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sexta-feira, 14 de maio de 2010 azzurra, copa do mundo, jogadores | 10:30

Lippi pior que Dunga

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Marcelo Lippi garante que não deixou de chamar Totti pela falta desleal em Balotelli (ver post abaixo)

 
Técnicos de seleções, às vésperas de uma Copa, têm em geral duas opções: convocar os melhores ou convocar aqueles que atravessam melhor momento — a Copa, afinal, é um torneio de tiro curto. Marcelo Lippi, bom técnico campeão mundial com a seleção italiana, conseguiu não fazer nem uma coisa nem outra. Não convocou os que são melhores, casos de Francesco Totti, Alessandro Del Piero ou Antonio Cassano, e tampouco aqueles que estão melhores, como Fabrizio Miccoli, do Palermo.

Sua lista de 30 jogadores tem como base, com 8 convocados, a Juventus de Turim, time que protagonizou o maior fiasco na temporada entre os grandes clubes da Itália. Além de levar à África jogadores que atravessam má fase técnica, Lippi incluiu em seu grupo pelo menos cinco atletas em condições físicas duvidosas. Tudo em nome da “unidade do grupo”, fator considerado pelo próprio Lippi a principal virtude da Itália tetracampeã mundial em 2006.

Priorizar o conjunto em detrimento do talento não é privilégio de Lippi, claro. O leitor, a esta altura, já deve estar pensando em Dunga. Mas os casos são diferentes: Dunga abriu mão de Ronaldinho, Ganso e Neymar, mas tem Kaká e Robinho; tem dois jogadores diferenciados, capazes de decidir, de improvisar, de surpreender. Lippi poderia, mas não tem ninguém assim em seu elenco. Tem De Rossi e Pirlo, dois ótimos volantes, como seus melhores jogadores. A seleção italiana irá à África sem nenhum jogador daqueles que, na Itália, são chamados de fuoriclasse, os fora de série.

Dunga priorizou o conjunto. Lippi ignorou o talento.

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sexta-feira, 5 de março de 2010 azzurra, copa do mundo | 09:47

Renovação x qualidade

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Cossu, em sua estreia pela seleção italiana (AFP)

Após o empate por 0 x 0 com Camarões no amistoso da última quarta-feira, o técnico da seleção italiana, Marcelo Lippi, elogiou as duas principais novidades de sua desfalcada equipe: o meia Andrea Cossu, do Cagliari, e principalmente o zagueiro Leonardo Bonucci, do Bari. A imprensa registrou.

No dia seguinte ao amistoso, porém, os jornais já traziam as seguintes declarações. De Del Piero: “Meu grande se sonho se chama Copa 2010. A camisa azzurra é a máxima aspiração que um jogador pode ter”. De Luca Toni: “Lippi conhece meu valor e sabe aquilo que posso dar. Eu ainda espero. Temos mais de dois meses até a Copa”. Dias antes, Francesco Totti afirmara o seguinte: “Março e abril serão meses decisivos para saber se irei à Copa. Verei minhas condições físicas e decidirei junto com o Lippi”.

Na Itália, as tradições e as experiências do passado têm muito valor, e as renovações ou mudanças costumam ser vistas, no mínimo, com desconfiança. Por isso, como aconteceu recentemente com o Milan, não faltam por aí, no Brasil inclusive, críticas à dificuldade italiana de buscar e aceitar renovações em seu grupo.

Em casos como os de Totti e Del Piero, porém, as apostas não seriam no passado vitorioso de 2006, mas na qualidade e no bom futebol. Ou alguém acha que a “renovação” Cossu, com seus 29 anos, virá um dia jogar o que jogam (ainda hoje) os ídolos de Roma e Juventus?

Novo lobby
Um novo nome surgiu cotado pela imprensa para ir à Copa, com direito até a apoio do presidente da Federação Italiana, Giancarlo Abete. Trata-se do jovem (este sim) Mario Balotelli, da Internazionale. O garoto chegou a apostar um jantar dizendo que vai à África. Lippi, porém, não deu indicação alguma disso.   

Técnicos top
Se a Itália não chegará à Copa tão badalada como alguns de seus rivais, o mesmo não se pode dizer dos técnicos italianos: Fabio Capello, comandante da seleção inglesa, e Marcelo Lippi, da italiana, são os dois treinadores mais bem pagos do Mundial, com salários de 8,8 e 3 milhões de euros/ano, respectivamente. Leia mais sobre os salários dos técnicos do Mundial clicando aqui.

