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sexta-feira, 12 de março de 2010 jogadores, milan | 12:57

Exageros do “Caso Gaúcho”

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Ronaldinho Gaúcho teve atuação discreta na vexatória eliminação do Milan diante do Manchester United pela Liga dos Campeões. Tão logo acabou o jogo, os antirronaldistas, que andavam sumidos, ressurgiram em fóruns na internet e e-mails dirigidos a programas de TV. “Estão vendo? Nas horas importantes ele some!”, diziam em linhas gerais, raivosos, lembrando as fracas atuações do Gaúcho contra Inter e Roma, pelo Campeonato Italiano.

O debate sobre a convocação ou não de Ronaldinho tem suscitado ódio e exagero. Nos casos acima, ódio por Ronaldinho. Na maioria dos casos, ódio por Dunga: baseados nos últimos quatro ou cinco meses do bom futebol apresentado por Ronaldinho na Itália, críticos têm visto no técnico da seleção um ex-cabeça-de-bagre intransigente, rancoroso e turrão, disposto a transformar a seleção num time de Dungas.

Eu levaria Ronaldinho à Copa. Mas Dunga, que pode até ser intransigente, rancoroso e turrão, tem motivos compreensíveis para não levá-lo. Lembrar daquilo que se cobrava do técnico da seleção após o fracasso da Copa-2006 talvez seja um bom início para entendê-lo. Se Ronaldinho não vier a ser convocado não será um absurdo. E a decisão final de Dunga, seja qual for, não deveria fazer ninguém espumar de raiva.

Até porque já sabemos quais os desfechos possíveis da não convocação. Com o Brasil campeão, Dunga será exaltado por ter “mantido sua coerência e linha de trabalho”. Com o Brasil eliminado, todos terão a certeza que, com Ronaldinho, a história teria sido outra. Afinal, se o futebol está longe de ser uma ciência exata, o mesmo não se pode dizer sobre suas análises: estas, haja o que houver, estarão sempre atreladas aos resultados.

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domingo, 24 de janeiro de 2010 campeonato italiano, inter, milan | 20:00

Inter 2 x 0 Milan, cereja a escolher

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O interista Materazzi comemora vitória no derby com máscara de Silvio Berlusconi, dono do Milan (AFP)

Não me chamem de profeta do acontecido! Eu já dizia sexta-feira, no Bate-Bola da ESPN, que, com a ausência de Nesta na zaga do Milan, o ligeiro favoritismo que poderia se atribuir (por seu bom momento) à equipe de Leonardo no derby deste domingo passaria para o lado da Inter.

Não só porque os interistas jogavam com o apoio de sua torcida. Não apenas porque, sem Nesta, o Milan entraria em campo com uma defesa fraca – com Abate, Favalli e Antonini – diante de um ataque poderoso. Nem mesmo porque certo desinteresse que alguns atribuíam à Inter nos últimos jogos certamente não ocorreria no clássico.

Mas, principalmente, porque o time da Inter, comparados 11 contra 11, era hoje melhor que o do Milan – tivessem os rubro-negros  contado com Zambrotta, Nesta e Jankulovski em forma na defesa minha opinião talvez fosse outra.

Portanto, era de se esperar o que se viu no início deste ótimo clássico. Com um meio-campo interista inspirado e uma defesa milanista perdida, a Inter era melhor. Abriu o placar aos 10 minutos, com Milito. E não fosse a expulsão de Sneijder, aos 26 minutos – ainda é cedo, antes das leituras labiais, para julgá-la –, a impressão era de que o Milan não teria vez.

Mas Sneijder foi expulso, e o Milan teve vez. Dominou no início do segundo tempo. Atacou, mas, quando chegou lá, havia um Julio César (pra variar…) no meio do caminho. Ronaldinho? Não ia tão mal, tampouco ia bem. Como também era de se prever, teve bem mais dificuldades de passar por Maicon do que tivera, por exemplo, contra os defensores do Siena.

A dupla Pandev e Milito, em contra-ataques rápidos, levava perigo muito esporádico ao gol de Dida. Mas foi mesmo numa cobrança de falta, e não num contra-ataque, que Pandev foi presenteado com um gol pela ótima atuação deste domingo (e será que Dida não poderia ter chegado?).

