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Posts com a Tag kaká

terça-feira, 3 de novembro de 2009 liga dos campeões, milan | 19:58

Grazie de arrepiar

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Antes mesmo do jogaço que marcava a volta de Kaká ao San Siro começar, a torcida do Milan já dava uma pista de como se comportaria em relação ao antigo ídolo, que agora veste a camisa do Real Madrid. “Grazie Kaká: 6 anni di emozioni non si possono dimenticare, ma stasera siamo venuti fin qua per vedere segnare il Milan“, dizia a enorme faixa acima, entre os torcedores milanistas.

Traduzindo a brincadeira, uma alusão à “extinta” musiquinha que dizia “siamo venuti fin qua per vedere segnare Kaká“: “Obrigado, Kaká: 6 anos de emoções não podem ser esquecidos, mas esta noite nós viemos aqui para ver o Milan marcar”.

Antes de a bola rolar, Kaká entrou em campo para se aquecer com os demais jogadores e foi aplaudidíssimo. Durante o jogo, não.

Mas, em sua velha casa, Kaká bem que fez por merecer mais aplauso: fez como costumava fazer nos tempos de Milan e, com uma belíssima jogada, deu início ao gol de Benzema. Justíssimo pelo que jogavam os dois times até então. O brasileiro, que já tinha deixado clara a intenção de não comemorar um gol contra seu ex-time caso marcasse, celebrou o do colega francês, ainda que discretamente.

Vieram então, ainda no primeito tempo, as trapalhadas do árbitro alemão: um pênalti inventado para o Milan — convertido por Ronaldinho — e um gol de Pato, que viraria o jogo, injustamente anulado.

O primeiro tempo, espetacular, terminou com o 1 x 1 no placar. Na segunda etapa, a superioridade do Real deixou de existir, mas o jogo continuou ótimo — e com o 1 x 1 no placar (leia o relato). Um resultado melhor para o antigo time de Kaká, mas nenhuma tragédia para sua nova equipe, apesar da aproximação do Olympique de Marselha.

Ninguém, portanto, deixou o campo decepcionado. Muito menos Kaká, que depois do apito final voltou a ouvir calorosos aplausos da torcida do Milan. E um “olê olê olê, Kaká Kaká!” de arrepiar.

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Kaká aplaude a torcida do Milan que, definitivamente, não o esqueceu

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009 inter, jogadores, milan | 11:19

Ibra e Kaká: foi tão diferente?

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Coluna desta sexta no jornal Placar.

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O preço da ‘onesta’
De volta a Milão para enfrentar a Inter, time do qual foi o astro na conquista dos últimos Italianos, o atacante Zlatan Ibrahimovic, agora no Barcelona, foi vaiado por seus antigos fãs. Não foi uma surpresa. Mesmo quando ainda vestia a camisa da Inter, já campeão, o sueco havia recebido apupos por parte de sua torcida, irritada com as constantes declarações de que queria sair para jogar na Espanha.

Kaká, hoje no Real Madrid, também voltará ao estádio San Siro, onde brilhou com a camisa do Milan — as duas equipes se enfrentarão ali no dia 3/11. Sobre a reação dos milanistas para com o antigo ídolo, não há dúvidas: ouviremos aplausos e veremos faixas externando “saudade”, nossa palavra que os italianos mais apreciam. Críticas, quase certas, só para Berlusconi, por ter vendido o brasileiro.

A principal diferença nas histórias de Ibra e Kaká está nos discursos. Na prática, ambos deixaram as equipes onde reinavam para brilhar e/ou ganhar mais na Espanha — embora a Inter estivesse mais disposta a segurar o sueco do que o Milan a permanecer com o brasileiro. Mas Ibra assumiu seu desejo de sair. E Kaká disse que partia triste, por necessidade.

Não à toa, na última quarta, entre a minoria de torcedores da Inter que não vaiou Ibrahimovic, uma faixa se destacava: “Ibra, melhor sua ‘onesta’ que o jogo de cena do Kaká!”.

Ausência decisiva
Ronaldinho Gaúcho estar fora do time titular do Milan foi determinante para a vitória sobre o Olympique de Marselha pela Liga dos Campeões. Inzaghi, que ganhou um lugar na equipe graças à saída do brasileiro, marcou os dois gols. E Seedorf, que jogou na função em que Ronaldinho vinha tentando jogar, foi o melhor em campo.