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010 jogadores, milan, roma, técnicos | 10:45

O primeiro ministro e o dirigente

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berluscaEsclareço desde já: não tenho simpatia política pelo primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi. Pelo contrário. Mas é inegável que, como dono do Milan, Berlusconi é daqueles dirigentes que dão ao noticiário esportivo, muitas vezes monótono e cheio de clichês, um tempero especial — assim como José Mourinho na categoria dos técnicos. Ao contrário da justiça desportiva italiana, Berlusconi não achou ruim quando o zagueiro Materazzi comemorou a vitória da Inter sobre o Milan usando uma máscara de… Berlusconi! O cartola é indiscutivelmente querido por seus jogadores pela maneira informal como os trata. Até na hora de dar declarações sobre o clube, o político-dirigente não é de embromar. Disse sobre a recente contratação do brasileiro Mancini, ex-Internazionale: “Não entendi sua contratação. É mais um meio-campista, quando precisávamos de alguém que finalizasse. O Mancini está parado há dois anos! Não concordo com sua contratação e já falei ao [Adriano] Galliani [vice-presidente do Milan]”. O caso parece exagerado — um erro, até. Mas, num time vencedor como o Milan, mostra que dirigentes nem sempre precisam se esconder atrás de dissimulações e mentiras para ter sucesso. No caso específico de Berlusconi, talvez o futebol funcione para dar vazão aos seus arroubos de sinceridade: nos estádios, eles são bem menos nocivos do que em um parlamento.

*   E o prestígio do brasileiro Mancini não é mesmo dos maiores na Itália atualmente. Sobre a transferência de seu ex-jogador, o técnico da Inter, José Mourinho, disse o seguinte, com um sorriso irônico no rosto: “Estou muito muito muito satisfeito que Mancini tenha ido ao Milan”.

*   Não há por que duvidar do Corriere della Sera, o jornal mais importante da Itália, quando ele informa que Ronaldinho Gaúcho fez festa em um hotel às vésperas do derby contra a Inter. Mas é curioso como as tais festas tinham cessado apenas quando o Milan estava vencendo, não?

*   Aliás, no momento em que as notícias no Milan voltam a ser as festas de Ronaldinho, Buffon diz que o objetivo da Juventus é chegar à Liga dos Campeões, e Ranieri afirma que não pretende iludir seus torcedores sobre chances de título da Roma. Ou seja: segundo seu próprios rivais, parece, a Inter já pode comemorar o penta.

*   Marcelo Lippi disse que não é surpresa a força que seu colega Fabio Capello conseguiu dar à em geral desacreditada seleção inglesa. Mas, de olho na Copa, lançou um desafio: “Gostaria de uma bela final entre Itália e Inglaterra para ver como ele se comportará na hora do hino italiano”.

*   Comentário do jornal La Gazzetta dello Sport sobre a entrada de Julio Baptista nos 2 x 0 contra a Udinese, ontem, pela Copa da Itália: “Se mexe como um cavalo louco: generoso, mas improdutivo”. De Rossi, em grande fase, foi de novo determinante com o ótimo lançamento para o gol de Vucinic.

*   Mario Balottelli recebeu multa de 22 mil euros por indisciplina, desta vez por xingar José Mourinho ao ser substituído durante o jogo contra a Fiorentina, quarta-feira, pela Copa da Itália. Apesar de sua pouca idade (19), cada dia mais tenho menos esperanças de ver Balotelli virar, de fato, um grande jogador. É o efeito Cassano.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009 azzurra, técnicos | 10:24

Movidos a fúria

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Para encerrar o tema Azzura e voltar ao Italiano, a coluninha de hoje do jornal Placar.

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Marcelo Lippi, técnico da seleção italiana, achou vergonhosas as vaias, os gritos de “vão trabalhar” e os pedidos de convocação de Antonio Cassano que foi obrigado a escutar quarta-feira, em Parma, onde seu time perdia por 2 x 0 para o Chipre, pelas Eliminatórias da Copa. A Itália, já garantida no Mundial, entrou em campo cheia de reservas e só virou o jogo quando Gilardino marcou três gols nos 15 minutos finais. Lippi explicou: queria dar chance a todos os jogadores do seu grupo — que, ninguém nega, é uma união só. Mas apenas a união, nesse caso, não tem feito a força. Tanto que a virada italiana ocorreu depois que o técnico substituiu três de seus reservas por De Rossi, Camoranesi e Di Natale.

