro, com a coluna de ontem no jornal Placar, que também voltou. Falando de Inter (e um pouquinho de Milan e Marilungo, sabem quem é?).

reprodução Jornal Placar
reprodução Jornal Placar
 

Aí, pra dar uma passada corrida em outros (ou nos mesmos) temas, vale também dizer que:

* O Milan na verdade, talvez devesse ver com bons olhos o confronto que tem contra a Roma. Afinal, entre os adversários mais importantes que enfrentou no Italiano, o time da capital já tomou de 4 da Lazio, da Fiorentina, da Inter, da Juventus…

* A informação teve que ser limada por falta de espaço na coluna, mas vale lembrar que o tal do Marilungo foi eleito o melhor jogador do último torneio de Viareggio, uma espécie de “Copa SP” dos Italianos. É mais uma credencial para acreditar no moleque, tanto ou até mais do que os dois gols do domingo passado. 

* A final da Copa será entre Sampdoria e Lazio, dois times dos quais se esperava um pouco mais no Italiano. Ambos tem, portanto, a chance de salvar a temporada. E eu ganho a chance de provar que tinha alguma razão ao escolher a Samp para contar com um destaque especial no último Guia dos Europeus da Placar (houve quem me criticasse por isso). Na verdade, me perdoem a imodéstia, já provei ter alguma razão, porque era um único nome, o de Cassano, que justificava aquele espaço especial. E, não sei se vocês concordam, mas Cassano provou ser, neste campeonato, o melhor jogador italiano da atualidade. Escolhas de Lippi à parte.

* Diiiiiiiizem, como diria Avalone, que o Berlusconi está insistindo para Leonardo ser o próximo técnico do Milan. Dizem que ele quer porque quer! E não só no Milan, mas na Itália, quando Berlusconi quer porque quer…  vale lembrar, porém, que se Leonardo quiser assumir o Milan em breve, terá que contar com um “técnico oficial de fachada” (Tassotti?), porque na Itália só quem tem o “diploma” de treinador pode dirigir times na Série A. E Leonardo é apenas um recém-matriculado na ‘scuola para mister’.

* Ao que parece, pelas notícias que chegam da Itália, a Juve resolveu fechar logo a contratação de Diego, nem que para isso tenha que pagar os 25 milhões de euros que o Werder Bremen pede. Não sei se isso é indicação de alguma coisa, mas vale lembrar que Claudio Ranieri, o (hoje contestadíssimo) técnico da Juve, sempre foi um dos menos entusiastas da chegada do meia. Dizia ele que, para contar com Diego, o time teria que “mudar o jeito de jogar”. Então, pelo jeito, vai mudar. Resta saber que técnico definirá essa nova forma. Se o próprio Ranieri ou não…

ps. Não sei se foi uma provocação do pessoal da placar essa bandeirinha na coluna. Mas o Rogério Andrade, presidente do Thank God For Football, me deu uma boa explicação: trata-se de uma homenagem à Inter e sua camisa comemorativa… então tá.

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