Agora, com 9 pontos (e um jogo) a mais que o Milan, um placar agregado de 6 x 0 nos dois clássicos do torneio e o pentacampeonato italiano muito próximo, resta aos torcedores interistas escolher, entre três opções, a sua cereja no bolo, uma imagem para simbolizar a euforia ao fim deste excepcional clássico:

a) O pênalti (pra mim inexistente) cobrado por Ronaldinho Gaúcho e defendido por Júlio César, já nos acréscimos.

b) Os berros e gestos de José Mourinho, fazendo a torcida se levantar numa empolgação de fazer inveja, no final da partida.

c) O genial (pelo menos fora de campo) Materazzi, comemorando a vitória com a máscara de Silvio Berlusconi, dono do Milan.

Uma escolha dura, mas deliciosa, para os nerazzurri.

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sábado, 5 de dezembro de 2009 azzurra, campeonato italiano, milan | 17:54

Hora do filé

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Comentei há pouco Milan 3 x 0 Sampdoria na ESPN. Ótimo, mas ótimo mesmo, começo de Ronaldinho, que deixou o campo com uma leve contratura aos 34 do primeiro tempo. O jogo já estava 3 x 0, dois passes seus, para Boriello e Seedorf. Thiago Silva, Pirlo e Pato também foram bem. E a Samp, com Cassano e Pazzini sumidos, depois dos 3 x 0 sofridos no derby contra o Genoa, parece que sentiu o baque.  Pena para o Italiano.

Mas não é a rodada que me traz aqui, e sim a coluna da última sexta do Jornal Placar. Esqueci de publicá-la por aqui, como faço de costume. Então lá vai. E vamos à TV seguir Juventus x Inter, deixando para um outro dia, quem sabe, os comentários sobre a teoricamente baba de grupo que coube à Italia para o Mundial 2010. Adesso me ne vado.  Ciao. A coluna:

HORA DO FILÉ

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Zidane e Thuram já fizeram o mesmo pela França. Henrik Larsson agiu assim com a Suécia. Marcos, de certa forma, é um representante brasileiro. Mas, talvez, nenhum jogador no mundo simbolize melhor a categoria dos que comem-o-filé-mas-não-roem-o-osso como Francesco Totti.

Refiro-me à declaração dada nesta semana pelo ótimo meia da Roma e (será?) da seleção italiana: “Os veteranos pediram meu retorno, mas em abril vou conversar com o (técnico Marcelo) Lippi. Dependendo das minhas condições, se acharmos que é o caso, eu irei à Copa”.

Como se sabe, após o título mundial com a Azzurra em 2006, Totti abandonou a seleção. Bons motivos não lhe faltavam: a intenção de se dedicar exclusivamente ao time da Roma, sua grande paixão, e, principalmente, a série de problemas físicos que lhe impediam de jogar tantas partidas de alto nível em uma temporada. Só que o tempo passou e, com ele, além das eliminatórias e da Euro 2008, passaram uma dura e cansativa Eliminatória Européia para o Mundial e alguns amistosos aborrecidos.

Totti não roeu estes ossos, mas, ao que parece, estará pronto para saborear o filé da Copa. Ainda há, na Itália, quem torça o nariz para sua atitude. Mas não se trata da maioria: esta sabe bem que, com a qualidade de Totti, o filé sul-africano pode ser bem mais saboroso. 

JÁ NESTA…
Caso oposto ao de Totti ocorre com o zagueiro Nesta, do Milan. Apesar do bom início de temporada, ele foi claro: “Passei por várias cirurgias, consegui voltar a jogar, mas tenho que ter consciência das minhas limitações”. Apesar dos pedidos, Nesta já afirmou: não vai à Copa nem em sonho.