Após a partida, o jornal La Gazzetta dello Sport definiu a seleção como “cada vez mais ‘lippiana’: unida, orgulhosa, mas feinha”. O técnico, por sua vez, não escondeu a irritação: “Conseguimos a classificação antecipadamente, somos os campeões do mundo, jogamos um jogo que não vale nada com um time todo mudado e, em vez de apoiar, a torcida nos manda trabalhar? No fim, é fácil gritar Itália. Os garotos merecem mais respeito. Estou irritado como um animal!”. Historicamente, esse clima de desconfiança, contestação e irritação é positivo para a Azzurra. E, em 2010, se Lippi continuar abrindo mão de seus melhores jogadores, terá que voltar fazer a diferença.

Subs e subs
A Itália, que também abriu mão de seus melhores jogadores sub-20 no Mundial da categoria, resolveu escalá-los no último jogo das Eliminatórias do Europeu sub-21. Porém, mesmo com nomes como Balotelli e Macheda em campo, o time só empatou com a Bósnia e vive situação complicada para ir à fase final.

Que fases
Juventus x Fiorentina e Genoa x Internazionale são, pelo menos do ponto de vista da tabela, as duas grandes partidas da 8ª rodada do Campeonato Italiano, que acontece neste fim de semana. Mais um reflexo das melancólicas fases que vivem Milan e Roma, que se enfrentam no estádio San Siro, em Milão.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009 azzurra, copa do mundo | 17:13

Reabriu?

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gilardino_italia_gettyItália 3 x 2 Chipre. O jogo deveria servir para reservas como Santon, Gamberini, Bocchetti, Pepe, Rossi e D’Agostino ficarem mais perto de garantir uma vaga no grupo que disputará a Copa do Mundo pela Itália. Pois não ficaram.

Foi Gilardino (foto Getty), o homem que já havia garantido a vaga para o Mundial no jogo anterior, contra a Irlanda, a carimbar seu passaporte para a África do Sul: marcou, em 15 minutos, os três gols da virada sobre os cipriotas, que venciam por 2 x 0 até os 33 minutos do segundo tempo. 

Foi feio, bem feio, mesmo já classificada para a Copa, a Itália sair perdendo por 2 x 0 para o Chipre, jogando em casa. Perdia com o time cheio de reservas? Beleza. Mas, como eu já disse, esperava-se que os tais reservas pudessem, também, mostrar serviço e convencer Lippi de que devem ir à Copa.

Não mostraram. E não só porque perdiam o jogo contra um adversário bem mais fraco — o que acontece —, mas porque perdiam com justiça. Os três gols de Gilardino, aliás, só saíram depois que Pepe, Rossi e D’Agostino foram substituídos por Di Natale, Camoranesi e De Rossi.

Portanto, se o grupo de titulares da seleção italiana é praticamente “imexível”, para relembrar o saudoso (?) ministro Magri, o de reservas não deveria sê-lo.

E então, quem sabe, depois do semi-tropeço desta quarta-feira, Lippi não decida modificá-lo, garantindo o espaço que, aqueles que gostam de bom futebol sabem, deve ser de Francesco Totti e, eu não quero perder as esperanças (mas deveria), de Antonio Cassano.

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terça-feira, 13 de outubro de 2009 azzurra | 20:08

Quem serão os 23?

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Não foi uma campanha brilhante. As exibições também não foram para o técnico Marcelo Lippi dar piruetas, como fez no treino de hoje. Mas a Itália está classificada para defender seu título mundial na Copa do Mundo da África do sul, no ano quem vem.

O jogo contra o Chipre, nesta quarta, em Parma, não vale para nada. Tanto que Lippi prometeu escalar um time recheado de reservas, só para premiar e unir todo o grupo — e isso, façamos justiça, é algo que ele sabe fazer.

Até pela obsessão que tem com “o grupo”, é normal imaginar que serão poucas, se não inexistentes, as mudanças que o treinador fará no elenco da Azzurra para a disputa da Mundial sul-africano.

