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sexta-feira, 27 de novembro de 2009 azzurra, milan | 04:32

Pazzini x Amauri

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pazzoamauri

 
Na semana passada, o atacante da Sampdoria e da seleção italiana Giampaolo Pazzini não teve dúvidas ao criticar a possível convocação do brasileiro Amauri, da Juventus, para defender a Azzurra: “A situação me deixa incomodado. Posso entender quando alguém é meio brasileiro e meio italiano, mas não quando não tem nada de italiano”. A resposta não tardou: “Escolhi jogar pela Itália há um ano. Sempre respeitei a opinião de todos, inclusive as de Pazzini, e peço que respeitem a minha”.

Talvez Pazzini tenha razão. Talvez as convocações de atletas cuja opção de defender uma nova pátria esteja atrelada à recusa de sua seleção ‘de nascimento’ sejam discutíveis. Talvez. Ainda assim, as declarações do atacante italiano soam mal, muito mal. Pazzini, como concorrente direto de Amauri por um posto na Copa do Mundo, deveria ficar calado. A discussão, se é que deve existir, não deveria contar com sua participação. Pazzini tem 25 anos e Amauri, 29. Pazzini é cidadão italiano, coisa que Amauri só deve conseguir ser por volta de março. Pazzini, me parece, tem até mais futebol. E já tem tido a chance de mostrá-lo na seleção, ao contrário do atacante da Juventus. Pazzini, portanto, não deveria tentar ganhar a vaga no grito. Mas no campo.

Cassano x Lippi
Semanas atrás, Cassano afirmou que, quanto mais se falava dele, mais ele via como improvável sua convocação à seleção italiana. A edição desta sexta-feira da revista L’Espresso publica entrevista com o técnico da Azzurra, Marcelo Lippi, que praticamente comprova a tese: “Fico triste por Cassano, porque se trata de um bom garoto. Mas criou-se uma situação inacreditável”.

Gattuso x Leonardo
“Não quero esperar que alguém jogue mal ou se machuque para ser utilizado”. A frase, dita ontem pelo volante Gattuso, do Milan, mostra que Leonardo está enfrentando algumas dificuldades para gerenciar o renomado (mas envelhecido) elenco do clube. Coisa que Carlo Ancelotti, justiça seja feita, sempre fez com maestria. No seu tempo, reclamações do tipo eram raríssimas.

* Texto publicado nesta sexta-feira, 27/11, no Jornal Placar.


PS
: Peço perdão aos fiéis leitores deste blog pelas raras atualizações nas últimas semanas. Mudanças e novas atribuições profissionais me impedem de estar mais presente. Mas quem sabe aos poucos, como Ronaldinho Gaúcho, a gente não vai recuperando o velho desempenho?

PS2: Neste fim de semana comento Udinese x Livorno, a partir das 14h55 de sábado, com narração de Luiz Carlos Largo, e Internazionale x Fiorentina, a partir das 11h30 de domingo (com Abre o Jogo), narraçao de João Palomino. Ambos na ESPN Internacional.

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terça-feira, 24 de março de 2009 azzurra | 19:14

Os 23 e o – 1

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Cassano na Samp: “Valeu, Pazzini. Vai lá. De nada e boa sorte” (foto Reuters)

Vamos, enfim, à seleção italiana. Que teve 23 convocados para os jogos contra Montenegro e Irlanda, mas uma ausência mais comentada do que as 23 presenças: Cassano.

O atacante até conseguiu emplacar uma convocação, mas não a sua: afinal, qualquer que tenha visto os últimos jogos da Samp sabe que, se não fosse pelo ‘pazzo’, Pazzini dificilmente teria sido chamado para substituir Luca Toni. Há três meses ninguém sonhava com Pazzini na seleção e se hoje ele está lá é muito por mérito do seu parceiro de ataque.

Além de Pazzini, as novidades Bocchetti, zagueiro que vem jogando muito pelo Genoa, e Motta, lateral que vem fazendo o mesmo pela Roma, não foram discutidas por ninguém. São convocações merecidas. Assim como a confirmação do volante Brighi e do meia-atacante Foggia, por enquanto uma aposta de Lippi.

Da ausência de Del Piero, também, ninguém reclamou. Até porque, há um bom tempo, é Cassano quem vem jogando o melhor futebol todos os italianos da Série A. Numa enquete da Gazzetta dello Sport, com mais de 40 mil votos, nada menos do que 80% do internautas votaram por sua convocação.

A impressão que tenho é que os italianos, assim como os brasileiros, querem gostar mais de sua seleção. E hoje apenas Cassano, com loucuras ou sem, pode fazer com que isso aconteça.