 E O DERBY
O “derby d’Italia” entre Juventus e Internazionale, que ocorre neste sábado, em Turim, completou 100 anos no último dia 14. A Inter é o time que a Juve mais enfrentou em sua história. Nas estatísticas dos 211 jogos, 94 vitórias juventinas, 65 triunfos interistas, 52 empates e 569 gols marcados.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009 campeonato italiano, vídeos | 10:27

A 8ª rodada

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A rodada do fim de semana do Campeonato Italiano teve Ronaldinho Gaúcho como protagonista em Milão. Já em Turim, teve Diego apagado, Amauri quebrando jejum e Felipe Melo criticado. E, em Gênova, no jogo da líder, teve golaço do meio de campo. Leia (e assista) tudo nos comentários jogo por jogo:

MILAN 2 X 1 ROMA
Exagerada a choradeira da Roma. O time e o técnico Ranieri poderiam reclamar menos do árbitro (que de fato não marcou um pênalti em Menez) do que das muitas chances desperdiçadas no primeiro tempo. Se o jogo tinha tudo para terminar com um brasileiro como vilão — Thiago Silva, que falhou no gol romanista e ainda cometeu o pênalti em Menez —, acabou terminando com dois como heróis: Pato, autor do segundo gol milanista, e, principalmente, Ronaldinho Gaúcho, que deixou o campo justamente aplaudido, pois marcou o primeiro do Milan (de pênalti, existente), fez a bela jogada no segundo e, se Pato não tivesse desperdiçado, teria feito também a do terceiro.

GENOA 0 x 5 INTER
Mesmo sem seus dois principais atacantes, Eto’o e Milito, a líder (e novamente favoritíssima) do Italiano conseguiu um placar surpreendentemente largo, principalmente porque os jogadores do Genoa (Modesto, Zapater, Amelia…) falharam em todos, absolutamente todos, os gols. E contra um time como a Inter, quem erra assim não tem perdão. Abaixo, o vídeo do gol de Stankovic, que, apesar da falha do goleiro Amelia, foi um golaço:

JUVENTUS 1 x 1 FIORENTINA
Amauri conseguiu quebrar seu jejum de gols, e essa foi a única boa notícia para a Juve. Porque o bom futebol da equipe, aquele do comecinho do campeonato, parece ter sumido junto com as grandes atuações de Diego e de Felipe Melo — que já começa a ser criticado pela imprensa italiana. No fim, a Fiorentina se deu ao luxo de poupar o seu principal jogador em campo, Jovetic, pensando na Liga dos Campeões. Aliás, a melhor das hipóteses para os torcedores da Juve é a de que a atuação da equipe também tenha sido condicionada pela rodada da Liga que vem por aí. Mas, como o time já não vence há dois meses, não parece ter sido o caso.

LAZIO 1 X 1 SAMPDORIA
Pazzini, que mais tarde deixaria o campo com uma fratura no nariz, abriu o placar em Roma. Mas o brasileiro Matuzalem empatou, ainda no primeiro tempo. Como a Lazio não soube aproveitar os cerca de 20 minutos com um jogador a mais e como uma bela jogada de Cassano, já no fim do jogo, terminou na trave, o empate (justo) prevaleceu.

UDINESE 1 x 3 ATALANTA
Talvez subestimando a até então lanterna do Italiano, a Udinese começou seu jogo em casa com o artilheiro Di Natale no banco. Mas essa Atalanta do novo técnico Antonio Conte não é a mesma das primeiras rodadas. E assim, levada principalmente pela pontaria certeira de belos chutes de longa distância, a equipe de Bérgamo terminou a rodada duas posições acima da última colocação.

PARMA 1 x 0 SIENA
O búlgaro Bojinov não vingou na Inglaterra, mas aos poucos volta a brilhar na Itália. Foi dele, ainda no começo do jogo, o gol que levou esse surpreendente Parma ao 5º lugar do Italiano.

LIVORNO 1 x 2 PALERMO
Desde março, foi a primeira vitória do Palermo fora de casa. E de virada. Para isso, foi essencial o empate de Miccoli logo após a abertura de placar por parte do Livorno. Que, agora, é o novo lanterna e tem seu técnico com a corda no pescoço.

CATANIA 2 X 1 CAGLIARI
A entrada do atacante japonês Morimoto foi determinante para a vitória — ele não marcou gols, mas mudou o jogo e fez o passe para o gol da virada. O golaço da partida, porém, foi o do Cagliari, marcado por Daniele Dessena, de bicicleta.