Ausência sentida
Diego Armando Maradona Júnior, o filho italiano de Maradona, conquistou o scudetto de futebol de areia com o US Boys Caivanese. E se lamentou: “Todos da minha família argentina ligaram para me cumprimentar. Todos, menos meu pai. De agora em diante, também não vou mais procurá-lo”, disse o garoto, que tem 22 anos.

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sexta-feira, 17 de julho de 2009 jogadores, milan | 12:14

Deus x Diabo

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Não vou me meter na questão religiosa. Cada um faz o que quer, escolhe a religião que quer, fala o que quer.

Mas a frase da mulher de Kaká, Caroline Celico, durante a pregação religiosa do vídeo abaixo, é reveladora: “Deus colocou esse dinheiro na mão do Real Madrid pra contratar o Kaká. Foi uma grande benção. Quem não sabia disso levanta a mão.”

Eu levantei. E Silvio Berlusconi, o poderoso dono do Milan tão criticado por ter vendido Kaká para o Real Madrid, também deve ter levantado. Aliás, depois da revelação de Carol, as críticas ao primeiro ministro italiano terão que cessar! Afinal, convenhamos, o adversário era poderoso demais…

Agora, cá entre nós, com a Rominha quebrada e tantos outros clubes precisando de dinheiro por aí, Ele tinha que colocar o dinheiro justo na mão do Real Madrid de Florentino Perez?

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terça-feira, 7 de julho de 2009 jogadores, roma, Sem categoria | 16:06

Valores e valores

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Segue a coluninha desta terça no Jornal Placar…

Há meses que a torcida da Roma só fala da possível venda do clube. Há meses que um empresário endinheirado chamado Vinicio Fioranelli tenta convencer os donos da Roma (seus devedores) de que, se lhe derem o clube, ele abaterá 200 milhões de euros da dívida e transformará o time em um gigante da Europa. Há meses que os torcedores tentam se convencer disso. Até que…

Um advogado do tal Fioranelli, Nicola Irti, disse a uma rádio que “A Roma precisa se livrar de Totti, porque ele é a ruína do clube, como Raúl é do Real Madrid”. Talvez a gente não entenda, pois é duro imaginar a idolatria por Totti em Roma, mas a frase teve repercussão colossal e fez até prefeito e governador manifestarem-se a favor do jogador. Como fez Fioranelli: “Estou cercado de gente que fala demais. Foram frases gratuitas e estúpidas. Certas pessoas só querem fazer publicidade própria”, disse. O estrago, porém, estava feito. E há quem diga que também por isso o negócio esfriou.

Domingo, Totti anunciou que renovará seu contrato com a Roma, o único clube pelo qual jogou, até 2014 — quando pretende parar, aos 38.

E aos engravatados interessados em lucrar com o futebol, ficou a lição: nesse mundo, por sorte, ainda existem valores e relações que não tem a ver só com dinheiro. Como as de Totti e Raúl…

A volta do 10
Na mesma entrevista em que anunciou a renovação de contrato, Totti se disse disposto a voltar à seleção italiana, da qual abrira mão após a Copa de 2006: “Se Lippi quiser conversar, eu vou”. Jornalistas italianos desconfiam que a conversa com o técnico já ocorreu. E que a volta é praticamente certa.

A ida do 22
Resposta de Silvio Berlusconi, dono do Milan, sobre quem fará mais falta ao time, Kaká, Maldini ou Ancelotti: “Maldini, porque jogou aqui até os 41 anos e foi uma bandeira do clube”. Sobre Kaká, nem uma palavra. Será mágoa pelos votos que ele diz ter perdido nas eleições devido à venda do meia?

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quarta-feira, 1 de julho de 2009 jogadores, milan | 14:01

Perfeito, Kaká

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Escrevi ontem, na coluna do post de baixo publicada pelo jornal Placar, sobre o esforço (bem sucedido) que Kaká fez para deixar a Itália de bem com a torcida do Milan.

Esforço que também prevaleceu durante sua apresentação ao Real Madrid, para mais de 40 mil pessoal, no Santiago Bernabéu.

