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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010 jogadores, milan, roma, técnicos | 10:45

O primeiro ministro e o dirigente

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berluscaEsclareço desde já: não tenho simpatia política pelo primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi. Pelo contrário. Mas é inegável que, como dono do Milan, Berlusconi é daqueles dirigentes que dão ao noticiário esportivo, muitas vezes monótono e cheio de clichês, um tempero especial — assim como José Mourinho na categoria dos técnicos. Ao contrário da justiça desportiva italiana, Berlusconi não achou ruim quando o zagueiro Materazzi comemorou a vitória da Inter sobre o Milan usando uma máscara de… Berlusconi! O cartola é indiscutivelmente querido por seus jogadores pela maneira informal como os trata. Até na hora de dar declarações sobre o clube, o político-dirigente não é de embromar. Disse sobre a recente contratação do brasileiro Mancini, ex-Internazionale: “Não entendi sua contratação. É mais um meio-campista, quando precisávamos de alguém que finalizasse. O Mancini está parado há dois anos! Não concordo com sua contratação e já falei ao [Adriano] Galliani [vice-presidente do Milan]”. O caso parece exagerado — um erro, até. Mas, num time vencedor como o Milan, mostra que dirigentes nem sempre precisam se esconder atrás de dissimulações e mentiras para ter sucesso. No caso específico de Berlusconi, talvez o futebol funcione para dar vazão aos seus arroubos de sinceridade: nos estádios, eles são bem menos nocivos do que em um parlamento.

*   E o prestígio do brasileiro Mancini não é mesmo dos maiores na Itália atualmente. Sobre a transferência de seu ex-jogador, o técnico da Inter, José Mourinho, disse o seguinte, com um sorriso irônico no rosto: “Estou muito muito muito satisfeito que Mancini tenha ido ao Milan”.

*   Não há por que duvidar do Corriere della Sera, o jornal mais importante da Itália, quando ele informa que Ronaldinho Gaúcho fez festa em um hotel às vésperas do derby contra a Inter. Mas é curioso como as tais festas tinham cessado apenas quando o Milan estava vencendo, não?

*   Aliás, no momento em que as notícias no Milan voltam a ser as festas de Ronaldinho, Buffon diz que o objetivo da Juventus é chegar à Liga dos Campeões, e Ranieri afirma que não pretende iludir seus torcedores sobre chances de título da Roma. Ou seja: segundo seu próprios rivais, parece, a Inter já pode comemorar o penta.

*   Marcelo Lippi disse que não é surpresa a força que seu colega Fabio Capello conseguiu dar à em geral desacreditada seleção inglesa. Mas, de olho na Copa, lançou um desafio: “Gostaria de uma bela final entre Itália e Inglaterra para ver como ele se comportará na hora do hino italiano”.

*   Comentário do jornal La Gazzetta dello Sport sobre a entrada de Julio Baptista nos 2 x 0 contra a Udinese, ontem, pela Copa da Itália: “Se mexe como um cavalo louco: generoso, mas improdutivo”. De Rossi, em grande fase, foi de novo determinante com o ótimo lançamento para o gol de Vucinic.

*   Mario Balottelli recebeu multa de 22 mil euros por indisciplina, desta vez por xingar José Mourinho ao ser substituído durante o jogo contra a Fiorentina, quarta-feira, pela Copa da Itália. Apesar de sua pouca idade (19), cada dia mais tenho menos esperanças de ver Balotelli virar, de fato, um grande jogador. É o efeito Cassano.

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terça-feira, 18 de novembro de 2008 campeonato italiano, inter, juventus, milan, roma | 19:14

O futebol

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Júlio Baptista e a Roma: agora vai?

Não é que a alcunha de Nelson Rubens do calcio, proposta por um leitor alguns posts atrás, me incomode muito. Mas realmente chegou a hora de deixar um pouco de lado os strips, as brigas, os hotéis e as biografias e voltar a falar de futebol.

Ainda que o futebol na Itália, mesmo com grandes estrelas, não esteja empolgando.