NAPOLI 2 X 1 BOLOGNA
Na estreia do tecnico Mazzari, susbtituto de Donadoni, o Napoli não brilhou e tampouco jogou muito bem. Mas a enorme dedicação dos jogadores acabou recompensada com uma vitória de virada sobre o fraco Bologna. O gol dos visitantes foi marcado pelo brasileiro Adailton, de falta. Quagliarella e Maggio, este após bela jogada de Lavezzi que foi à linha de fundo pela esquerda, fizeram os gols da virada.

CHIEVO 1 x 2 BARI
Um gol logo no comecinho deste (também) surpreendente Bari foi determinante para a justa vitória fora de casa do agora 9º colocado do Italiano.

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terça-feira, 22 de setembro de 2009 campeonato italiano, inter, jogadores, milan, técnicos | 12:16

Quanto ganham os jogadores na Itália

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No começo do mês, o jornal La Gazzetta dello Sport divulgou os salários anuais de todos os jogadores que atuam na Série A do Campeonato Italiano. Levei um tempinho, mas enfim consigo colocar por aqui algumas observações curiosas (ou simplesmente relevantes) a respeitos das cifras reveladas.

* Primeiro, vale citar a seleção dos mais bem pagos do Italiano 2009-10. O time, que conta com os jogadores de melhores salários em suas posições, é formado por (ganho líquido anual, em milhões de euros, entre parênteses): Buffon (5,5), Maicon (4,5), Lúcio (4,5), Nesta (4) e Chivu (3,5); Pirlo (5), Vieira (5,5), Sneijder (4) e Totti (5,4); Ronaldinho (7,5) e Eto’o (10,5).

* Se considerarmos os valores brutos consumidos pelos 20 clubes da Série A apenas em salários, a Inter gasta mais que 8 times somados: Atalanta, Chievo, Livorno, Catania, Siena, Udinese, Cagliari e Bologna. Confira na lista abaixo quanto gastam os 20 clubes da Série A em salários de jogadores (sempre por ano, em milhões de euros):

1) Inter, 150
2) Milan, 125,5
3) Juventus, 115
4) Roma, 69,7
5) Fiorentina, 40
6) Genoa, 38
7) Napoli, 37
8) Lazio, 32,9
9) Palermo, 30
10) Parma, 26
11) Sampdoria, 24
12) Bari, 20
13) Bologna, 20
14) Cagliari, 19
15) Udinese, 18
16) Siena, 17,5
17) Catania, 17,5
18) Livorno, 14,3
19) Chievo, 13
20) Atalanta, 13

* A disparidade entre alguns clubes é tão grande que os ganhos de todos os jogadores do Bari, somados, não chegam à cifra que Samuel Eto’o, sozinho, recebe da Internazionale. Obviamente, o mesmo vale para os jogadores de Bologna, Cagliari, Udinese, Siena, Catania, Livorno, Chievo e Atalanta em relação ao camaronês.

* Antonio Cassano, principal astro da líder Sampdoria e melhor jogador do Italiano até aqui, recebe 2,8 milhões de euros anuais em salários. Menos que o interista Suazo (3,5), o milanista Boriello (3) ou o juventino Poulsen (3,3). Já o artiheiro do Campeonato, Di Natale, da Udinese, ganha 1 milhão — o mesmo que Orlandoni, terceiro goleiro da Inter.

* Entre os técnicos, José Mourinho é de longe o mais rico. Recebe, limpos, 11 milhões de euros por ano da Inter, superando até mesmo seu comandado Eto’o, jogador mais bem pago do torneio (10,5). A diferença do português em relação aos demais técnicos é enorme: na segunda colocação aparece Cesare Prandelli, da Fiorentina, com 1,8 milhão/ano. Em terceiro está Claudio Ranieri, da Roma, com 1,6. E depois, empatados, vêm Gasperini (Genoa), Ferrara (Juventus), Leonardo (Milan) e Donadoni (Napoli), todos com um ganho anual de 1,2 milhão. Os outros 13 técnicos da Série A recebem menos de 1 milhão.