Dos 23 nomes que chamará para a Copa, me parece que Lippi precisa oficializar apenas mais 11 — e entre eles, os de dois goleiros, Marchetti e De Sanctis, são quase certos. Faltará, portanto, escolher 9 jogadores. Muito provavelmente, 4 defensores, 2 meio-campistas e 3 atacantes.

Na defesa, quatro dos cinco entre Santon, Bocchetti, Gamberini, Legrotaglie e Criscito parece ter amplo favoritismo sobre rivais que hoje correm bem por fora.

No meio, uma recuperação física de Aquilani poderia significar chances menores para Montolivo, Palombo e D’Agostino, todos jogadores hoje bem cotados com Lippi (embora um deles deva ficar fora de qualquer jeito, mesmo sem Aquilani na lista).

E no ataque é que está a esperança de que a Azzurra possa se apresentar com um pouco mais de qualidade técnica do que tem mostrado. Não, nada de Cassano, pois suas chances parecem a cada dia menores. É que, hoje, Lippi deu a entender que são boas as chances de vir a chamar Francesco Totti. E, como a disputa no ataque ainda é a mais aberta, as possibilidades de o camisa 10 da seleção campeã mundial voltar a ser convocado, agora para jogar mais adiantado, são realmente consideráveis.

Veja a lista com os jogadores garantidos, aqueles que têm boas chances e aqueles que correm por fora (em alguns casos, beeeem por fora):

GOLEIROS (3 vagas)
Garantido: Buffon
Boas chances: Marchetti e De Sanctis
Corre por fora: Amelia

DEFENSORES (8 vagas)
Garantidos: Zambrotta, Cannavaro, Chiellini e Grosso
Boas chances: Santon, Bocchetti, Legrottaglie, Gamberini e Criscito
Correm por fora: Motta, Materazzi, Dossena e Bonera

MEIO-CAMPISTAS (7 vagas)
Garantidos: Camoranesi, De Rossi, Pirlo, Gattuso e Marchisio
Boas chances: Montolivo, Palombo, D’Agostino e Aquilani
Correm por fora: Marchioni e Brighi

ATACANTES (5 vagas)
Garantidos: Gilardino e Iaquinta
Boas chances: Quagliarella, Di Natale, Pepe, Rossi, Pazzini e Totti
Correm por fora: Amauri, Cassano

Consideremos todos os jogadores acima disponíveis. Num exercício de imaginação, ou melhor dizendo, de diversão, eu montaria a minha seleção italiana com: Buffon, Zambrotta, Cannavaro, Chiellini e Grosso; Camoranesi, De Rossi e Marchisio; Pirlo; Totti e Cassano. Mas esta, a gente sabe, é uma seleção impossível de vermos em campo em 2010.

E a sua seleção ideal, qual seria?

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terça-feira, 6 de outubro de 2009 azzurra, jogadores | 10:56

Azzurrona e Azzurrinha

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Esse é o Mustacchio, não o Mazzarani

Este é o Mustacchio, não o Mazzarani

O anúncio da Olimpíada no Rio já foi, assim como o plantão do fim de semana. Com eles, passaram também a última rodada do Italiano e nada menos que cinco dias sem posts, pelos quais, se não perceberam, estou me justificando. Mas, se ficou tarde para tratar da rodada do Italiano, podemos tratar brevemente das duas seleções italianas.

A sub-20 surpreendeu o mundo ao eliminar a favoritíssima Espanha, com uma vitória por 3 x 1, nas oitavas-de-final do Mundial da categoria. De novo, brilhou o goleiro Fiorillo — que pegou um pênalti quando a partida estava 2 x 1.

Mas brilharam ainda mais o meia Andrea Mazzarani, do Crotone (mas que pertence à Udinese), e o atacante Mattia Mustacchio, do Ancona (mas que pertence à Sampdoria). Dois nomes que não eram apontados, no início do torneio, como possíveis estrelas do futuro italiano.

Mas que depois de ontem passam a integrar, pelo menos, a lista de candidatos a tal. A conferir o próximo capítulo em jogo contra a Hungria ou a República Tcheca, que se enfrentam hoje para definir quem pega a Itália nas quartas.