Porque se é verdade que alguns times (não clubes) médios como Lazio, Udinese e Napoli têm mostrado mais do que deles se esperava, gigantes como Inter e Milan, principalmente, têm mostrado muito menos. O saldo, portanto, apesar do divertido equilíbrio até aqui, é negativo.

Vejamos, time por time:

MILAN
Os resultados até tem vindo, porque é normal que com os jogadores que têm à frente o Milan resolva algumas partidas mesmo não jogando bem. O meio-campo, com a recuperação de Gattuso, a iminente volta de Pirlo, Flamini se acertando e Seedorf em boa fase — não citarei Beckham já que sua passagem, pelo jeito, será breve — também não deve nada a ninguém. Mas depois de jogar com uma zaga formada por Favalli e Kaladze (um bom reserva) acho que chegou a hora de o Milan desconsiderar de vez a existência de Maldini e Nesta e contratar um zagueiro para ser titular. Não acho que esse cara seja o Senderos, mas preferia não dizer isso até que ele, enfim, estreasse. O Ronaldinho Gaúcho, segundo a Gazzetta de hoje, faz lobby pelo Thiago Silva. Será?

INTER
No fim das contas, apesar de toda a turbulência em que vive, é a líder do Italiano. Mesmo assim, e mesmo jogando (um pouco) mais que o Milan, o time continua sendo o principal alvo de cobranças e pressões. Será que é por que o futebol não empolga como se esperava que empolgasse na Era Mourinho? Ou será que é porque o técnico tem feito questão de ser vidraça? Precisava, por exemplo, ele ir à festa do futebol italiano (na qual seu antecessor Mancini foi eleito o melhor técnico da temporada 2007-08) e dizer que o calcio é um “produto que não agrada”? Não que não tenha razão, não quero entrar nesse mérito agora. Mas talvez essa divertida mania do técnico português de dizer absolutamente tudo o que pensa e de escancarar até mesmo os problemas internos não esteja fazendo bem para a Inter. Repito, gosto do Mourinho. Mas talvez ele tenha incorporado demais seu personagem. Às vezes a diplomacia é necessária.

JUVENTUS
É o time que conta com as ótimas fases de Del Piero e Amauri, e isso não tem sido pouco nesse Italiano. Ainda assim, e embora sua camisa faça milagres na briga pelo scudetto, pelo que a gente viu até agora eu não colocaria a Juve como um time em igualdade de condições com Milan a Inter na disputa pelo título. Digo isso mais pelo banco do que pelos times titulares: e quando digo “banco” leia-se técnico + opções de jogadores no elenco. De Ceglie, Marchisio e Giovinco? São ainda grandes promessas. Se conseguirem mudar de “status” ainda durante o campeonato, aí sim, acho, o título para a Juve será factível. Sem falar que esse time experiente tem boas chances de ir longe (e portanto priorizar) a Liga dos Campeões. Seria um sonho para que há pouco estava na Série B da Itália.

ROMA
Por que coloco aqui a Roma, 17ª colocada, e não bons times e mais bem colocados como Napoli, Lazio, Udinese e Fiorentina? Porque a Roma é, ainda, a quarta força desse Italiano. Porque uma vitória em um derby como o de domingo (e só quem conhece muito bem o futebol italiano entende o tamanho do jogo) tem poderes quase sobrenaturais de mudar tudo. Porque Spalletti enfim abriu mão de um esquema que não funcionava mais por motivos óbvios (leia mais na coluna de Leonardo Bertozzi, da Trivela). E porque se o jogo contra a Lazio pode ser um divisor de águas para o time da capital, o mesmo pode ocorrer com o autor do gol decisivo do derby: Júlio Baptista, que se não era até aqui um fracasso absoluto como o francês Menez, também não havia justificado, entre lesões e atuações medianas, a grana investida pelos Sensi em seu futebol.

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008 inter, liga dos campeões, roma | 13:15

Julgando Inter e Roma

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Não deu tempo, só vi os melhores momentos dos jogos. E, por eles, me pareceu justo que Adriano e Julio Baptista tenham sido escolhidos pela Gazzetta dello Sport como os melhores jogadores de Inter e Roma no empate contra o Werder e a vitória contra o Bordeuax, respectivamente.