Quanto ganham os brasileiros no Italiano 2009-10? A lista abaixo mostra que Dida, dono do terceiro melhor salário do Milan, recebe o mesmo que Júlio César. E Ronaldinho, hoje um reserva milanista, lidera a relação com folgas:  

1) Ronaldinho (Milan) 7,5
2) Maicon (Inter) 4,5 e Lúcio (Inter) 4,5
4) Dida (Milan) 4 e Júlio César (Inter) 4
6) Diego (Juventus) 3,8
7) Amauri (Juventus) 3,5 e Mancini (Inter) 3,5
9) Thiago Motta (Inter) 3
10) Felipe Melo (Juventus) 2,6
11) Thiago Silva (Milan) 2,5
12) Júlio Baptista (Roma) 2,25 e Juan (Roma) 2,25
14) Doni (Roma) 1,9
15) Cicinho (Roma) 1,85
16) Taddei (Roma) 1,1
17) Pato (Milan) 1
18) Matuzalém (Lazio) 0,9
19) Fábio Simplício (Palermo) 0,85
20) Adaíton (Bologna) 0,85 e Rubinho (Palermo) 0,85
22) Barreto (Bari) 0,75
23) Felipe (Udinese) 0,6
24) Jeda (Cagliari) 0,55 e Nenê (Cagliari) 0,55
26) Piá (Napoli) 0,5
27) Reginaldo (Siena) 0,45
28) Ferreira Pinto (Atalanta) 0,4, Mozart (Livorno) 0,4 e Cribari (Lazio) 0,4
31) Arthur (Roma) 0,35 e Luciano (Chievo) 0,35
33) Filipe (Siena) 0,16
34) Ariel (Chievo) 0,15 e Rafael Santos (Bologna) 0,15
36) Marcus Plínio (Livorno) 0,1

N/D: Júlio Sérgio (Roma), Wellington (Udinese), Alemão (Udinese) e Wilker (Genoa)

Os recortes e observações que coloquei acima são só algumas das muitas possibilidades de análise sobre as listas divulgadas pela Gazzetta. Quem quiser tirar suas próprias conclusões (e dividi-las conosco nos comentários abaixo, claro), pode fazê-las analisando as listas dos seis clubes que mais gastam com salários, publicadas na imagem abaixo.

salariositaliano
Se desejar ver também as relações dos demais clubes, vá ao site da Gazzetta dello Sport.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009 jogadores, milan | 11:30

Linha no fim?

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ronaldinhoA hipótese surgiu ontem, no Domenica Sportiva, o mais importante programa de esportes da TV italiana: Ronaldinho Gaúcho poderia ser liberado pelo Milan no fim deste ano, na janela de mercado que ocorre em janeiro. Uma janela, na Itália, conhecida como “de ajustes”.

O ajuste do Milan, neste caso, ocorreria em sua folha de pagamento. Como se sabe, desde o início da crise econômica, o clube do primeiro ministro Silvio Berlusconi tem se esforçado para conter custos — a dolorosa (mas rentável) venda de Kaká para o Real Madrid foi o principal dos esforços.

O raciocínio dos dirigentes milanistas seria o de que não faz sentido continuar pagando o maior salário do clube para um jogador que nem titular é. E que, hoje, não tem grandes perspectivas de vir a ser.

Ontem, contra o Bologna, Ronaldinho não jogou por causa de uma suposta gripe. E Seedorf, que novamente atuou na função em que o brasileiro vinha atuando, resolveu o jogo com o gol do 1 x 0, no segundo tempo.

Nas tribunas, Ronaldinho apareceu. Curado, sorridente como sempre, de gorrinho preto e óculos escuros.

“Não concordo com quem diz que a gripe foi inventada. Não temos problemas com o Ronaldinho. Quinta-feira ele estava com febre, assim como o Zambrotta, que também não jogou. O Ronaldinho ficou parado por dois dias e por isso preferimos deixar que ele descansasse”, disse o técnico Leonardo. “Não tem nada além disso: ele volta a treinar e ficará à disposição para o jogo contra a Udinese”, completou.

É bem possível que Ronaldinho volte a ter uma chance contra a equipe de Udine, quarta-feira.

Mas “Milan sem Ronaldinho, Milan vincente [vencedor]” é uma frase que começa a ser repetida à exaustão na imprensa italiana. Talvez seja exagero, mas o fato é que o Milan já havia vencido o Olympique de Marselha, na França, pela Liga dos Campeões, com Ronaldinho no banco. E com Inzaghi, que entrou em seu lugar, fazendo os dois gols dos 2 x 1.