Já na seleção principal, um dia depois de Marcelo Lippi anunciar seus convocados para enfrentar a Irlanda em jogo decisivo que ocorre neste sábado,  pelas Eliminatórias da Copa (um empate basta para assegurar a vaga), Cassano deu uma sábia declaração: “Tenho a sensação de que, quanto mais se fala da minha convocação, menores são minhas chances de ser convocado”.

Hoje, em sua coletiva de imprensa sobre o que considera “a semana mais importantes dois últmos dois anos da seleção”, Lippi respondeu da seguinte maneira sobre a enésima pergunta a respeito de Cassano: “Chega, vocês já me encheram com essa história!”.

A resposta de Lippi dá a entender que Cassano tem razão na sua declaração. E a convocação, que reproduzo abaixo, que o atacante da Sampdoria não deve mesmo fazer parte do grupo na Copa de 2010. Uma pena.

GOLEIROS: Buffon (Juventus), De Sanctis (Napoli) e Marchetti (Cagliari)

DEFENSORES: Cannavaro (Juventus), Chiellini (Juventus), Bocchetti (Genoa), Gamberini (Fiorentina), Grosso (Juventus), Legrottaglie (Juventus), Santon (Inter) e Zambrotta (Milan)

MEIO-CAMPISTAS: Camoranesi (Juventus), D’Agostino (Udinese), De Rossi (Roma), Gattuso (Milan), Marchisio (Juventus), Palombo (Sampdoria), Pepe (Udinese) e Pirlo (Milan)

ATACANTES: Di Natale (Udinese), Gilardino (Fiorentina), Iaquinta (Juventus), Quagliarella (Napoli) e Rossi (Villarreal).

Olhando a lista de convocados acima, e lembrando que Cannavaro está suspenso, pergunto: que time deve jogar contra a Irlanda?

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009 azzurra, imprensa, jogadores | 10:27

Velho novo cérebro

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Aí vai a coluninha desta sexta do Jornal Placar.

coluna2

 

 

 

Dunga já votou em Pirlo na eleição de melhor do mundo, mas foi cruel em uma recente conversa revelada pelo colunista da Placar Milton Neves: “O Pirlo acabou. Já votei muito nele nestas pesquisas que sempre chegam, mas hoje ele não marca, ataca ou lidera. Joga com o nome”, disse o técnico da seleção brasileira.

Dunga está enganado. Ao derrotar a Bulgária por 2 x 0 na última quarta-feira, um raro jogo decente da seleção italiana nos últimos tempos, o time teve Pirlo como seu principal homem de criação. Ele deu um lindo passe para o primeiro gol, marcado por Grosso, e foi um dos melhores em campo — como, aliás, já vinha sendo nas partidas em que a Azzurra ia mal.

Mas houve uma diferença do jogo contra a Bulgária em relação aos anteriores: nela, Pirlo não precisou se sacrificar com funções defensivas, correndo atrás dos adversários. Aos 30 anos, o meio-campista do Milan não é mais um garotinho. Se tentar marcar, atacar e liderar, como diz Dunga, talvez não dê mesmo conta.

Liberá-lo de suas atribuições de marcador para deixá-lo justificar o número 10 que ostenta na seleção foi um tiro certeiro de Marcelo Lippi. Um técnico que, por não convocar os jogadores mais criativos do futebol italiano, tinha obrigação de achar uma solução para sua seleção acéfala.

Preparado
O zagueiro Materazzi pediu que a torcida da Inter ignore Ibrahimovic no jogo contra o Barcelona, semana que vem, em Milão. Já o presidente do clube, Massimo Moratti, disse que eventuais vaias “não serão um absurdo”. Não entenda mal: o dirigente não quis estimular os apupos. Mas sabe que eles virão, em alto e bom som.

Os papões
O jornal La Gazzetta dello Sport divulgou a lista dos salários de todos os jogadores da Série A. O recém-chegado Samuel Eto’o é com folgas o mais bem pago: recebe da Inter 10,5 milhões de euros anuais. O Segundo, acredite, É Ronaldinho Gaúcho, com 7,5 milhões. Buffon (Juventus) e Vieira (Inter), com 5,5 milhões, e Totti (Roma), 5,46, completam a lista dos top 5.

