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Posts com a Tag lazio x roma

segunda-feira, 8 de novembro de 2010 campeonato italiano, roma | 11:34

E agora, Lazio?

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“Se vencermos o derby, poderemos realmente começar a pensar grande”, disse o técnico da Lazio, Edoardo Reja, pouco antes de sua equipe terminar derrotada por 2 a 0 pela Roma, no estádio Olímpico da capital italiana. Usar a frase do técnico para afirma que seu time não tem motivos para “pensar grande” seria exagero, até porque a Lazio segue na liderança do Campeonato Italiano, com dois pontos de vantagem sobre o vice-líder Milan.

Reja, porém, disse o que disse por saber do peso que o clássico costuma ter no desempenho dos dois times na Série A. Se a Lazio de Hernanes vier a cair de rendimento a partir de agora, não será a primeira vez que o derby terá servido como um divisor de águas na campanha dos times da capital. Em torneios recentes, por exemplo, a recuperação da Roma ocorreu justamente a partir de vitórias sobre seu maior rival.

Para um time que vinha sobrando no campeonato, a derrota contra a Roma não poderia ter vindo em momento pior. Resta aos laziales o consolo de que não há muito tempo para turbulências, já que a próxima rodada da Série A ocorre nesta quarta-feira, quando a Lazio enfrenta o frágil Cesena, vice-lanterna do Italiano.

Nunca, aliás, um confronto contra o Cesena foi tão importante: será este o jogo a determinar se a derrota para a Roma foi apenas um deslize. Ou se será um divisor de águas.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010 campeonato italiano, roma | 16:26

Era uma vez um banana

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"Banana, io"?

Não , não sou da turma dos que supervalorizam trabalhos de técnicos e suas linhas de 3, 4 ou 11. Mas, na última semana, o futebol italiano viu dois treinadores fazerem, de fato, a diferença.

José Mourinho foi determinante para que a Internazionale conseguisse anular Messi e Xavi e abrisse boa vantagem nas semifinais da Liga dos Campeões. Foi devidamente reconhecido pela imprensa europeia e brasileira. O mesmo não ocorreu com o romanista Claudio Ranieri, sobre o qual pesa o estigma de perdedor — só venceu uma Copa e uma Supercopa da Itália pela Fiorentina, além de uma Copa do Rei pelo Valencia — e, pior, de banana.

Pois o segundo adjetivo deve ser cortado da sua lista de características: substituir Totti e De Rossi no intervalo do derby, no qual sua Roma perdia por 1 x 0 para a Lazio, foi o ato mais corajoso de um técnico italiano nos últimos anos. Tivesse perdido a partida — e esteve perto disso antes de Julio Sergio defender um pênalti —, Ranieri teria sido massacrado por torcedores e jornalistas. Porque ainda que Totti e De Rossi, os melhores e mais emblemáticos jogadores da Roma, já tenham provado não ter condições psicológicas de jogar partidas decisivas quando a equipe sai perdendo, substituí-los é tarefa ingrata na capital italiana.

No primeiro tempo, quando ambos receberam cartão amarelo por lances estúpidos, eu apostava que ao menos um deles seria expulso no 2º tempo. Não foram, porque Ranieri não deixou que voltassem. A Roma virou o jogo e conquistou 3 pontos que podem ser essenciais para que o técnico conquiste o scudetto e deixe de lado a fama de perdedor. A de banana, definitivamente, ele já deixou.


Aproveito e publico também a coluna do Jornal Placar da semana passada, que deixei passar, por esquecimento. O tema, aliás, é relacionado.

O time e o craque

 

“Que coisa ridícula! Basta o cara tocar na bola que todo mundo fica louco”. A frase, dita pela minha namorada, escapou quando assistíamos ao jogo entre Roma x Torino no estádio Olímpico da capital italiana, no dia 31 de maio do ano passado. Seria inócuo tentar explicar a ela os motivos da idolatria da torcida da Roma por Francesco Totti, que naquele dia buscava marcar seu gol de número 200 com a camisa do time. O gol saiu, enfim, aos 38 do segundo tempo, de pênalti, o que levou aquele monte de camisas 10 espalhadas pelo estádio a um estado de êxtase incompreensível para uma torcida já sem objetivos no campeonato.