Hoje, Ronaldinho recebe, líquidos, 7,5 milhões de euros por ano do Milan. Para pagar os 7,5, o clube gasta mais de 10 milhões. Trata-se do contrato mais caro da equipe — Pirlo, que é o segundo, recebe 5 milhões — e cuja validade vai até 2012.

Daí a ideia que, segundo o Domenica Sportiva, teria ganhado força no clube: abrir mão da cláusula de rescisão, pagar alguma coisa a mais para o brasileiro e liberá-lo para ficar mais rico no futebol árabe ou, quem sabe, brigar por uma vaga para jogar a Copa de 2010 atuando em um time brasileiro.

Hoje, provavelmente, só mesmo os italianos pensam em Ronaldinho na seleção brasileira…

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009 liga dos campeões, milan | 11:15

As estreias italianas

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Time celebra com Cannavaro, após belo passe para gol da Juve

Time celebra com Cannavaro, após belo passe para gol da Juve: machucado, ele saiu de campo aplaudido

Foi decepcionante a estreia da Juventus na Liga, na mesma medida em que foi suspreendente o começo do Milan.

Em que pese o gol impedido do Bordeaux, a Juve não mereceu vencer. Foi inferior em todo o primeiro tempo e em boa parte do segundo. Diego fez muita falta, embora Giovinco até tenha criado algumas boas jogadas. Pior, como disse o Pedro nos comentários abaixo, foi (de novo) a atuação do Tiago, na vaga de Camoranesi: marcou pouco e criou menos ainda.

Destaques positivos foram dois: primeiro, a confirmação da ótima fase de Buffon, que já tinha ficado clara na seleção italiana. Depois, a volta por cima de Cannavaro, que deu o belo passe para o gol de Iaquinta (lembrou suas grandes atuações na Copa de 2006) e foi aplaudidíssimo pela torcida (aquela mesma que o vaiou em sua chegada) ao deixar o campo machucado.

Aliás, quando uma zaga em geral formada por Cannavaro e Chiellini passa a ter Zebina e Legrotaglie, as chances de o time sofrer um gol crescem aproximadamente 486%….

No outro confronto entre italianos e franceses, o Milan venceu o Olympique mesmo tendo feito pouco, muito pouco, na segunda etapa.

E é triste, mas a ausência de Ronaldinho Gaúcho foi determinante para a vitória. Afinal, o brasileiro deixou o time titular para a entrada de Inzaghi, que jogou ao lado de Pato no ataque. Inzaghi, como se sabe, marcou os dois gols da vitória por 2 x 1. Como se não bastasse, Seedorf, que atuou justamente na posição do campo em que Ronaldinho vinha atuando, criou as duas jogadas dos gols milanistas e foi o melhor em campo.

Diante disso, convenhamos, a expectativa de Ronaldinho “se consolidar” na reserva milanista é enorme.

Hoje
É claro que a partida entre Inter e Barça é de longe a mais aguardada dessa primeira fase da Liga. Mas, pensando em classificação, o jogo da Fiorentina, fora de casa contra seu provável “adversário direto” pela segunda vaga do grupo — o Lyon —, é provavelmente o mais importante dos italianos nessa primeira rodada.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009 campeonato italiano, milan, Sem categoria | 19:11

O Milan é bom. Só não é favorito

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Pato vibra após gol contra a Juve: ele jogar um pouco mais do que no ano passado é uma das muitas condições pra esse Milan (que não é ruim como dizem) dar liga

Eu estava para escrever há algum tempo. Para não parecer oportunista, não queria fazê-lo justamente depois de o Milan ganhar, enfim, alguma coisa. Ainda que esta “coisa” seja o troféu Luigi Berlusconi, e nos pênaltis (clique aqui para ver como foi o triunfo sobre a Juve). Bom… mesmo parecendo oportunista, direi: há um baita exagero sobre o que se fala em relação às deficiências desse time.

É óbvio que hoje a Inter é o melhor time da Itália. Também é evidente que, ao lado da Juventus, a equipe nerazzura foi a que melhor contratou. E que isso faz de Inter e Juve, sem dúvida e para mim nesta ordem, os favoritos à conquista do Campeonato Italiano 2009-2010.

Mas daí a dizer que esse time do Milan é “muito fraco”, como tanta gente tem dito, vai um longo caminho.

