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sexta-feira, 4 de setembro de 2009 azzurra, campeonato italiano, jogadores | 10:15

Caindo na real

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Coluna desta sexta no Jornal Placar:

 

 

 

Em tempos de crise, o futebol italiano caiu na real. É o que mostra o saldo entre quanto os 20 times da Série A gastaram para comprar e quanto receberam por vender jogadores no último mercado. A cifra foi negativa, mas de apenas 13 milhões de euros: foram gastos, no total, 452 milhões, mas entraram no caixa dos clubes nada menos que 439 milhões. O balanço quase neutro, não tantos anos atrás, era algo impensável em um país que se notabilizava por torrar o que fosse preciso para contratar os melhores jogadores do planeta.

Tiveram peso decisivo nesse número o balanço final dos antes gastões clubes de Milão, Inter e Milan, que venderam Ibrahimovic e Kaká por 75 e 67 milhões de euros, respectivamente. A Inter ainda consumiu boa parte do dinheiro amealhado, encerrando o mercado com um saldo de pouco mais de 37 milhões; já o Milan preferiu deixar em seus cofres 55 milhões.

Como a Roma recebeu 20 milhões pela venda de Aquilani ao Liverpool e só gastou 3,5, foi a Juventus, entre os quatro principais times do país na última década, o único a gastar mais do que recebeu. Seu saldo foi de – 37,3 milhões e, destes, 24,5 foram gastos para tirar o meia Diego do Werder Bremen. Um investimento que, a julgar pelas duas primeiras rodadas do Italiano, será muito bem justificado.


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Ao pedir demissão da Roma, Luciano Spalletti abriu mão dos 7,2 milhões de euros que ainda receberia até o fim do seu contrato, em 2011. Deixou de lado, também, a chance de trabalhar na Série A de 2009-10: na Itália, para evitar o troca-troca de técnicos, um treinador não pode dirigir duas equipes no mesmo campeonato.

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Após dois ótimos jogos nas duas primeiras rodadas da Série A, cresceu o clamor pela convocação do atacante Cassano, da Sampdoria, para a seleção italiana. Em enquete promovida pelo site do jornal La Gazzetta dello Sport, 86% dos leitores disseram discordar da opção do técnico Marcelo Lippi de não convocá-lo.

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terça-feira, 1 de setembro de 2009 azzurra, roma | 10:32

Sobre Cassano e Spalletti

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Mal chegou para dar início aos trabalhos com a seleção italiana, Marcelo Lippi já teve que dar explicações sobre… a ausência de Cassano na lista de convocados, claro. Disse o seguinte:

“Não tenho absolutamente nada conta ele. Ele é um ótimo profissional e um bom garoto. Respeito as opiniões de todos e as sondagens sobre quem deve jogar na seleção. Mas seria bom que os outros também respeitassem a minha opinião”.

Aí fica difícil respeitar: o único argumento que Lippi poderia usar para não convocar Cassano é o de que o atacante da Sampdoria não é um bom profissional, embora seja tecnicamente estupendo. Mas, a partir do momento em que Lippi chama Cassano de “um ótimo profissional”, é duro engolir sua não convocação. 
 

 E o técnico Luciano Spalletti pediu o boné. Vai deixar a Roma, depois de duas derrotas nas duas primeiras rodadas do Italiano, contra Genoa (fora de casa) e Juventus (em casa).

Se a demissão tivesse partido da Roma, seria passível de críticas. Nenhum clube decente demite um técnico depois de apenas duas rodadas do campeonato (e jogos contra dois dos seis times mais fortes do torneio). Mas não foi o caso: Spalletti pediu para sair, e a Roma nada pôde fazer.

O melhor caminho para a Roma seria investir em um dos novos e promissores técnicos do futebol italiano. Mas, mesmo que quisesse, ela não conseguiria fazê-lo, porque na Itália um técnico não pode dirigir dois times no mesmo campeonato. Aliás, mesmo que isso fosse possível, dificilmente um treinador escolheria abandonar sua equipe na segunda rodada do campeonato — por lá, ao contrário daqui, o cara que faz isso se queima com Deus e o mundo.

Essa regra, eu até discutia com o PVC na ESPN outro dia (e ele discordava do que vou dizer), tem também seu lado cruel: Luciano Spalletti, por exemplo, só poderá trabalhar no exterior. E o mesmo valeria caso ele tivesse sido demitido pela Roma. Será que no Brasil uma regra dessas seria positiva?

Diante das opções que tem, a Roma deve anunciar Claudio Ranieri nas próximas horas. Um técnico que, convenhamos, não lhe permite sonhar muito alto.

PS: No post de baixo fiquei devendo a análise dos grupos da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Mas vou deixar para quando tiver o gancho do começo dos torneios, fechado?

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quarta-feira, 5 de março de 2008 liga dos campeões, roma, Sem categoria | 19:23

um jogaço e um baita técnico

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Vucinic: em 20 minutos, ele mudou o jogo. Ou melhor, o segundo tempo

Foi um espetáculo de jogo, o melhor da Liga que vi até aqui. Mas, seus críticos vorazes que me perdoem, foi também uma aula de Luciano Spalletti, o técnico da Roma, criador desse esquema belo, inovador e ofensivo (mesmo sem atacantes) e que hoje escalou o melhor meio-campo possível, com Aquilani e De Rossi (esses dois têm tudo para virar astros da seleção italiana), além de Taddei, Perotta e Mancini.

Desses últimos três, ao contrário do que se esperava, Mancini foi o pior; e Taddei, o melhor. E sem se importar com nome ou marra (que o Mancini tem de sobra…), Spalletti matou o jogo ao substitui-lo por Vucinic. E aí tenho que confessar minha frase ao Arnaldo Ribeiro, da Placar, logo após a mudança: “Perfeita a saída do Mancini. Mas acho que eu colocaria o Giuly”.

Pois bem. Vucinic, em que pese o fato de ter jogado boa parte dos seus 25 minutos em campo quando a Roma tinha um a mais, foi um dos principais responsáveis pela vitória. Não só por ter marcado o gol, mas pelo que fez antes dele, exibindo um misto de habilidade, velocidade e inteligência.

A Roma merece comemorar e, pelo futebol que jogou hoje e nas últimas partidas, sonhar alto. Resta saber se é melhor sonhar com a Liga, mais importante, ou o Italiano, menos difícil. Com os dois, jamais.

Para ver como foi o jogo, lance a lance, clique aqui.

Vale registrar também a divertida capa do Marca após a derrota do Real:

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