Francesco Totti já é para muitos na cidade — para a maioria, creio — o maior jogador da história da Roma, superando nomes como Bruno Conti e Falcão. Se vier a conquistar seu segundo scudetto neste ano, será incontestavelmente insuperável na história romanista. E aí há o perigo de cairmos na injustiça de atribuir majoritariamente ao seu capitão o eventual título romanista desta temporada — boa parte da imprensa italiana já deu pista que isso deve ocorrer ao destacá-lo em versão solo para simbolizar a liderança assumida na rodada passada. Não será justo: da incrível marca de 23 jogos invicta no Italiano, vale lembrar, a Roma não contou com Totti em 11. E este time, ajustado pelo sempre criticado (por mim, inclusive) Claudio Ranieri, já chegou onde chegou.

Totti é o melhor jogador da Itália hoje. Um dos melhores que vi jogar. Jogasse no Real Madrid ou no Milan, teria seu nome gravado com mais força na história. Mas não é porque a Roma não é o Real Madrid que o seu possível título deverá ser atribuído ao seu único craque. Até porque, como mostra o próprio Real, craques muitas vezes não dizem nada…

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quarta-feira, 21 de abril de 2010 inter, jogadores, vídeos | 10:38

O fim da linha

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Tinha tudo pra ser uma noite só de festa depois da incontestável vitória da Inter por 3 x 1 sobre o Barcelona, pelas semifinais da Liga dos Campeões. Mas a estupidez de Mario Balotelli, de novo, fez mais barulho.

Depois de se declarar torcedor do Milan e de ser flagrado pela TV vestindo a camisa do arquirrival, o garoto que eu, então otimista, apresentava neste blog em setembro de 2008, deu mais um exemplo de que será a cabeça a tornar sua carreira muito menos significativa do que poderia vir a ser – vale lembrar que há não mais de dois meses a imprensa italiana pedia sua convocação para a Copa do Mundo.

Nesta terça, porém, durante o jogo no qual atuou (sem vontade) por apenas alguns minutos, Balotelli irritou-se com as vaias da torcida (que, compreensivelmente, não o vê mais com bons olhos) e não titubeou em xingá-la, sem se preocupar (de novo) com as câmeras. Ao deixar o campo, fez pior: tirou a camisa da Inter e atirou-a ao chão, com desprezo, sendo ainda mais vaiado. Veja a cena:

Depois do episódio, entre seus colegas, apenas Stankovic tentou contemporizar (foi ele, aliás, quem pegou a camiseta do chão). Materazzi, o rival Ibrahimovic é quem garante, tentou bater em Balotelli no túnel que dava acesso ao vestiário – foi contido. José Mourinho, como que repreendendo a uma criança de 7 anos, chamou o gesto de “muito feio”. O capitão Javier Zanetti afirmou que Balotelli “estragou a festa”. E o diretor Ernesto Paolillo classificou o gesto como “péssimo, absolutamente péssimo”.

Apesar da conhecida generosidade do dono da Inter, Massimo Moratti, com seus jogadores (Adriano e Ronaldo que o digam…), parece que Balotelli chegou ao fim da linha na Inter. Nesta temporada, então, seria burice de José Mourinho voltar a escalá-lo em qualquer jogo. E Mourinho não é burro.

Resta à Inter tentar ganhar um troco para se livrar deste problema chamado Balotelli. Para tal, precisará encontrar um comprador com a mesma inteligência do atacante.

Lazio 1 x 2 Roma
Fiquei em falta, como já virou costume, depois da incrível virada da Roma sobre a Lazio. Mas, se ainda não escrevi sobre o tema, o farei nesta quinta. E os méritos todos, já adianto, irão para Claudio Ranieri, o técnico romanista que virou o técnico mais macho do mundo. Perto de sua coragem para tirar os então desequilibrados Totti e De Rossi (scusate, ragazzi, mas é preciso admitir), o pênalti defendido por Júlio Sérgio virou fichinha.

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