Marcelo Lippi conta com o respeito de quem levou a Itália ao seu quarto título mundial. Entre outras coisas, com o perdão do chavão, porque conseguiu formar um grupo extremamente unido. “Meu maior desafio é conseguir contar com um elenco tão unido como o de 2006”, disse recentemente.

Sua decisão de não chamar Casssano certamente esbarra nisso. Mas hoje, sem Totti, abrir mão do atacante da Samp é ruim para o futebol — embora não necessariamente seja ruim para a Itália. Lippi, justamente por ter um respaldo com poucos precedentes no futebol italiano, bem que podia tentar, mais uma vez, colocar Cassano “na linha”.

Aos 26 anos, justamente quando os jogadores costumam chegar ao ápice, Cassano teria que aproveitar sua última chance. Se o fizesse, Lippi sairia com o mérito de quem, enfim, fez o craque desabrochar; se não o fizesse, o técnico deixaria de chamá-lo, simples assim. E mesmo nessa segunda hipótese, tenho certeza, não seria criticado e ainda se livraria das pressões.

Não vale tentar?

Para não perder o costume, listo os convocados e a minha “seleção ideal” entre os chamados. Embora seja bom lembrar: De Rossi, Pirlo e Chiellini (ou seria Gamberini?) estão pendurados e podem ser poupados do confronto contra Montenegro (sem Vucinic) para jogar o mais importante duelo diante da Irlanda, a principal rival do grupo.

CONVOCADOS

Goleiros: Amelia (Palermo), Buffon (Juventus), De Sanctis (Galatasaray)

Defensores: Bocchetti (Genoa), Cannavaro (Real Madrid), Chiellini (Juventus), Dossena (Liverpool), Gamberini (Fiorentina), Grosso (Lyon-FRA), Motta (Roma), Zambrotta (Milan)

Meio-campistas: Brighi (Roma), De Rossi (Roma), Foggia (Lazio), Montolivo (Fiorentina), Palombo (Sampdoria), Pirlo (Milan)

Atacantes: Di Natale (Udinese), Iaquinta (Juventus), Pazzini (Sampdoria), Pepe (Udinese), Quagliarella (Udinese), Rossi (Villarrea-ESP)

TIME DO BLOG (sem explicações)

Buffon, (Motta, tinha errado) Zambrotta, Cannavaro, Chiellini e Grosso; De Rossi, Brighi e Pirlo; Rossi, Pazzini e Di Natale.

E o seu time ideal, considerando apenas os convocados, qual é?

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009 azzurra, fora dos campos, jogadores, música e cinema | 11:52

A Itália, Gomorra e os gays

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Opa, voltei. Com duas declarações que fizeram barulho na Itália nos últimos dias. A primeira, de Fabio Cannavaro sobre o badalado filme Gomorra, de Matteo Garrone. A segunda, do técnico Marcelo Lippi sobre a (não) existência de gays no futebol.

Começando por Cannavaro:
“Para o cinema italiano, espero que Gomorra vença o Oscar. Mas não acho que o filme faça bem à imagem da Itália no mundo. Já temos muitas etiquetas negativas. Hoje mesmo um colga de clube me disse: ‘Italiano? Mafioso!’ É muito fácil que um problema local seja generalizado.”

O ótimo filme a que Cannavaro se refere, vencedor do Grande Prêmio do Juri em Cannes e candidato italiano na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro, é esse do vídeo abaixo — curiosidade: três dos atores que participam do filme já foram presos recentemente por, adivinhem, envolvimento com a máfia.

O livro, de Roberto Saviano, me parece ainda melhor — embora eu esteja apenas no começo. Para quem não sabe, o autor se infiltrou na máfia napolitana para escrever o livro que deu origem ao filme. Hoje, ameaçado de morte, vive sob forte proteção policial.

Agora, as declarações de Lippi:
“Honestamente, acho que não existem jogadores gays. Em 40 anos, nunca os conheci. Ninguém que tenha trabalhado comigo em todo este tempo e em tantos clubes me disse algo a respeito. Alguns jogadores podem até ter esta tendência, mas não saem por aí fazendo propostas ou manifestos, o que quer dizer não viver à luz da própria homossexualidade. No mundo existe só uma raça, a humana. Por isso não excluiria um gay ou um negro da seleção italiana. Mas acho que seria difícil, pela maneira como são os jogadores, que um homossexual possa viver nesta profissão de maneira natural. Quando treino, não gosto de fazer o papel de pai, de aconselhar. Sou um treinador, mas aprecio que os jogadores saibam que, se quiserem me confessar algo, estou à disposição. Se alguém me confessar que é gay, eu o aconselharia a viver plenamente esta realidade e, com inteligência, não modificar sua relação com os colegas. Sugeriria que ele fosse leal com sua profissão e fizesse aquilo que quisesse na vida privada.”

Para encerrar, o vídeo da entrevista completa:

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