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domingo, 21 de novembro de 2010 inter, jogadores, vídeos | 14:06

Eto’o como Zidane

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A fase da Internazionale de Rafa Benitez já não é das melhores, mas tem tudo para ficar pior. É que Samuel Eto’o, de longe o principal jogador do time na temporada, resolveu se inspirar em Zinedine Zidane e fazer o seguinte na partida recém-encerrada contra o Chievo, que venceu os milaneses por 2 a 1 pelo Campeonato Italiano:

O episódio ocorreu com o zagueiro César, pouco depois de os dois jogadores se desentenderem em um outro lance da partida (que você também viu no vídeo acima). No jogo, os lances saíram barato para Eto’o, que não levou sequer o cartão amarelo e ainda acabou marcando o gol da Inter na partida.

Fora de campo, porém, a “zidanada” de Eto’o deve custar caro, já que a imprensa italiana dá como certa uma severa punição ao atacante da Inter. Que, só pra lembrar, marcou nada menos que 16 dos 25 da Inter entre Campeonato Italiano e Liga dos Campeões…. Vai fazer falta?

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terça-feira, 16 de setembro de 2008 azzurra, copa do mundo, imprensa | 15:38

Itália x França, capítulo ene

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Afinal, fazia algum tempo que essa foto não aparecia por aqui…

A rivalidade entre França e Itália, na Europa, começa a ficar (se já não ficou) bem parecida com a que existe por aqui entre brasileiros e argentinos. Vamos recapitular:

Tudo começou com a vitória da França sobre a Itália na prorrogação por por morte súbita, na final da Eurocopa de 2000. Era só o começo…

Seis anos depois, a Itália teria a chance de revanche (no fim, confirmada) na final da Copa do Mundo de 2006, quando Zidane e Materazzi protagonizaram um capítulo à parte, com aquela cabeçada da qual a gente não aguenta mais ouvir falar.

Aí, já com a Itália por cima, quis o destino que as duas seleções se encontrassem de novo nas Eliminatórias para a Eurocopa de 2008: os italianos acabariam como líderes da chave, mesmo perdendo um jogo e empatando o outro contra os franceses, ao fim vice-líderes.

Veio então a Euro, pra valer. De novo, já na primeira fase, o sorteio das chaves providenciou um confronto entre Itália e França. Deu Itália, 2 x 0, e os franceses assim acabaram eliminados do torneio logo de cara — a segunda vaga da chave ficou com a Romênia.

Durante todo esse tempo, além do capítulo Zidane x Materazzi, vários outros nomes protagonizaram um festival de troca de farpas via imprensa. Raymond Domenech, o técnico da França, e Genaro Gattuso, cão de guarda da Azzurra, principalmente — ambos se odeiam e nunca fizeram questão de esconder isso.

A imprensa francesa e italiana, paralelamente, também davam suas espetadas uma na outra o tempo todo, meio na linha do que o argentino Olé costuma fazer com o Brasil (sem resposta, diga-se) . E nesta terça, enfim, um novo capítulo.

Porque, na França, um jornalista francês chamado Pierre Ménès escreveu o que ele mesmo chama de “dicionário absurdo do futebol”, um livro (foto ao lado), segundo o próprio autor, de “humor sarcástico”. No qual definiu com frases como estas abaixo a palavra “italianos”:

1) Tribo do sul capaz de fazer o melhor jogador do mundo perder a cabeça. Novo inimigo íntimo desde os tempos da retirada dos alemães e da explosão do fenômeno Materazzi.

2) O italiano tem muitas particularidades: coloca gel nos cabelos longos, se penteia, levanta a gola da camisa, enagana e dá cotoveladas. Mas o que irrita mais é que ele ganha.

Além das definições, Ménès elencou alguns sinônimos para “italianos”: “Ritals” (que seria, segundo a Gazzetta, um termo depreciativo para imigrantes italianos), “Macaronis”, “Provocadores”, “Gattuso” (seria uma ofensa?) e “Campeões do Mundo” (esse certamente não é).