Kaká foi impecável no mega-evento: primeiro, pelo esforço em falar espanhol. Depois, pela esperteza em citar ‘os donos do vestiário’ merengue como Raúl e Guti (e ainda fazer uma referência aos “holandeses”, que estariam insatisfeito com essa nova fase galáctica do clube). E terceiro, na coletiva de imprensa, por lembrar que não eram apenas os espanhóis a ouvi-lo.

“Eu sempre disse que SE UM DIA TIVESSE QUE SAIR…”; “Sempre falei que NO CASO DE TER QUE DEIXAR o Milan”; “O Real sempre foi minha prioridade SE EU DEIXASSE o Milan”. Foram essas algumas das frases de Kaká que, ao deixar bem clara sua preferência pelo Real em relação a outros clube, não disse ter essa preferência também em relação ao Milan.

Sua vontade de permanecer no Milan poderia até ser verdadeira, hoje já não importa. Mas, no grandioso evento de ontem, não seria surpresa se num deslize de populismo, para agradar seus novos fãs, Kaká dissesse algo na linha de “Sempre sonhei jogar aqui” ou “Este é o máximo que um jogador pode atingir”.

Se o mérito é todo seu ou se meu amigo Diogo Kotscho, seu assessor, tem participação na performance eu não sei. Mas Kaká foi perfeito, pois agradou a gregos e troianos.

Tanto que, hoje, a Gazzetta dello Sport destaca justamente a ‘fidelidade’ de Kaká e o fato de ele “não ter se desmentido” ontem. Ao lado do relato da apresentação há uma coluna, assinada por Alessandra Bocci, que termina assim:

“Agora que ele se foi, esperemos que continue como é. Um homem que não inventou o futebol, como destacou o seu ex-empregador Berlusconi, mas que inventou o seu estilo. E como ontem ele já beijou duas vezes Florentino Perez [presidente do Real], esperemos que pelo menos não beije tão cedo a camisa branca. Nem por engano.”

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terça-feira, 30 de junho de 2009 jogadores, milan | 20:04

Pato, o sucessor?

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Segue a coluninha desta terça-feira no Jornal Placar.
Sobre a sucessão de Kaká: fora de campo, Pato está pronto?


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quarta-feira, 6 de maio de 2009 jogadores | 13:14

Os melhores brasileiros do Italiano

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Vamos à coluninha de ontem no Jornal Placar, na qual escolhi os 10 melhores brasileiros deste Campeonato Italiano que está prestes a acabar. Fiquem à vontade para cornetar: mudar a ordem, acrescentar nomes, excluir outros… depois, se for o caso, podemos discutir mais por aqui.

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quarta-feira, 4 de março de 2009 azzurra, campeonato italiano, copa da itália, inter, jogadores, milan, roma, vídeos | 17:30

Um pouco de tudo

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Faltei ontem, então vamos dar uma passada rapidinha em tudo hoje.

* Começando pelo inacreditável monólogo de José Mourinho, cujo vídeo reproduzo abaixo. Não vou, ainda, entrar no mérito das questões — acho que ele tem algumas, não todas, razões. Mas Mourinho, desde que chegou à Itália, tem feito o futebol italiano parar para pensar sobre si (se pudessem começar pelo fim da “moviola”, a insuportável e interminável série de replays de lances polêmicos com os quais os programas de TV tomam 40% de seu tempo, já seria uma boa). Aliás, sua frase “il mondo del calcio, che non è il mio” deixa claro o quanto Mourinho não gosta mesmo do que cerca o futebol italiano. E o fato de dizer isso, sem meias palavras, não deixa de ser um mérito. É justamente o que faz o calcio parar para pensar — tenho lido, na imprensa italiana, debates interessantes sobre temas lançados pela fúria de Mourinho.

* Diante das dúvidas sobre as condições físicas de Totti (só pra variar), a Roma só não deve ter uma dúvida: a de não escalá-lo no Campeonato Italiano e poupá-lo para o jogo contra o Arsenal. O jogo que, quem sabe, poderia colaborar para num futuro improvável tirar a razão de Mourinho ao afirmar (também no vídeo acima) que a Roma terminará a temporada com “zero título”. Sonhar não custa nada. E a Roma, contra a Inter, mostrou que também pode jogar bem sem Totti.