Até é possível entender como e por que nasceram críticas tão contundentes. Recapitulemos:

Primeiro o Milan vende Kaká, seu melhor jogador, e por isso começa a temporada cercado de compreensíveis protestos da torcida. Ao contrário da Inter, que “trocou” Ibrahimovic por Eto’o,  o time demora para trazer um reforço  de peso e, quando o faz, anuncia Huntelaar — que, convenhamos, não empolga. Em meio a esse clima, e talvez esteja aí o motivo das críticas terem crescido tanto nas últimas semanas, o Milan coleciona uma sequência de 10 amistosos sem vitória (incluo na lista o jogo de hoje).

É evidente que as chances de o Milan vencer o próximo Italiano são menores das de Inter e Juventus. É evidente que a perda de Kaká, chegasse quem chegasse, seria muito sentida. Só não é evidente, para mim, que essa batelada de amistosos signifique alguma coisa (são tantos os exemplos de pré-temporadas passadas…). Assim como não é evidente que esse time do Milan é “muito fraco”, como já ouvi tanto, especialmente na imprensa brasileira.

Vale uma olhada na provável escalação titular da equipe de Leonardo:

Abbiati (Dida), Zambrotta, Thiago Silva, Nesta e Jankulovski; Gattuso, Pirlo e Flamini (Ambrosini); Pato, Huntelaar e Ronaldinho.

O amigo há de concordar, não é um time tão ruim assim (os goleiros, vá lá…). Pode-se criticar a idade dos laterais, mas, em termos de qualidade, é uma dupla superior, por exemplo, à da Juventus (Zebina e Molinaro). Na zaga, a dupla Thiago Silva e Nesta não deve nada a nenhuma outra da Itália (Mexes e Juan, talvez?). O meio-campo, que além dos três escalados (dois campeões do mundo) ainda conta com opções como Seedorf, Ambrosini e o promissor Abate, também não parece “muito ruim”. E no ataque, se o desempenho do trio ainda é uma incógnita (ao contrário do de Inzaghi, o grosso que sempre satisfaz), não há tantas dúvidas sobre sua qualidade técnica.

Esse Milan precisa dar liga. Precisa que o bom Thiago Silva dê certo e que Nesta esteja realmente recuperado de suas infinitas lesões (deu esperanças de estar). Precisa que seus veteranos, que ainda não são poucos, tenham condições de jogar toda uma temporada. Precisa que Pato faça só um pouco mais do que mostrou ser capaz de fazer na temporada passada. E que Ronaldinho jogue mais ou menos a metade do que já mostrou saber jogar.

Precisa de muita coisa, é verdade. Mas não é um time, pela qualidade dos jogadores que tem, que pode ser descartado de antemão, pelo menos no futebol italiano (e na Europa a vida é dura para todos os italianos).

O Milan só não é favorito. O que, por se tratar do Milan e do seu histórico — o clube mais vencedor dos últimos 20 anos no planeta —, acaba fazendo todo esse barulho. E virando, para alguns, um time “muito ruim”.

 PS: A vibração do Adriano Galliani e a expressão do Leonardo depois de Thiago Silva converter o pênalti decisivo contra a Juve mostraram que, para o Milan, o torneio de hoje era menos “amistoso” que para a Juve.

PS2: O Italiano está mesmo em baixa. Na enquete que está na home do iG Esporte, 45% dos internautas preferem o Espanhol; 35%, o Inglês; e apenas 18% optam pelo Italiano como “o preferido”. Dá pra entender…

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009 azzurra, copa da uefa, jogadores | 12:20

Ronaldinho na balada. E daí?

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Coluna desta sexta-feira no jornal Placar:

Cadê a notícia?
Num dia de folga, Ronaldinho Gaúcho foi a uma boate em Barcelona e voltou para casa de manhã. Não havia treino algum programado para aquele dia, e o próximo jogo importante do Milan acontece no fim deste mês. Ainda assim, o fato virou notícia.

Certos veículos espanhóis não se limitaram a informar e chamaram Ronaldinho de “incorrigível boa-vida”. Talvez as pisadas na bola de Adriano (estas relevantes, porque às vésperas de treinos) tenham confundido a imprensa européia. Mais provável, porém, é que a tentação da audiência fácil tenha levado certos veículos a fazer estardalhaço com o caso.