PLE1334A capa europeu 09.inddE por falar em Placar, recomendo o Guia dos Europeus 2009-2010 da revista, que já está nas bancas de todo o Brasil (e cuja capa você vê aqui ao lado). Não (só) porque escrevi a parte relativa ao Campeonato Italiano, mas porque a revista está mesmo bem legal.

Aproveito para deixar aqui os meus palpites para campeões dos principais campeonatos da Europa, publicados na última página: Espanhol, Barcelona; Inglês, Chelsea; Italiano, Inter; Alemão, Hamburgo; Francês, Bordeaux; Português, Benfica; e Liga dos Campeões, Real Madrid.

E os seus palpites, quais são?

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009 azzurra, copa do mundo | 19:54

África do Sul, logo ali

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Finalmente, a seleção de Marcelo Lippi voltou a fazer uma partida decente: 2 x 0 sobre a Bulgária, em Turim. Uma breve análise do jogo, por tópicos:

>> A chance de defender o título na Copa da África, agora, está garantida. Um empate contra a Irlanda na próxima rodada, em Dublin, assegura a vaga matematicamente. Mas mesmo que isso não aconteça, bastará derrotar o Chipre, em casa. Daí a garantia…

>> Se Pirlo já era o principal armador do time atuando como volante, fez bem Lippi ao “oficializá-lo” nesta função, a de criador — até porque Totti ficou em casa. Assim, Pirlo, que não é mais um garotinho, poupa suas forças deixando a marcação por conta de jovens como De Rossi e Marchisio.

>> O primeiro gol, feito por Grosso após belo passe de Pirlo, foi um replay daquele gol mal anulado contra a seleção brasileira, logo no primeiro minuto de jogo, em um amistoso em Londres no ano passado. Lembram? Aliás, desse Grosso da seleção (que é bem diferente do dos clubes) é difícil abrir mão.

>> Tudo bem, Iaquinta marcou o seu (e depois de uma linda tabela com Gilardino). Mas o ataque da seleção italiana continua deixando a desejar: dos 13 gols nas Eliminatórias, apenas 5 foram marcados pelos atacantes. Não que eu queira, com isso, pedir Cassano. Longe de mim. Até porque o forte dele não é fazer gols, mas criar suas jogadas, né?

>> A defesa, outrora grande trunfo da Azzurra, de novo deu muito espaço (e chances) para os adversários. E, de novo, Buffon resolveu a parada. Contra a Irlanda, vale lembrar, Cannavaro não jogará — levou o amarelo hoje e, portanto, estará suspenso.

>> O que este blog dizia antes da partida volta a repetir agora: não dá pra comparar um meio-campo que tem Marchionni e Palombo (contra a Georgia) com um que conta com De Rossi e Marchisio (hoje, contra a Bulgária).

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azzurra | 12:27

O jogo que vale

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Vamos deixar claro: o jogo que vale a classificação da Itália para a Copa de 2010 é o que acontece daqui a pouco (15h50), em Turim, contra a Bulgária. Se vencer, a Azzurra abre quatro pontos de vantagem sobre a vice-líder Irlanda, que tem um jogo a mais e por isso folga na rodada.

Com quatro pontos de folga, os italianos poderiam até perder dos irlandeses, na próxima rodada, fora de casa — o que, com o futebol que o time de Lippi vem apresentando, é bem possível.

Em caso de vitória hoje, bastaria uma nova vitória contra o Chipre, jogando em casa, na última rodada, para a Itália garantir a vaga na Copa da África do Sul. E ganhar do Chipre em casa, mesmo para esse timeco do Lippi, é obrigação.

Sobre o jogo de daqui a pouco, o time deve entrar em campo com quatro mudanças em relação à equipe que bateu a Georgia. Na defesa, Grosso no lugar de Criscito; no meio, Marchisio e De Rossi nas vagas de Marchionni e Palombo; e, no ataque, Gilardino na vaga de Rossi.

Pelas duas mudanças no meio-campo, dá pra dizer sem medo de errar, é um time bem melhor.

PS: Se o trabalho de Lippi vem sendo questionado, o mesmo não se pode fazer em relação a Fabio Capello, técnico da seleção inglesa. Como mostra o blog do PVC, o italiano pode hoje, com o melhor desempenho da história de um técnico do English Team, classificar matematicamente sua equipe ao Mundial.

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