Adriano, pareceu, jogou até mais. Mas jogar mais num empate contra o Werder, em casa, certamente não tem o mesmo efeito que teria se a Inter tivesse ganho. Quanto a JB, recuperado de lesão, ele voltará aos titulares da Roma rapidinho. E nem tanto pelos dois gols. Mas porque esse Menez, pelo jeito…

Vamos então às notas da Gazzetta para os times italianos nas partidas de ontem:

INTER
Júlio César 5,5
Maicon 6,5
Cordoba 6
Materazzi s/n (Burdisso 5,5)
Zanetti 7
Stankovic 6 (Quaresma 6)
Cambiasso 6,5
Muntari 6
Ibrahimovic 6,5
Adriano 7 (Cruz s/n)
Balotelli 5,5

ROMA
Doni 6
Cicinho 6
Mexes 6,5
Panucci 6
Riise 5,5
De Rossi 6,5
Taddei 6
Perrotta 5,5
Aquilani 5 (Okaka 6)
Menez 5 (Julio Baptista 7)
Vucinic 7 (Brighi s/n)

De acordo?

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segunda-feira, 25 de agosto de 2008 inter, roma | 15:43

Sobre Inter x Roma

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cena comum na época de Mancini, aconteceu pela primeira vez com Mourinho. Que atribuiu o feito a Mancini.
A Inter comemora: cena comum na época de Mancini, aconteceu pela
primeira vez com Mourinho. Que atribuiu o feito a Mancini

Breves notas depois do 2 x 2 na final da Supercopa da Itália entre Inter e Roma, com vitória dos milaneses por 6 x 5 nos pênaltis.

> Não quero ser maldoso, mas acho que poucas vezes vi o Mancini, quando jogava na Roma, comemorar um gol do Totti com a mesma intensidade com que comemorou o erro do capitão romanista na disputa de pênaltis da final de ontem.

> A cada dia que passa acho Mourinho melhor, pelo menos fora de campo. Pegou super bem na Itália o fato dele ter dito que o título era também mérito de Mancini. Até aí, tudo bem, nada de anormal. Mas o português não o faz com hipocrisia ou só por diplomacia, como é costume em casos do gênero. “Quando eu era técnico do Porto, ganhei a Liga dos Campeões. Depois que saí eles ganharam um monte de Copas na sequência, mas ninguém se lembrou de mim”, disse, dando assim muito mais credibilidade aos elogios para o antecessor.

> Não sou de achar que jogos de torneios de verão, amistosos de pré-temporada e até mesmo a final de Supercopa valham para avaliar o que times ou jogadores farão na temporada. Mas, no caso das atuações de Balotelli pela Inter, estou achando que Adriano, Júlio Cruz e Crespo perigam acabar ficando para trás…

> As “estréias oficiais” de Mancini e Júlio Baptista não empolgaram os italianos. Sobre o jogador da Roma, o Corriere della Sera já soltou um (precipitado?) veredicto: “Parece que jogar como externo não é seu negócio”.

 
Tá certo: Totti realmente está sem condições de jogo. Mas isso não tem
nada a ver com o decisivo pênalti perdido na final contra a Inter

Depois das minhas, as notas da final segundo o Corriere della Sera:

Inter
Júlio César 6,5, Maicon 7, Burdisso 5,5 (Rivas s/n), Cambiasso 6, Maxwell 5,5, Zanetti 6,5, Stankovic 6, Muntari 7, Figo 5 (Balotelli 7,5), Ibrahimovic 6, Mancini 5,5 (Jimenez 5,5).

Roma
Doni 7, Cassetti 5, Mexès 6, Juan 6, Riise 5,5 (Tonetto s/n), De Rossi 6,5, Pizarro 7, Perrotta 6 (Totti 5,5), Aquilani 5,5 (Okaka 6,5), Julio Baptista 5, Vucinic 6.

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