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Posts com a Tag josé mourinho

terça-feira, 25 de maio de 2010 inter, liga dos campeões | 16:08

O choro de Mourinho

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Para quem duvidou de Massimo Moratti, dono da Internazionale, quando ele disse que José Mourinho tinha “chorado muito” depois da final da Liga dos Campeões contra o Bayern, no Santiago Bernabéu, eis a prova em vídeo. Aliás, o abraço e o choro comovido no adeus a Marco Materazzi também dão boa dimensão da ligação do técnico português com seus jogadores.

A emoção, Mourinho explicou logo na coletiva depois da partida, era um misto de felicidade pela tão sonhada conquista da Liga e tristeza pelo adeus, que já era uma certeza. Assista:

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sexta-feira, 21 de maio de 2010 campeonato italiano, inter, jogadores, liga dos campeões, técnicos | 11:19

O peso dos campeões

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A Inter chegou lá. Depois de ganhar a Copa da Itália, e com mais dificuldade do que há algum tempo aparentava que teria, conquistou o pentacampeonato italiano no último domingo. Um clichê, “a força do conjunto”, tem sido apontado pela imprensa italiana como a principal qualidade do time.

Pode até ser, mas o jornal La Gazzetta dello Sport não se eximiu de atribuir notas a todos os jogadores que participaram da conquista. Um exercício que nos ajuda bem a entender a importância individual de cada um dos campeões italianos.

Vamos às notas: o artilheiro Milito, único “perfeito”, 10. Sneijder ficou com um 9,5, seguido pelo 9 do capitão Zanetti, que completou o “pódio” dos mais importantes. Depois do trio, vieram, juntos, Eto’o, Maicon, Samuel e Lúcio, todos com nota 8. Júlio César e Thiago Motta ficaram com 7,5. Balotelli, Cordoba, Chivu, Pandev e Stankovic receberam 7. Materazzi, Mariga e Vieira, 6,5. Tanto a Muntari como a Santon coube um 6. Quaresma ficou com 5,5 e, por fim, o brasileiro Mancini, que não deixou saudades ao trocar o time pelo rival Milan, 5. Khrin, Arnautovic, Suazo e Stevanovic, que jogaram pouco, e os goleiros Toldo e Orlandoni, que nem jogaram, não receberam notas.

As avaliações referem-se apenas ao Campeonato Italiano. Não levam em conta os jogos da Liga dos Campeões, cuja final acontece no sábado, em Madri, entre Inter e Bayern. E não se enganem: em caso de vitória italiana no torneio europeu, pelo qual a Inter é absolutamente obcecada após 45 anos sem título, a maior nota não será atribuída a um jogador. Mas a um técnico que, definitivamente, não precisaria de mais elogios…

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sexta-feira, 23 de abril de 2010 campeonato italiano, roma | 16:26

Era uma vez um banana

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"Banana, io"?

Não , não sou da turma dos que supervalorizam trabalhos de técnicos e suas linhas de 3, 4 ou 11. Mas, na última semana, o futebol italiano viu dois treinadores fazerem, de fato, a diferença.

José Mourinho foi determinante para que a Internazionale conseguisse anular Messi e Xavi e abrisse boa vantagem nas semifinais da Liga dos Campeões. Foi devidamente reconhecido pela imprensa europeia e brasileira. O mesmo não ocorreu com o romanista Claudio Ranieri, sobre o qual pesa o estigma de perdedor — só venceu uma Copa e uma Supercopa da Itália pela Fiorentina, além de uma Copa do Rei pelo Valencia — e, pior, de banana.

Pois o segundo adjetivo deve ser cortado da sua lista de características: substituir Totti e De Rossi no intervalo do derby, no qual sua Roma perdia por 1 x 0 para a Lazio, foi o ato mais corajoso de um técnico italiano nos últimos anos. Tivesse perdido a partida — e esteve perto disso antes de Julio Sergio defender um pênalti —, Ranieri teria sido massacrado por torcedores e jornalistas. Porque ainda que Totti e De Rossi, os melhores e mais emblemáticos jogadores da Roma, já tenham provado não ter condições psicológicas de jogar partidas decisivas quando a equipe sai perdendo, substituí-los é tarefa ingrata na capital italiana.

No primeiro tempo, quando ambos receberam cartão amarelo por lances estúpidos, eu apostava que ao menos um deles seria expulso no 2º tempo. Não foram, porque Ranieri não deixou que voltassem. A Roma virou o jogo e conquistou 3 pontos que podem ser essenciais para que o técnico conquiste o scudetto e deixe de lado a fama de perdedor. A de banana, definitivamente, ele já deixou.


Aproveito e publico também a coluna do Jornal Placar da semana passada, que deixei passar, por esquecimento. O tema, aliás, é relacionado.

O time e o craque

 

“Que coisa ridícula! Basta o cara tocar na bola que todo mundo fica louco”. A frase, dita pela minha namorada, escapou quando assistíamos ao jogo entre Roma x Torino no estádio Olímpico da capital italiana, no dia 31 de maio do ano passado. Seria inócuo tentar explicar a ela os motivos da idolatria da torcida da Roma por Francesco Totti, que naquele dia buscava marcar seu gol de número 200 com a camisa do time. O gol saiu, enfim, aos 38 do segundo tempo, de pênalti, o que levou aquele monte de camisas 10 espalhadas pelo estádio a um estado de êxtase incompreensível para uma torcida já sem objetivos no campeonato.

Francesco Totti já é para muitos na cidade — para a maioria, creio — o maior jogador da história da Roma, superando nomes como Bruno Conti e Falcão. Se vier a conquistar seu segundo scudetto neste ano, será incontestavelmente insuperável na história romanista. E aí há o perigo de cairmos na injustiça de atribuir majoritariamente ao seu capitão o eventual título romanista desta temporada — boa parte da imprensa italiana já deu pista que isso deve ocorrer ao destacá-lo em versão solo para simbolizar a liderança assumida na rodada passada. Não será justo: da incrível marca de 23 jogos invicta no Italiano, vale lembrar, a Roma não contou com Totti em 11. E este time, ajustado pelo sempre criticado (por mim, inclusive) Claudio Ranieri, já chegou onde chegou.

Totti é o melhor jogador da Itália hoje. Um dos melhores que vi jogar. Jogasse no Real Madrid ou no Milan, teria seu nome gravado com mais força na história. Mas não é porque a Roma não é o Real Madrid que o seu possível título deverá ser atribuído ao seu único craque. Até porque, como mostra o próprio Real, craques muitas vezes não dizem nada…

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