* Por mais que me esforce, não consigo entender o que teria levado Ancelotti a dar as declarações de que Beckham é melhor do que Kaká (confesso não ter lido na Itália, e certas vezes as traduções…). Mas suponhamos que foi isso mesmo. Qual seria a intenção? Afagar o inglês para que ele fique no time? Irritar o brasileiro para que ele force a ida ao Real e ajude Berlusconi a economizar? Ou seria apenas sinceridade? Nada faz muito sentido.

* Faz mais sentido a boa resposta de Bruce Arena, técnico do Los Angeles Galaxy, ao comentar as declarações de Beckham, segundo o qual “o Milan tem jogadores extraordinários, é um dos times mais fortes do mundo e tem um dos melhores técnicos”. O comentário do norte-americano: “É óbvio que é assim. Se não fosse, com aquilo que gasta, o Milan seria um dos clubes mais estúpidos do mundo”. É boa, vai…

* A mulher de Amauri é, enfim, cidadã italiana. Agora sabereremos se ele também quer ser. O que, vale lembrar, não tem nada a ver com saber se ele vai querer ou não jogar pela Azzurra. Isso só saberemos, talvez, daqui a seis meses. Quando Amauri deve receber sua cidadania, se a pedir.

* Ainda não havia sido divulgado, quando escrevi o post anterior, que tinham sido manifestações racistas a fazer com que Balotelli mandasse a torcida da Roma calar a boca depois de marcar o gol no domingo. Se foi mesmo assim, mudo de opinião: fez bem o garoto. Manifestações estúpidas desse gênero não podem ficar sem resposta.

* Ontem a Lazio bateu a Juve por 2 x 1, em Roma, na semifinal da Copa da Itália. Agora, enquanto escrevo, a Sampdoria vai derrotando a Inter por 3 x 0, ainda no primeiro tempo, com gols de Cassano e Pazzini (2). A dupla que já havia marcado na vitória sobre o Milan e que muita gente pede na seleção italiana. Pelo jeito, o lobby só tende a crescer…

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009 jogadores, Sem categoria | 12:15

Kaká não joga, o lado bom

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Está confirmado que Kaká não jogará o clássico milanês contra a Inter, a principal partida da rodada deste final de semana do Campeonato Italiano. O fato, claro, é péssimo tanto para Kaká como para a torcida do Milan. Mas tem um lado bom para o meia-atacante.

Explico: fiquei surpreso quando, dois dias depois do anúncio do seu corte, justamente no dia de Brasil x Itália, o site do Corriere dello Sport estampou a manchete abaixo, informando que Kaká havia melhorado e que talvez pudesse jogar o clássico de domingo.

Na Itália, quem conhece o calcio sabe, é normal os departamentos médicos dos clubes “agravarem” o diagnóstico de certas lesões dos seus jogadores para que eles saltem um ou outro joguinho menos importante da seleção. E isso, a gente supõe, só deve acontecer com consentimento do atleta envolvido.

Kaká jamais deu indícios de não querer servir à seleção brasileira. Quando chegou a se falar disso, na Copa América de 2007, ele só não jogou porque precisava, de fato, passar por uma cirurgia. Dunga nunca pôde (vou usar esse acento que não existe mais, me perdoem) e não pode (entenderam por que usei o acento?) reclamar de Kaká.

Kaká sempre foi absolutamente dedicado à seleção. Não reclamou nem mesmo quando Dunga, no começo da sua gestão, o colocou no banco de reservas. No campo, ele recuperou a vaga de titular e, não só isso, acabou virando, de longe, o jogador mais importante do time.

Kaká sempre foi e continua sendo absolutamente honesto com a seleção, acho eu. Mas é a aquela velha história da mulher de César: às vezes não basta ser honesto, é preciso, também, parecer honesto. E nesse sentido, o fato de Kaká não jogar contra a Inter só ajuda…

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 azzurra | 15:03

A frase do ano

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Eu ia, ontem, falar um pouco sobre o  Brasil x Itália de hoje. Mas o sistema estava — e na verdade continua — capenga. Então não rolou. Mas não posso deixar de reproduzir a frase do ano (recém-iniciado, é verdade) até aqui. É do blog do Tutty Vasques, ontem, sobre o jogo de hoje:

“Com a contusão de Kaká, Tarso Genro passou a ser a melhor opção de Dunga para enfrentar a Itália”

Bom, por enquanto é isso. Se não virem nada por aqui depois do jogo, já sabem o motivo, certo?

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