Mas até aí, parece, quebraram a cara.  Por curiosidade, chequei o que diziam os comentários da notícia reproduzida no site do jornal La Gazzetta dello Sport. Mais de 80% das mensagens iam nesta linha: “Ele é um milionário de 29 anos, não um monge”; “O que me interessa se sai nas folgas?”; “Ele é um prisioneiro?”; “Ronaldinho não é militar”; “Vocês querem que ele saia aos 70 anos e ganhando aposentadoria?”.

O Milan, ao qual Ronaldinho prometeu “se comportar” para dar a volta por cima, não deu bola. Até porque, diante das dificuldades para se reforçar, depois das boas compras feitas por Juventus e Inter e à luz dos pífios amistosos que fez, o fato de um jogador ter ido a uma boate num dia de folga é o menor dos seus problemas.

Mãozinha pra 2010
O Liverpool comprou, por 20 milhões de euros, o ótimo volante Aquilani, ex-Roma. Um dos melhores meio-campistas da Itália, ele jogava pouco no país por estar sempre machucado. Se os ingleses tiverem mais competência médica e o ‘consertarem’, darão uma bela ajuda para a Itália no próximo Mundial.

Tá preparado?
O rival não era lá essas coisas, mas nos dois jogos pela Liga Europa, contra o Gent-BEL, Totti marcou 4 gols pela Roma. Bem antes das partidas, ele se dizia feliz porque, pela primeira vez em anos, havia feito a pré-temporada com o time. As boas atuações serão só coincidência? Os romanistas esperam que não.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009 inter, milan, roma | 16:06

Ronaldinho, Aquilani, Mourinho e Toni

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* E chovem críticas a Ronaldinho Gaúcho porque o jogador foi visto numa badalada boate de Barcelona durante seus dias de folga. É, eu disse durante os dias de folga; sem jogos do Milan à vista. Portanto, ainda que Ronaldinho tenha dito para Berlusconi que “iria se comportar”, parece um exagero a reação da imprensa (espanhola principalmente). Se o meia tivesse ficado em casa enchendo a cara, fumando e jogando pôquer seria melhor? Não. Agora, que Ronaldinho pede pra ser criticado, isso pede…

* O Real Madrid fechou a contratação de Xabi Alonso por 28 milhões de euros. E aí o Liverpool não leva nem um dia para tirar Aquilani da Roma. Pro time da capital italiana não vai fazer muita diferença mesmo: Aquilani, sempre machucado, não conseguia jogar três partidas seguidas na Itália. Agora resta ver se o bom meio-campista, longe do departamento médico da Roma, voltará a conseguir jogar. Se o fizer, pode complicar o DM da Roma. Mas seria uma solução para a seleção italiana.

* José Mourinho, em entrevista à Gazzetta dello Sport, disse que o time tem uns 15% de chances de levar a Liga dos Campeões da Europa. Matemática pura, explica: “são 7 ou 8 candidatos ao título, então nossas chances são essas”. Embora eu até ache que a Inter melhorou (apesar da saída de Ibrahimovic), essa matemática não faz sentido quando, no fim da mesma entrevista, ele diz que as chances na última Liga eram de 0%.

* Mario Gomez, Miroslav Klose e Ivica Olic, atacantes do Bayern, são bem melhores que Luca Toni. Foi o que disse um jornalista alemão do Bild, segundo o qual, por não aguentar esse veredito, o italiano não tardará a procurar o médico do clube e inventar lesões como, por exemplo, “um osso quebrado na língua”. E aí? Que tal a fase do Toni na Alemanha?

* Brinde: o goleiro Rubinho, ex-Corinthians, trocou o Genoa pelo Palermo e agora diz que acredita na conquista do scudetto. Sei não, mas tô achando que ele deve estar confundindo seu novo clube com algum outro…

PS: Quem quiser começar a se informar sobre os times do próximo Italiano pode ficar ligado no guia que o site da Trivela prepara sobre o tema. O Guia vem em partes, por isso ainda faltam infos de alguns clubes. Mas a assinatura do onipresente Leonardo Bertozzi é garantia de informações precisas.

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