Mas, apesar da aliviada, não teve jeito. Ménès irritou os jornalistas da Gazzetta dello Sport, que colocaram, na manchete do site, uma resposta ao sarcástico provocador (seria Menès italiano?). “É absurdo, no limite do ofensivo”, disse a publicação italiana, referindo-se ao título do livro.

E a Gazzetta aproveita ainda o gancho da frase “o que mais irrita é que ganha” para dizer o seguinte: “Quem sabe alguma coisa sobre isso é Raymond Domenech, técnico da França, humilhado repetidamente pela Azzurra. E talvez até Zidane. Ou seja ‘o jogador preferido dos franceses, capaz de caminhar sobre a água e de acertar com a cabeça os mal educados (outra definição do livro)’. Mas não quem escreve dicionários “absurdos” de futebol.

No fim, é tudo muito divertido. Agora com licença que vai começar a Liga dos Campeões.

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quarta-feira, 30 de abril de 2008 opinião, Sem categoria, vídeos | 10:49

materazzi, um gênio

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Tá, é mentira. Não acho o Materazzi um gênio, claro. Quero só me divertir.

Porque toda vez que escrevo qualquer coisa sobre ele por aqui é a mesma história. Sempre aparecem uns revoltados contra o zagueiro da Inter. “Bandido, mau caráter, canalha, carniceiro”, pra ficar nos termos mais leves, são alguns dos adjetivos usados para definir o melhor jogador da última Copa do Mundo (tá, tudo bem, também não acho isso…).

Por exemplo: tem uma leitora, cujo nome incrivelmente não me lembro, que escreve toda vez que o Materazzi apronta alguma — e a gente, que acompanha futebol italiano, sabe que isso não é raro. O mais engraçado dos emails dela foi o último, pouco depois de anunciada a visita que Zidane faria ao Brasil. “E aí, senhor Oddi, como vai fazer agora que Ele (assim, com caixa alta) estará entre nós? Vai viajar, vai deixar o Brasil?”, perguntava, em tom irônico.

Não foi de imediato, mas entendi o raciocínio dela: se eu já tinha alguma vez falado bem de Materazzi — e, convenhamos, não tinha como não fazê-lo durante a última Copa —, nutriria pelo craque francês o mesmo ódio que ela nutre pelo italiano. Tão lógico, né?

Zidane foi provavelmente o maior craque que vi jogar (refiro-me a jogadores cujas carreiras eu tenha acompanhado inteiras, mas isso é assunto para um outro post). O que não me impede de dizer que, sim, foi ele o bobão no episódio da final da Copa contra Materazzi. Um zagueiro que eu mesmo criticava (e como) bem antes da Copa; mas um zagueiro que fez um ótimo Mundial, assim como uma ótima temporada seguinte na Inter.

Pra tristeza dos simplistas que gostam de classificar as coisas e pessoas em bonzinhos e malvados, o mundo é assim. O cara pode ser o máximo, um gênio, mas de repente fazer uma baita cagada. E vice-versa: ser uma baita cagão e, eventualmente, ter um lampejo de genialidade. No futebol, então, nem se fale…

Mas por que cheguei aqui mesmo? E, sobretudo, como consegui voltar a esse episódio exaustivamente discutido?

Ah, sim… Tudo isso só para dizer que o Materazzi, não à toa um dos jogadores mais queridos da torcida da Inter, parece não se preocupar muito com aqueles que (talvez com razão, ressalto) o demonizam.

Não fosse assim, por que aceitaria gravar uma participação como a que segue no divertido comercial abaixo, da Nike? O zagueirão já está tirando um sarro (e ganhando grana) com sua fama. Só me pergunto se também por comerciais como esses (e não só), os árbitros já não o vêem com outros olhos em campo.

A conclusão, com os irados inimigos de Materazzi. Ou não.

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